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    Nihon Falcom dividida entre Trails in the Sky the 3rd e Trails from Zero para próximo remake

    Equipa de desenvolvimento está num impasse sobre qual jogo reimaginar após 2nd Chapter, revela CEO Toshihiro Kondo

    Trails in the Sky 1st Chapter visual PSN

    O sucesso estrondoso de Trails in the Sky 1st Chapter, lançado em setembro de 2025, garantiu o futuro dos remakes da série Trails. Com Trails in the Sky 2nd Chapter confirmado para 2026, os fãs já questionam qual será o próximo título da franquia a receber tratamento completo em 3D. No entanto, a resposta não é simples.

    Em entrevista à Dengeki Online, Toshihiro Kondo, CEO da Nihon Falcom, revelou que a equipa está dividida sobre a direção a seguir após concluir o remake do segundo capítulo. As opções em cima da mesa são Trails in the Sky the 3rd, que fecha a trilogia de Liberl, ou saltar diretamente para Trails from Zero, iniciando os remakes do arco de Crossbell.

    “Não temos a certeza se devemos fazer the 3rd ou from Zero a seguir – as opiniões estão divididas entre nós. Alguns membros dizem que seria melhor fazer um remake de from Zero antes de the 3rd,” afirmou Kondo. O dilema reflete diferentes visões dentro do estúdio sobre como manter o equilíbrio entre continuidade narrativa e atrair novos jogadores.

    Do ponto de vista da história, Kondo reconhece a importância de Trails in the Sky the 3rd para a narrativa global da série. “A história de Renne é realmente importante. O mesmo acontece com Kevin, e o nome Crossbell aparece pela primeira vez em the 3rd. É também onde o Chanceler de Sangue e Ferro de Erebonia, Osborne, faz a sua primeira aparição,” explicou. Estes elementos tornaram-se pilares fundamentais para os jogos que se seguiram.

    Apesar disso, existe um forte apoio interno para avançar diretamente para os remakes da duologia de Crossbell. Os jogos Trails from Zero e Trails to Azure já receberam remasterizações, mas nunca tiveram um remake completo em 3D como os títulos de Sky estão a receber. Parte da equipa acredita que trazer Crossbell para o mesmo patamar visual e mecânico seria mais benéfico para a série neste momento.

    Kondo deixou claro que, independentemente da ordem, o remake de Trails in the Sky the 3rd acontecerá eventualmente. “Acho que temos de fazer um remake de the 3rd em algum momento, mas existem muitas ideias possíveis sobre que forma poderia tomar,” comentou. Esta afirmação sugere que o estúdio pode estar a considerar uma abordagem diferente para este título, possivelmente com elementos adicionais ou alterações significativas ao conteúdo existente.

    Trails in the Sky 1st Chapter – Análise

    Quanto aos rumores sobre remakes de Trails of Cold Steel, Kondo foi direto, não vai acontecer tão cedo. “Quando estávamos a desenvolver Cold Steel, disseram-nos para fazer o que quiséssemos, então enchemos o jogo com tantos elementos diferentes. Acho que refazê-lo seria uma tarefa bastante difícil. Fundir I e II num único título também seria complicado, dada a quantidade de conteúdo dos jogos”.

    A Nihon Falcom ainda não decidiu se pode assumir esse projeto no futuro, mas Kondo deixou claro que, mesmo que receba luz verde, um remake de Cold Steel não chegará tão cedo. Com apenas 64 funcionários, o estúdio tem de gerir cuidadosamente os seus recursos entre novos títulos e projetos de remake.

    Atualmente, a empresa está focada no desenvolvimento de Trails in the Sky 2nd Chapter, previsto para lançamento até setembro de 2026. Paralelamente, Trails Beyond the Horizon aproxima-se do lançamento global a 15 de janeiro de 2026, trazendo a continuação do arco de Calvard para PlayStation 4, PlayStation 5, Switch, Switch 2 e PC.

    A velocidade com que a Falcom desenvolve os seus jogos impressiona a indústria. O estúdio conseguiu lançar o remake de 1st Chapter menos de um ano após o anúncio inicial, e já está a trabalhar numa sequela para 2026. Se este ritmo se mantiver, poderemos ter notícias sobre o próximo remake ainda durante o próximo ano.

    Kondo mencionou também que o estúdio está a desenvolver uma nova entrada na série Tokyo Xanadu, mostrando que a Falcom continua a expandir o seu portefólio para além de Trails. No entanto, considerando a rapidez com que desenvolvem os jogos, pode ser apenas uma questão de tempo até que um novo remake da série Trails seja anunciado, independentemente de ser the 3rd ou from Zero.

    Helder Archer
    Helder Archer
    Fundou o OtakuPT em 2007 e desde então já escreveu mais de 60 mil artigos sobre anime, mangá e videojogos.

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    Kisama404
    Kisama404
    28 , Novembro , 2025 1:15

    Sinceramente, se é para fazer um Remake fiel aos originais eu preferia que saltassem The 3rd, o último capítulo da saga Sky pareceu tão desnecessário, parece mais um spin-off ou DLC que uma sequela do anterior.
    Não nego a importância de alguns eventos para a narrativa dos jogos que se sucedem a ele, mas todo a ritmo da história pareceu tão artificial e básico em comparação com os restantes. No início tudo parecia bem, mas assim que a história se muda para “se sabes, sabes” o jogo torna-se num ciclo de luta contra inimigos normais, cutscene, enfrenta o chefe, cutscene, repete. Até recorrem ao clichê do “você não estava morto”, sim tem o seu lado romântico mas quando se olha para traz percebesse o quão desnecessário isso era.
    E mesmo que decidam fazer uma boa reformulação da história e gameplay, o que seria uma excelente decisão, talvez seja melhor remasterizar a duologia de Crossbell antes de The 3rd, porque não há muito espaço para o falhanço com esses dois, e apesar de eu acreditar que eles podem fazer um excelente trabalho com um Remake mais aprofundado e complexo que o original, a possibilidade deste ficar aquém das expectativas pode diminuir o interesse dos novos jogadores de continuarem a investir na saga, podendo afectar os eventuais Remakes da saga de Crossbell.
    O melhor é jogar todos os trunfos que têm em mãos antes de arriscarem jogar as cartas de menor valor e ganharem menos pontos com essa estratégia.
    Talvez o problema seja o facto de The First e principalmente The Second serem tão bons que era praticamente impossível fazer um jogo do mesmo nível com novos protagonistas, mas a saga Crossbell que se sucedeu a saga Sky consegue fazer isso, seria melhor manter o ritmo emocional e de satisfação em vez de colocar no meio um elemento menos gratificante em comparação com os restantes.
    É claro que esta é só a minha opinião e outros terão uma experiência diferente da minha por isso eu penso que a Falcom precisa de pensar muito bem no que vai fazer e que independente da decisão que tomem eu espero que tudo corra pelo melhor porque eles merecem.
    Principalmente com este ritmo na produção de novos títulos porque tendo em conta que têm apenas pouco mais de meia centena de funcionários é de facto impressionante.

    Last edited 1 mês atrás by Kisama404
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