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    Série live-action de The Flowers of Evil estreia a 9 de abril

    Série live-action do mangá psicológico de Shuzo Oshimi chega à TV Tokyo e Disney+ em Abril 2026

    poster série The Flowers of Evil  (1)

    A adaptação para série livre-action do mangá The Flowers of Evil (Aku no Hana) de Shuzo Oshimi revelou novos membros do elenco e confirmou a estreia para 9 de abril de 2026 na TV Tokyo, com transmissão exclusiva na Disney+. Em cima podemv er um novo poster da série.

    Entre os novos nomes confirmados encontra-se Aruno Nakanishi, membro do grupo de idols Nogizaka46, que interpretará Aya Tokiwa. Manami Igashira dá vida a Nanako Saeki, descrita como a beleza da turma e objeto de afeição do protagonista Takao Kasuga. Chihiro Sudo junta-se como Ai Kinoshita, a melhor amiga de Nanako.

    A produção revelou também os atores que interpretarão os pais das personagens principais. Tomoharu Hasegawa e Noriko Nakagoshi surgem como Tetsuo e Shizue Kasuga, pais de Takao. Mahiru Konno interpreta Mayumi, mãe de Nanako. Keisuke Horibe e Akiko Hinagata completam o elenco parental como Kazuyuki e Shino, pais de Sawa Nakamura.

    Estreia simultânea em televisão e streaming

    The Flowers of Evil estreia na TV Tokyo a 9 de abril de 2026, seguida pela transmissão na BS TV Tokyo a 15 de abril. A série estará disponível exclusivamente na Disney+ para audiências internacionais, embora ainda não tenha sido confirmada a disponibilidade na América do Norte ou Europa no momento do lançamento japonês.

    A produção está a cargo da TV Tokyo em parceria com a C&I Entertainment. Paul Young, conhecido pelo trabalho em Star Wars: Visions Volume 2, dirige em conjunto com Noboru Iguchi, que já tinha dirigido a adaptação cinematográfica de The Flowers of Evil lançada em setembro de 2019. Os argumentos ficam a cargo de Keita Meguro e Shuho Takase, ambos com experiência em Red Blue.

    O produtor Koichi Uruma da TV Tokyo comentou que a distribuição através da Disney+ permite à equipa criar algo que ultrapassa a escala típica de um drama de horário noturno da emissora. Esta parceria estratégica com a plataforma de streaming representa uma tendência crescente na produção televisiva japonesa, onde colaborações com serviços internacionais garantem orçamentos mais robustos e alcance global.

    Uma história de turbulência adolescente e manipulação psicológica

    The Flowers of Evil acompanha Takao Kasuga, um estudante introvertido obcecado com livros, particularmente Les Fleurs du Mal de Charles Baudelaire, que dá nome ao mangá. Apaixonado por Nanako Saeki, a menina mais bonita da turma, Kasuga é incapaz de expressar os seus sentimentos através de palavras.

    Num impulso, rouba o uniforme de ginástica de Nanako da sala de aula vazia. Sawa Nakamura, colega de turma considerada estranha pelos outros estudantes, testemunha o ato. Em vez de denunciá-lo às autoridades escolares, Nakamura usa este conhecimento para forçar Kasuga num contrato psicológico perturbador, fazendo-o participar em atos cada vez mais transgressivos.

    A história explora temas de desejo reprimido, identidade adolescente, conformidade social e o lado obscuro da psique humana. Através da relação tóxica e codependente entre Kasuga e Nakamura, o mangá examina como jovens em formação lidam com impulsos que não compreendem completamente e como a pressão de manter aparências pode criar personalidades fragmentadas.

    O mangá de Shuzo Oshimi foi originalmente serializado na revista Bessatsu Shonen Magazine da Kodansha entre setembro de 2009 e maio de 2014, vendendo um total de 3,25 milhões de cópias ao longo dos seus 11 volumes. A obra foi nomeada para o prestigiado Manga Taisho Award, reconhecimento que solidificou a sua posição como uma das séries psicológicas mais importantes da década.

    A primeira adaptação para anime, produzida pelo Studio Zexcs em 2013, tornou-se controversa pela decisão de utilizar exclusivamente técnicas de rotoscopia. Este processo, que envolve traçar sobre filmagens de atores reais fotograma a fotograma, criou um visual único mas profundamente divisivo. Fãs do mangá original dividiram-se entre aqueles que apreciaram a ousadia estética e outros que sentiram que o estilo artístico traía o traço distintivo de Oshimi.

    A série anime, que foi exibida entre 5 de abril e 29 de junho de 2013, foi dirigida por Hiroshi Nagahama. Já a adaptação cinematográfica de 2019, também dirigida por Noboru Iguchi com argumento de Mari Okada e música de Yasuhiko Fukuda, recebeu críticas mistas. Enquanto alguns elogiaram a fidelidade à obra original e a atenção ao detalhe visual, outros consideraram que o ritmo acelerado comprometeu a natureza introspectiva da história.

    Helder Archer
    Helder Archer
    Fundou o OtakuPT em 2007 e desde então já escreveu mais de 60 mil artigos sobre anime, mangá e videojogos.

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