Persona 5 The Animation — Ep. 2: Pequenos Problemas

20

Mais um episódio de Persona 5: The Animation lançado e dessa vez temos o prosseguimento do que eu apostei e tem se mostrado realidade sobre o desenvolvimento do Kamoshida ser transposto para dentro de apenas três episódios já que muitos eventos importantes que explodirão os horrores desse vilão para os telespectadores têm se mostrado cada vez mais próximos. Mas algo também deu suas caras de uma maneira mais presente e que tem sido alvo de muitas críticas que é o quão rápido tem sido a adaptação de Persona 5 para o anime e que… mais uma vez? Não me incomodou de maneira geral, mas esse episódio se mostrou um pouco mais forte já que eventos que são bem espaçados uns entre os outros agora se mostraram mais interligados como se fossem verdadeiramente sequências, já que a aparição de um certo personagem acontece de maneira não cronológica com o jogo, mas sim adaptando-o para a aparição não somente de segredos inseridos no Metaverse, a outra realidade que nossos personagens vão, relacionados ao Kamoshida mas também revelam dois despertares de Personas que no jogo acabariam por ser separados por, pelo menos, cinquenta minutos de jogo ou mais. É compreensível a apreensão das pessoas quanto a escolha que a Direção está tomando quanto como adaptar esses eventos dentro do anime já que o seu escopo está dentro de 24 episódios e Persona não é uma série que você possa se dar o luxo de adaptar em APENAS 24 episódios, porém isso acaba gerando uma desconfiança que conversando com algumas pessoas foi o que mais me pareceu aparente que é: A Postura da Atlus em relação a essa animação.

Atlus, desenvolvedora e Publicadora não somente dos jogos da série Persona e Shin Megami Tensei como também já publicou Demon’s Souls para o ocidente, tem se mostrado ocupada com, pelo menos, cinco projetos onde só sabemos da existência de três deles até o exato momento que essa publicação está sendo postada: Nós tivemos o desenvolvimento do jogo de dança do Persona 3: Dancing Moon Night que será lançado em 24 de Maio de 2018, temos o desenvolvimento do jogo de dança do Persona 5: Dancing Star Night e como noticiamos algumas vezes, nós temos o Remake de Catherine: Fullbody e mais dois projetos não anunciados pela Atlus. Os custos em cima desses jogos são de porte mediano para cima, principalmente no que diz respeito ao porte de Catherine e ver isso influenciando na animação de Persona 5 é notório já que dá para ver uma queda de qualidade se mostrando presente no Episódio 2 da série, mas que preocupa algumas pessoas já que pelo andar da carruagem, o encerramento desse primeiro arco que provavelmente será o com maior impacto nessa série inteira, ele não poderá prosseguir nesse desbalanceamento de custos da produção. O que me levou a acreditar que, apesar de o escopo dele estar fechado em vinte e quatro episódios, Persona 5: The Animation está se mostrando algo com um valor de investimento bem mediano em comparação a outros animes do mesmo estilo. O que acabou ocasionando no surgimento de pequenos problemas, como diz o título dessa postagem.

Os traços em relação ao primeiro episódio deram uma pequena diminuída de qualidade, conseguimos ver claramente que estruturalmente alguns personagens em certos momentos não possuem mais o mesmo nível de detalhe do seu episódio anterior – que não eram coisas gritantes mas ainda sim estavam bonitos e bem realizados mas que notoriamente, conseguimos ver uma queda de qualidade que contribuiu para que eu sentisse uma notória vertente em relação a minha opinião de que o estúdio estava querendo controlar gastos e distribuindo minuciosamente onde ficariam as partes de maior atenção o que me fez acreditar sobre o budget em relação a esse anime não ser uma coisa alta como todos acreditávamos. AINDA SIM: Eu não senti que isso torna o anime RUIM ou uma PÉSSIMA adaptações como as famosas hipérboles Otaku dão a entender nos comentários durante suas críticas.

A Animação também decaiu, sentimos que algumas movimentações de personagens e atuações são as famosas repetições de atos, durante as movimentações de seus lábios, as maneiras como seus pés agem, seus braços durante seus gestos e até mesmo expressões faciais durante certos eventos e algo que deve ter passado despercebido por algumas pessoas que inclusive, a mixagem de áudio em algumas partes estavam se mostrando alguns segundos ou milésimos atrasados como, por exemplo, os momentos onde nós temos o nosso personagem recebendo boladas durante um treinamento de volley. Algumas escolhas em relação a realizar fanservice como olhares fixos ou olhares não agradáveis que alguns personagens realizam uns para os outros, por mais curto que seja, eles acabam se mostrando deslocados em alguns momentos e principalmente desnecessários em relação ao que aquele momento poderia ter a oferecer já que diante daquela execução, nós não temos uma pós-cena que possa gerar um ganho com aquela execução e isso acaba gerando uma preocupação sobre: Como que está esse equilíbrio do Fanservice durante essa adaptação?

Em alguns momentos durante esse episódio e em maior porcentagem do que vimos em seu anterior, nós temos a inserção de cenas que não se mostravam presentes no jogo e que acabaram por ficar somente, pelo menos inicialmente, implícitas onde só ouvíamos falar desses incidentes vendo suas consequências perante os olhos do nosso personagem, mas que como estamos falando de uma mídia que permite a execução dessas cenas, nós temos coisas como Kamoshida batendo deliberadamente na Shiho após uma fala que foi mal vista perante os olhos do personagem e que acabou por gerar esse ato que no futuro, nós só presenciaríamos no jogo algumas cicatrizes na personagem e que também serão uma porcentagem de acumulamento do que ocasionará em uma das melhores cenas que se marcará presente no próximo episódio, provavelmente no seu início. Nós tivemos imagens do que seria o julgamento do protagonista dentro do Juri após os incidentes que o levaram a estar em Shuujin Academy.

E tendo esses elementos presentes, nós podemos ter um contrabalanceamento em resposta a última pergunta que eu realizei já que muitos fanservices vieram de bom grado, para complementar principalmente a nossa experiência como jogador da obra original mas que prestam um ótimo serviço de contextualizarem de maneira interessante como que deve ser levado o clima dessa história. Além disso, se mostrando também mais forte do que no episódio anterior…

E essa música, hein? Dessa vez, uma das músicas mais aclamadas pela crítica e principalmente pelos fãs apareceu e mostrou o nível de qualidade imenso de diferença da trilha sonora vasta e diversa, mas ainda sim, consistente de Persona 5 através de Last Surprise. Sua cena de combate onde nós temos o despertar do Ryuuji emendado no despertar da Morgana não é surpreendente e em termos de qualidade, é decepcionante mas de forma nenhuma mal feito, apenas um sentimento de que o estúdio poderia ter feito algo melhor animado, brincar menos com a câmera que parece quebrar um pouco com o nível de potencial das magias que as Personas possuem a oferecer, mas algo a se destacar é justamente a trilha sonora.

Vamos rezar para que um dia Nier Automata possa ter a honra de ser elucidado através de um anime, mas até que esse dia chegue, Persona 5 está se mostrando como a melhor sequência de trilhas musicais em um anime com maior qualidade e constância que eu já vi até hoje em comparação a outros animes. Tornando-se já de cara, por mais que seja injusto já que elas são advindas da sua obra original, a melhor trilha sonora do ano em disparado para mim. Estou apenas aguardado a presença de coisas maravilhosamente lindas como Beneath the Mask cantada, The Whims of Fate, Life Will Change e a melhor da série até hoje: Rivers in the Desert.

Até a Próxima!