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    Jogadores japoneses de Fallout 76 impressionam a Bethesda

    Diretor de produção admite que mesmo a equipa seria incapaz de replicar as criações da comunidade japonesa no sistema de construção de bases

    A Bethesda revelou numa entrevista recente à publicação japonesa 4Gamer que os jogadores nipónicos de Fallout 76 demonstram habilidades de construção que impressionam até os próprios criadores do jogo. Bill Lacoste, diretor de produção, não poupou elogios ao afirmar que a qualidade das bases criadas pela comunidade japonesa ultrapassa a capacidade da própria equipa de desenvolvimento.

    “Quando se trata de construção de acampamentos, os fãs japoneses parecem ser particularmente excelentes”, declarou Lacoste. “Mesmo que tentássemos reproduzir as suas criações, provavelmente falharíamos. Eles são verdadeiramente habilidosos”.

    A conversa com Jonathan Rush, diretor criativo, e Bill Lacoste surgiu no contexto das celebrações do sétimo aniversário de Fallout 76, assinalado em novembro de 2025. O jogo desenvolvido pela Bethesda Game Studios conta atualmente com mais de 23 milhões de jogadores que já saíram do Vault 76 para explorar os ermos pós-apocalípticos da Apalâchia.

    Durante a entrevista, Rush revelou que as expectativas iniciais da equipa sobre o comportamento dos jogadores estavam completamente erradas. “Inicialmente, pensámos que os jogadores acabariam por se matar uns aos outros”, admitiu. “Mas a realidade foi completamente o oposto. O que os jogadores queriam era ajudar uns aos outros”.

    Esta descoberta surpreendeu a Bethesda, que tinha assumido que o cenário pós-apocalíptico seria palco de conflito constante. Em vez disso, os jogadores encontraram prazer em simplesmente exibir as suas construções e coleções uns aos outros. Rush descreveu os últimos sete anos como uma experiência verdadeiramente reveladora, durante a qual a comunicação com os fãs ajudou a equipa a crescer como programadores.

    Templos budistas e restaurantes de sushi nos ermos nucleares

    Embora Lacoste tenha notado que não existe grande diferença entre as comunidades japonesa e internacional na forma como abordam o jogo, existe uma área onde os jogadores nipónicos se destacam inequivocamente: o sistema C.A.M.P. (Construction and Assembly Mobile Platform), responsável pela construção de casas e bases no mundo do jogo.

    Os programadores da Bethesda observaram uma enorme variedade de estilos nas construções japonesas. Entre os favoritos do estúdio encontram-se interpretações de templos budistas da vida real como o Ginkakuji de Quioto, criado pelo utilizador @white31864779, restaurantes de sushi elaborados desenvolvidos por @shimosushi, e até edifícios fantásticos inspirados em anime como o O Castelo Andante de Hayao Miyazaki, obra de @OBORO_080059.

    Lacoste mencionou ter visto de tudo, desde torres inimaginavelmente enormes até itens altamente criativos como motosserras que cospem fogo e peixes gigantes. O diretor de produção expressou admiração pela beleza e diversidade com que os jogadores se expressam dentro do mundo do jogo.

    A facilidade demonstrada pela comunidade japonesa em transformar um jogo de sobrevivência nuclear num espaço de expressão artística contrasta com a violência e caos que a Bethesda antecipara. Esta mudança de paradigma obrigou a equipa a repensar fundamentalmente a direção do jogo ao longo dos anos, adicionando mais ferramentas de construção e melhorando constantemente o sistema C.A.M.P.

    Helder Archer
    Helder Archer
    Fundou o OtakuPT em 2007 e desde então já escreveu mais de 60 mil artigos sobre anime, mangá e videojogos.

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