InícioAnime10 animes tão sombrios e viciantes como Jujutsu Kaisen

10 animes tão sombrios e viciantes como Jujutsu Kaisen

A lista que se segue reúne dez animes que partilham com Jujutsu Kaisen o tom sombrio, os combates com consequências reais ou o peso emocional das personagens, alguns deles com novidades recentes e outros que se tornaram referências do género.

10
Gachiakuta

Gachiakuta anime visual 14-03-2025

Gachiakuta é, neste momento, uma das apostas mais interessantes do shonen moderno. Baseado no mangá de Kei Urana, publicado desde 2022 na Weekly Shonen Magazine, acompanha Rudo, um jovem de uma cidade flutuante que é acusado do homicídio do pai e lançado para o Pit, um enorme depósito onde acaba tudo aquilo que a sociedade considera lixo. É um ponto de partida pouco habitual num género em que parece já ter sido contada toda a história possível.

O que aproxima a série de Jujutsu Kaisen é a forma como encara a violência. Os combates são duros, cada vitória tem um custo visível e os Cleaners estão sempre a um passo de uma situação fatal. O sistema de poderes ligado aos objetos descartados também ajuda a criar identidade própria, o que evita a sensação de que se está a ver uma cópia de fórmulas já conhecidas.

A primeira temporada teve 24 episódios, exibidos entre julho e dezembro de 2025, e a produção do BONES confirmou uma segunda temporada logo após o último episódio.

9
Fullmetal Alchemist: Brotherhood

Fullmetal Alchemist: Brotherhood

Estreado em 2009 pelo estúdio BONES, Fullmetal Alchemist: Brotherhood adapta de forma completa o mangá de Hiromu Arakawa em 64 episódios. Segue os irmãos Edward e Alphonse Elric na procura de uma forma de recuperar o que perderam numa tentativa falhada de alquimia, e foi desde cedo apontada como uma das séries mais equilibradas de sempre.

É uma das raras obras que servem tanto a quem está a começar no anime como a quem já viu centenas de séries. Tem menos ação contínua do que Jujutsu Kaisen, mas sabe alternar combates e desenvolvimento de personagens sem que uma componente prejudique a outra. O resultado é uma narrativa muito coesa, em que quase todas as peças voltam a ser importantes mais à frente.

Para os fãs que valorizam em Jujutsu Kaisen a construção do enredo e o peso dos dilemas morais, esta é uma escolha natural. Mais de 15 anos depois da estreia, continua a ser difícil encontrar uma série que combine escala épica e fecho de história com a mesma consistência.

8
Cyberpunk: Edgerunners

Em apenas 10 episódios, o estúdio Trigger, em parceria com a CD Projekt RED, contou uma das histórias mais intensas do anime recente. A série estreou na Netflix em setembro de 2022 e passa-se em Night City, o universo do videojogo Cyberpunk 2077, onde David Martinez, um jovem de rua, tenta sobreviver tornando-se um edgerunner, um mercenário fora da lei.

A comparação com Jujutsu Kaisen faz-se pela disponibilidade para ser dura. Ambas as séries não protegem as personagens principais nem o público dos momentos mais trágicos, e é precisamente essa recusa em facilitar que cria ligação emocional. A trajetória de David nunca se torna mais fácil, e o ritmo curto da série faz com que cada episódio pese mais do que o habitual.

Há também uma razão para a rever agora. Cyberpunk: Edgerunners 2 tem estreia marcada na Netflix para 20 de outubro de 2026, com uma nova história independente de 10 episódios, outra vez a cargo do Trigger e com um elenco de personagens totalmente novo.

7
Hell’s Paradise

Hell's Paradise Jigokuraku 2 visual estreia janeiro 2026 (1)

Adaptado pelo MAPPA, o mesmo estúdio de Jujutsu Kaisen, a partir do mangá de Yuji Kaku, Hell’s Paradise segue Gabimaru, um antigo shinobi condenado à morte a quem é prometida a liberdade se encontrar o elixir da vida numa ilha misteriosa. Muitos fãs integram-no no grupo a que se tem chamado a nova trindade sombria do shonen, em contraponto à trindade clássica formada por Naruto, One Piece e Bleach.

A diferença em relação a essas séries é o objetivo das personagens. Em vez de sonhos de grandeza, o que move Gabimaru é a sobrevivência e o desejo de voltar para junto da mulher. Yuji Itadori está numa posição semelhante, longe de qualquer ambição de poder, o que dá às duas histórias um tom mais realista e mais próximo do desespero.

A primeira temporada teve 13 episódios e foi transmitida em 2023. A segunda estreou a 11 de janeiro de 2026 e terminou a 29 de março, o que significa que já há bastante material para ver de seguida.

6
Attack on Titan

Attack on Titan

Attack on Titan foi uma das séries que levou o anime a um público ocidental muito mais vasto a partir de meados da década de 2010. Baseada no mangá de Hajime Isayama, estreou em 2013 com a produção do Wit Studio e foi concluída em 2023, já com o MAPPA a assumir as últimas temporadas.

O seu maior mérito foi mostrar que uma história sombria podia conquistar audiências enormes, numa altura em que o género ainda estava dominado por séries de tom mais leve. Muito do que se viu depois em termos de narrativas mais cruas e arriscadas no shonen deve algo ao caminho aberto por esta série.

Tem ainda um dos melhores episódios de abertura do meio, com o ataque ao muro Maria a estabelecer em poucos minutos o tom de ameaça constante. A partir daí, a intriga ganha complexidade e a série afasta-se do que inicialmente parecia ser, o que explica a lealdade dos fãs.

5
Berserk

Berserk vol 1 cover

Para quem procura a vertente mais escura do género, Berserk é uma referência desde que o mangá de Kentaro Miura começou a ser publicado, em 1989. O autor morreu em 2021, e a obra é frequentemente apontada como uma das mais influentes na fantasia sombria, com várias adaptações anime, entre as quais a série de 1997.

Tal como Yuji, Guts não procura ser rei nem construir um império. Quer salvar-se a si e aos amigos e acertar contas com Griffith, custe o que custar. A jornada não tem nada de belo, e essa é precisamente a intenção, a violência e o sofrimento fazem parte de uma história sobre perda e traição.

Quem aprecia em Jujutsu Kaisen os momentos mais pesados vai encontrar aqui uma versão ainda mais crua desse registo. Convém ter em conta o tom muito adulto da obra antes de começar.

4
Cowboy Bebop

Cowboy Bebop visual 25 anos (1)

Estreado em 1998 e produzido pelo estúdio Sunrise, Cowboy Bebop é um clássico do anime e um dos títulos que costumam ser recomendados a quem quer perceber a evolução do meio. Acompanha uma equipa de caçadores de recompensas a bordo da nave Bebop, com Spike Spiegel como figura central.

Distingue-se de Jujutsu Kaisen pelo tom mais maduro, já que as personagens principais são adultos que enfrentam, quase sempre, as consequências das próprias escolhas. O passado pesa em todos eles, e a série raramente dá respostas simples sobre o que é certo ou errado.

É essa vertente mais reflexiva que a aproxima da série de Akutami, que também tem momentos em que não existe uma decisão correta e em que as escolhas das personagens parecem certas e erradas ao mesmo tempo. Quem aprecia essa faceta mais pensativa de Jujutsu Kaisen tem aqui uma boa opção.

3
Hunter x Hunter

Hunter x Hunter vol 1 cover (1)

A adaptação de 2011 do mangá de Yoshihiro Togashi, produzida pelo estúdio Madhouse, foi emitida durante três anos e terminou em 2014 com 148 episódios. Acompanha Gon, um rapaz de 12 anos que quer tornar-se Hunter para encontrar o pai, e a amizade com Killua, Kurapika e Leorio.

O ritmo é um dos seus grandes trunfos. Num meio em que algumas séries longas arrastam arcos durante dezenas de episódios, aqui quase não há episódios dispensáveis, o que contrasta com o tamanho de franquias como One Piece ou Dragon Ball. Os arcos mais conhecidos estão entre os melhores que o shonen já produziu.

A série também ajudou a mostrar que o género podia ter um tom mais sombrio, antes de essa abordagem se tornar comum. Com menos de 200 episódios, é uma das maiores sagas do shonen que se consegue ver de uma ponta à outra sem que o interesse se perca pelo caminho.

2
Demon Slayer

visual primeiro filme de Demon Slayer Kimetsu no Yaiba – Infinity Castle

Demon Slayer mudou a forma como a indústria olha para os filmes anime. Durante muitos anos, as longas-metragens eram obras isoladas, geralmente associadas ao Studio Ghibli e quase sempre mais leves, com finais felizes. Com o sucesso de Mugen Train, em 2020, e depois de Infinity Castle, as grandes franquias passaram a ver o cinema como um caminho viável.

Demon Slayer: Infinity Castle, o primeiro de uma trilogia que adapta o último arco do mangá de Koyoharu Gotouge, estreou no Japão a 18 de julho de 2025 e tornou-se o filme japonês com maior receita mundial de sempre, ao passar os 600 milhões de dólares. Foi também o filme anime mais lucrativo de sempre.

Em termos de tom, é a série mais próxima dos três grandes sombrios do shonen sem pertencer a esse grupo. Tem combates espetaculares, personagens que sofrem perdas reais e uma animação do estúdio ufotable que continua a servir de referência para o meio.

1
Chainsaw Man

Chainsaw Man – O Filme Reze Arc poster 4DX (1)

Se há série que costuma ser apontada como a comparação mais direta com Jujutsu Kaisen, é Chainsaw Man. Ambas pertencem ao mesmo género, foram animadas pelo MAPPA e partilham uma abordagem sombria, ainda que cada uma siga um caminho bem distinto. O mangá é de Tatsuki Fujimoto e a primeira temporada do anime estreou em 2022.

Em vez de uma segunda temporada, o estúdio optou por adaptar o arco de Reze num filme, Chainsaw Man: The Movie: Reze Arc, que estreou no Japão em setembro de 2025 e teve uma boa receção em bilheteira, chegando a ultrapassar os 9,6 mil milhões de ienes só no Japão. Foi uma decisão que dividiu os fãs, mas que acabou por se revelar um sucesso.

A história vai continuar. Em dezembro de 2025, durante a Jump Festa, foi confirmado o arco Assassins, que dá seguimento direto ao filme, embora ainda sem formato nem data de estreia anunciados. Até lá, a série e o filme dão material suficiente para quem quer manter o ritmo de Jujutsu Kaisen.

ViaCBR
Helder Archer
Helder Archer
Fundou o OtakuPT em 2007 e desde então já escreveu mais de 60 mil artigos sobre anime, mangá e videojogos.

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