Nintendo, o que mais o reino dos cogumelos pode nos oferecer?
Em meados de 1994 a Sony lançava no mercado nipônico seu primeiro console, Playstation. A gigante japonesa, que hoje passa por algumas dificuldades criativas e financeiras, entrava de cabeça em uma das maiores guerras do mercado de eletrônicos: a guerra dos consoles. Na época Sega e Nintendo dominavam o mundo dos games não só apenas pelo fato de possuírem consoles fortes e interessantes, mas também por suas extensas bibliotecas de exclusividades. Mario e Sonic eram, sem sombra de dúvida, os gigantes daquela batalha, abocanhando cada vez mais mentes e mercados onde a Sony tentaria arriscar algo. Por não possuir uma biblioteca de personagens e sagas formados e trabalhados dentro da própria casa, a Sony fez uma das ações mais significativas do mercado.
Para brigar de igual para igual contra Nintendo e Sega, a casa do Playstation apostou altíssimo primeiramente em estúdios primários e em contratos de exclusividade com estúdios secundários, para trabalhar em jogos originais e potencializar a até então inexistente biblioteca Playstation. Em segundo, investiu agressivamente na divulgação da ideologia e da marca Playstation, para que, em conjunto dos jogos, a nova plataforma pudesse abrir com sucesso caminhos para todos os principais mercados do mundo. Foi a partir disto que a história Playstation começou a ser fundada. E hoje, mesmo que não possuindo a mesma força de antes, vemos a Sony colhendo belos frutos com sua recente plataforma. A Sega e a Nintendo, por sua vez, foram perdendo o fôlego e tiveram que assistir a Sony conquistar os mercados que um dia fora disputado por ambas. E a partir deste ponto, o momento crucial bateu a porta da casa de Sonic e a Sega abandonou de vez o mundo dos Hardwares para se dedicar totalmente aos games como uma Third-Party.
Neste meio tempo também foi aberta mais uma vaga para um novo desafiante, a Microsoft. Na mesma situação da Sony, a empresa de Bill Gates também apostou em fechar o maior número de contratos de exclusividade possível para que seu console pudesse apresentar uma biblioteca interessante e atrativa. E assim surgiu a principal das franquias que quebrou recordes não só no meio dos games, mas também no mercado do entretenimento em geral: Halo. E desta forma, depois de passados 7 anos após o lançamento dos atuais consoles, as gigantes Sony, Microsoft e Nintendo começam a trabalhar e a investir na próxima geração. Das três, apenas a Nintendo vem de uma derrota com o seu fraco, mas necessário Nintendo Wii.
A plataforma foi necessária do ponto de vista de libertação da forma como entendíamos a nossa interação com um game, e também da forma como aproximou o maior número de pessoas que antes repudiavam os jogos. Entretanto, por mirar tantos esforços no seguimento de jogos casuais, a Nintendo perdeu feio na guerra dos blockbusters, vendo Sony e Microsoft guerrearem de igual para igual com lançamentos cada vez mais astronómicos e dedicados ao mercado que, no final das contas, realmente interessa e traz os maiores lucros às empresas, o gamer Hardcore. Outro ponto desgastante foi as excessivas investidas em seus personagens clássicos, apostando exageradamente em sagas e tramas, que mesmo atraindo os fãs, expulsava qualquer possibilidade de a Nintendo apresentar novas ideias. E este ponto é o que quero discutir com vocês.
A Nintendo, perto das outras duas, é a empresa que menos possui contratos de exclusividade. E isto é resultado direto do comodismo adotado por possuir uma biblioteca tão vasta e rica em personagens cult e que funcionam, mesmo que momentaneamente, em qualquer situação abordada pela empresa.
Também é interessante ressaltarmos que a Microsoft é a responsável por manter esta sétima geração rendendo lucros (pelo menos para ela) até agora, pois se não fosse o Kinect, nós já estaríamos assistindo a guerra dos novos consoles e com certeza vendo Sony (por estar passando por momentos de transformação em sua administração) e Nintendo apanhando feio. Mas, retornando ao assunto Nintendo, está mais do que na hora de Satoru Iwata investir em contratos de exclusividade para tentar emplacar uma saga que leve a Nintendo ao posto que um dia já a pertenceu.
Outra estratégia é efetuar a compra de novas desenvolvedoras e de novas empresas que trabalhem com hardware; existem tantos estúdios de pequeno porte, mas com ideias magníficas! Imaginem o futuro sucesso “Hawken” exclusivo na casa do Mario! Imaginem um game de corrida para brigar de igual para igual com Gran Turismo; imaginem uma franquia de lutas, uma franquia de RPG e também uma franquia blockbuster de FPS!
Vejam quantas possibilidades a Nintendo poderia trabalhar e que, por falta de visão e até por apego a uma ideologia que não funciona mais, a marca vai perdendo seu espaço e vai assistindo num lugar de luxo suas rivais brigando e guerreando em um nível cada vez mais alto.
Espero que a Nintendo acorde para estas questões e saia às compras rapidamente, pois se continuar neste ritmo “Super Mario”, Sony e Microsoft irão passar por cima sem dó, e veremos futuramente um Super Mario no Playstation 5 ou no Sucessor do Xbox 720. E é claro, ambas (Sony e Microsoft) brigando por esta exclusividade.
E vocês, o que acham das atitudes da Nintendo? Comentem!
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