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    Jujutsu Kaisen 3 Episódio 5 divide fãs com escolhas de câmara polémicas

    O episódio 52 da terceira temporada de Jujutsu Kaisen gerou debate nas redes sociais sobre técnicas de filmagem e prioridades criativas do estúdio MAPPA

    Jujutsu Kaisen 3 Episódio 5 screenshot

    A terceira temporada de Jujutsu Kaisen, que estreou a 9 de janeiro de 2026 com um especial de uma hora, continua a gerar discussões acesas entre a comunidade de fãs. O episódio 52 (episódio 5 de Jujutsu Kaisen 3), transmitido esta semana, voltou a colocar em cima da mesa um debate recorrente sobre as escolhas artísticas do estúdio MAPPA na adaptação do mangá de Gege Akutami.

    O episódio em questão marca a introdução formal de Kinji Hakari, o estudante do terceiro ano suspenso da Tokyo Jujutsu High que se tornou numa das personagens mais aguardadas pelos fãs do mangá. Hakari é apresentado como alguém que trata o combate menos como um dever e mais como um casino de alto risco, tendo sido suspenso depois de agredir um ancião conservador que desprezava a sua técnica amaldiçoada moderna.

    A questão da câmara estática

    Parte da controvérsia centrou-se numa técnica de filmagem conhecida no Japão como “teinten camera” ou câmara de ponto fixo, que mantém uma perspetiva estática enquanto as personagens interagem. Esta escolha contrasta com o mangá original, que apresenta uma grande variedade de ângulos, mudanças de câmara e expressões emocionais fluídas para transmitir tensão psicológica.

    Alguns espectadores expressaram frustração nas redes sociais por aquilo que consideram uma “obstinação” em não mostrar os rostos dos protagonistas em determinados momentos-chave. Os críticos argumentam que esta direção pode diluir o impacto emocional de cenas importantes, tornando-as mais monótonas do que deveriam ser.

    Entre os comentários partilhados em plataformas como o X (anteriormente Twitter), surgiram queixas de que certas sequências se sentem “estáticas e aborrecidas” em comparação com o dinamismo do material original. Alguns fãs compararam o resultado final a “uma câmara de segurança”, sugerindo que o estilo visual adoptado pelo estúdio prioriza a atmosfera ambiental sobre os cortes dinâmicos.

    Jujutsu Kaisen 3 Episódio 5 painel

    A discussão trouxe de volta um termo que se tornou viral entre a comunidade japonesa: “Doragon”. Esta expressão começou a ser utilizada para simbolizar rigidez e teimosia em escolhas visuais, tendo ganho força durante a segunda temporada do anime. Serviu para criticar decisões de direção que alguns fãs consideram excessivamente rígidas ou distantes do material original.

    No entanto, é importante notar que a terceira temporada tem recebido também elogios consideráveis. O episódio 51, por exemplo, foi amplamente aclamado pela sua direção inspirada em Akira Kurosawa e Quentin Tarantino, com críticos a descrevê-lo como “cinema absoluto” e a atribuir-lhe classificações próximas da perfeição.

    Jujutsu Kaisen 3 Episódio 4 choca fãs no Japão e internacionalmente

    A comunidade permanece dividida. Enquanto uma parte dos fãs critica certas escolhas de direção, outra defende que se trata de opções artísticas deliberadas para construir tensão narrativa de forma diferente, forçando o espectador a concentrar-se exclusivamente no diálogo e nos movimentos subtis.

    A terceira temporada, intitulada The Culling Game: Part 1, adapta os arcos “Itadori’s Extermination”, “Perfect Preparation” e “Culling Game” do mangá. A história segue os personagens a entrar no Culling Game, com o objetivo principal de combater Kenjaku e libertar Satoru Gojo do Prison Realm.

    Helder Archer
    Helder Archer
    Fundou o OtakuPT em 2007 e desde então já escreveu mais de 60 mil artigos sobre anime, mangá e videojogos.

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    evelerding
    evelerding
    31 , Janeiro , 2026 1:23

    Ep 2 foi criticado, o ep 4 que “vocês” estão tratando como “amado unanimamente” também foi criticado, com razão inclusive. A melhor parte do ep foi COPIA de Kill Bill. Estou cansando dessa obra copiar outras historias, DE NOVO E DE NOVO, e ser tratado como só como uma “referencia”

    Bruno Reis
    Bruno Reis
    Membro
    31 , Janeiro , 2026 4:58

    O pessoal tem de perceber que anime e mangá são media diferentes e que existem técnicas para expressar emoções de forma diferente. É normal que no mangá não tenham mostradas vinhetas “estáticas” porque não seria possível demonstrar a expressividade desta forma. Contudo, no anime na mesma cena podemos verificar a par e passo as expressões corporais das personagens e como a indiferença do Kinji e o nervosismo do Itadori comandam a cena, que achei interessante e bem animada. Eu sabia que iriam chover críticas com esta cena, mas como Jujutsu Kaisen está com uma vertente mais ocidental neste arco no que toca a fotografia, podem crer que vamos ter mais momentos assim, distantes da obra original…e consequente criticados.

    Para mim a maior crítica de Jujutsu Kaisen, é a sua absurdamente complexa escrita que acaba por ser contraproducente por ser demasiado confusa e cheia de alíneas na execução.

    Last edited 3 minutos atrás by Bruno Reis
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