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    PlayStation 6 sem RDNA 5 puro: o que muda para os jogadores

    Consola da Sony deverá ter 30 GB de memória GDDR7 mas manterá abordagem híbrida no GPU, tal como aconteceu com a PS5

    PlayStation 5 Pro - Screenshot trailer de lançamento

    A PlayStation 6 não deverá apostar numa implementação pura da arquitetura RDNA 5 da AMD. De acordo com o leaker KeplerL2, conhecido pela fiabilidade das suas informações técnicas, a Sony vai optar por uma solução híbrida semelhante à que utilizou na PS5, que combinou elementos de RDNA1 com capacidades de ray tracing.

    Durante uma discussão recente no NeoGAF, KeplerL2 afirmou que a PS5 atual utiliza internamente um híbrido de RDNA1 e ray tracing, e que a PS6 não terá RDNA 5 completo. Esta revelação sugere que a Sony continuará a personalizar as soluções da AMD em vez de adotar diretamente as arquiteturas comerciais da fabricante de chips.

    A informação chega numa altura em que a indústria especula sobre as especificações finais das consolas de próxima geração. Mark Cerny, arquiteto principal da PlayStation, tem sido visto em reuniões com a AMD para discutir as capacidades dos futuros GPUs, mas a Sony ainda não confirmou oficialmente nenhum detalhe técnico sobre a PS6.

    Especificações de memória revelam salto geracional

    Numa publicação separada, KeplerL2 revelou que a PlayStation 6 poderá ter até 30 GB de memória GDDR7. A configuração prevista utiliza dez módulos de 3 GB num formato clamshell, operando sobre um bus de 160 bits. Com velocidade de 32 Gbps, esta configuração atingiria uma largura de banda de aproximadamente 640 GB/s.

    Para contextualizar, a PS5 base tem 16 GB de GDDR6 com 448 GB/s de largura de banda, enquanto a PS5 Pro aumentou para 576 GB/s mantendo os mesmos 16 GB. O salto para 30 GB representa quase o dobro da capacidade, embora o aumento de largura de banda seja mais modesto, cerca de 11% em relação à PS5 Pro.

    Este aumento de memória não é apenas uma questão de números. A capacidade adicional permitirá aos programadores criar mundos de jogo maiores e mais complexos, utilizar texturas de maior resolução e implementar sistemas de inteligência artificial mais sofisticados. O ray tracing avançado, que consome grandes quantidades de memória, também beneficiará desta expansão.

    A escolha de módulos de 3 GB é particularmente interessante. Esta configuração não convencional permite à Sony maximizar a densidade sem aumentar excessivamente os custos de produção, embora a GDDR7 continue a ser uma tecnologia cara. Um utilizador no NeoGAF sugeriu que 20 GB seria uma opção mais sensata devido aos custos crescentes da memória RAM, mas KeplerL2 rejeitou essa ideia, argumentando que 20 GB não seria suficiente para as necessidades futuras.

    O leaker reconheceu que a memória extra poderá adicionar cerca de 100 dólares ao preço de lançamento da consola, mas acredita que a Sony terá de absorver esses custos elevados durante os primeiros um ou dois anos até que os preços da memória baixem. A atual crise no mercado de memória RAM, causada em parte pela elevada procura da indústria de inteligência artificial e datacenters, tornou o fornecimento mais escasso e caro.

    Rumores de PS6 portátil dividem indústria

    Portátil PlayStation também está prevista

    A muito discutida consola portátil da Sony poderá ter até 24 GB de memória LPDDR5X. Se esta especificação se confirmar, estaria ao nível da ROG Ally X recentemente lançada pela ASUS, posicionando a portátil da Sony como um concorrente sério no mercado de handhelds de alta performance.

    A portátil, conhecida internamente pelo nome de código Canis, deverá ser dockable, ou seja, com capacidade de ligação a um ecrã externo, e terá compatibilidade com os jogos da PS5. No entanto, não se espera que seja tão potente quanto a consola doméstica atual. As especificações das leaks incluem processador baseado em núcleos Zen 6 da AMD e GPU com arquitetura RDNA 5, com estimativas entre 12 a 20 compute units.

    Curiosamente, KeplerL2 afirmou que esta portátil utilizará RDNA 5, ao contrário da consola principal que manterá uma abordagem híbrida. Esta discrepância sugere que a Sony pode estar a testar diferentes configurações para diferentes casos de uso, otimizando cada dispositivo para as suas necessidades específicas.

    O dispositivo portátil foi concebido para executar jogos nativamente no seu próprio hardware, ao contrário da PlayStation Portal atual que apenas transmite conteúdo por streaming. Com uma potência estimada de cerca de 15W e retrocompatibilidade com a biblioteca PS5 e PS4, a portátil posiciona-se como uma verdadeira consola de próxima geração em formato móvel.

    O arquitecto da PlayStation 5 discutiu tecnologias AMD que chegarão à PlayStation 6

    Lançamento não antes de 2027

    Apesar de todas estas fugas de informação, não se espera ver a próxima geração de consolas PlayStation no mercado antes de 2027. A AMD confirmou recentemente que está a preparar-se para suportar um lançamento em 2027 para a próxima consola Xbox, e as expectativas apontam para um calendário semelhante para a PlayStation 6.

    A Sony confirmou oficialmente que a PlayStation 6 está em desenvolvimento, mas não divulgou nenhuma especificação ou data de lançamento. A empresa mantém-se focada no ciclo de vida da PS5, que ainda tem vários anos pela frente, especialmente após o lançamento da PS5 Pro em novembro de 2024.

    Os custos de produção são uma preocupação real. A GDDR7 continua cara e a instabilidade do mercado de memória pode forçar ajustes nos planos. Alguns analistas especulam que, se os preços não baixarem, a Sony poderá ter de atrasar o lançamento para 2028 ou ajustar as especificações para manter o preço final competitivo.

    A decisão de usar 30 GB de GDDR7 não é pequena quando se está a fabricar milhões de consolas. A procura por infraestrutura de IA e datacenters apertou o fornecimento, empurrando os preços para cima em todos os segmentos. Comprometer-se com 30 GB de memória de alta velocidade representa uma aposta significativa da Sony na direção futura dos jogos.

    O Project Amethyst, nome interno da colaboração entre Sony e AMD, introduz também a tecnologia Universal Compression. Segundo a AMD e a Sony, esta tecnologia avalia e comprime todos os dados disponíveis dentro do GPU para reduzir drasticamente o uso de largura de banda de memória. Isto permitiria níveis mais elevados de eficiência de hardware, fazendo com que a largura de banda efetiva da memória da PlayStation 6 seja muito superior ao que as especificações brutas sugerem.

    Helder Archer
    Helder Archer
    Fundou o OtakuPT em 2007 e desde então já escreveu mais de 60 mil artigos sobre anime, mangá e videojogos.

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