Enquanto esperamos pelo regresso do anime de Chainsaw Man, aqui ficam 7 animes parecidos, sendo que 2 deles inspiraram o autor.
7Jujutsu Kaisen
Quando se fala de animes parecidos com Chainsaw Man, Jujutsu Kaisen é quase sempre o primeiro nome que surge. Ambos são produzidos pelo estúdio MAPPA e ficaram associados como os rostos de uma geração de shonen mais sombrio, que foge às fórmulas de amizade e superação a que o género habituou o público.
A violência acima da média e a tragédia que acompanha os protagonistas são os pontos em comum mais fortes. Quem gosta do lado macabro de Chainsaw Man e das cenas de ação de grande intensidade tem aqui a escolha mais direta.
A diferença está na forma de lutar. Chainsaw Man abraça o caos, enquanto Jujutsu Kaisen aposta num sistema de poderes mais complexo e numa componente estratégica que dá peso a cada combate. Quem prefere perceber as regras do confronto vai sentir-se em casa, e quem procura imprevisibilidade pode achar o ritmo mais calculado.
6Cyberpunk: Edgerunners
Aqui muda o cenário, mas não o essencial. Em vez de demónios a assombrar uma cidade, temos Night City, uma distopia de ficção científica dominada por fora da lei com implantes cibernéticos e corporações sem escrúpulos. A produção é do Studio Trigger, e o anime chegou à Netflix em 2022.
Por baixo da superfície, a história é parecida com a de Denji, adolescentes pobres, prejudicados pelo sistema, que se afundam num mundo de violência e morte sem direito a uma vida simples. Os dois protagonistas procuram, à sua maneira, perceber o que realmente querem.
A ação é exuberante e sangrenta, mas serve de contraste a uma melancolia constante. O romance condenado que atravessa a série é o que mais a aproxima do tom de Reze Arc, e quem saiu da sala de cinema com o coração apertado vai reconhecer a sensação.
5Devilman Crybaby
O mangá Devilman, de Go Nagai, é uma das obras de fantasia sombria mais influentes do meio e inspirou incontáveis séries. Em 2018, a Netflix lançou uma reinterpretação moderna, dirigida por Masaaki Yuasa e animada pelo estúdio Science Saru, em dez episódios.
A história acompanha Akira Fudo, que ganha o poder de se transformar em Devilman e junta-se ao melhor amigo para combater demónios e salvar a humanidade. O que parece uma aventura heroica depressa se transforma num pesadelo apocalíptico, em que a própria humanidade põe em risco a sua salvação.
Chainsaw Man aproxima-se mais desta versão do que das anteriores, sobretudo nos arcos mais avançados que o anime ainda não adaptou. Por trás da hiperviolência grotesca, as duas obras falam do medo e do desejo, e do que significa entregar a identidade a algo monstruoso, mesmo que seja pelo bem maior.
4Dorohedoro
Dorohedoro revela-se logo nos primeiros minutos uma série que se diverte com horrores chocantes e violência exagerada, tal como Chainsaw Man. A ação passa-se no Hole, um bairro degradado e sem lei, completamente separado do mundo dos feiticeiros, que olham para os humanos como simples cobaias.
O protagonista, Caiman, vaga por este cenário infernal sem memórias, com a cabeça de um réptil, à procura de quem lhe apagou a identidade. A busca arrasta-o para aventuras sangrentas e imprevisíveis, e a série gosta de baralhar quem vê com mudanças bruscas de tom.
É esse equilíbrio entre crueldade e humor mórbido que une as duas obras, com a violência a ser ao mesmo tempo perturbadora e descaradamente divertida. A grande diferença é que Dorohedoro se preocupa ainda menos em arrumar o caos da história e dá muito menos espaço à tragédia e ao desmoronar emocional das personagens.
3Kekkai Sensen
Também conhecido como Blood Blockade Battlefront, estreou em 2015 e foi produzido pelo estúdio Bones. Passa-se em Hellsalem’s Lot, a antiga Nova Iorque, que se tornou a porta de entrada entre a Terra e o Além e onde monstros e humanos vivem num equilíbrio frágil.
O fotógrafo Leonardo Watch muda-se para lá para descobrir mais sobre a capacidade especial que obteve à custa da visão da irmã, e acaba numa organização misteriosa chamada Libra, cuja missão é impedir que a cidade, e o mundo, mergulhem no caos total.
É menos macabro do que Chainsaw Man, mas funciona bem para quem gosta de cenários urbanos desordenados e combates sobrenaturais. O visual continua a destacar-se, e o elenco de personagens excêntricas, em missões que nunca correm como planeado, lembra os primeiros arcos de Chainsaw Man, mais leves.
2FLCL
Tatsuki Fujimoto já indicou este OVA de 2000 como uma influência importante na criação de Chainsaw Man, e a marca percebe-se. Existem até semelhanças entre personagens, como Makima, que funciona como uma versão mais manipuladora e maligna de Haruko.
São apenas seis episódios, sempre a alta velocidade, com piadas em cascata, experimentação visual e reviravoltas inesperadas. Uma dose de pura energia caótica que não deixa espaço para respirar.
No meio da confusão esconde-se uma história surpreendentemente vulnerável sobre o crescimento doloroso de um rapaz. O tom é mais esperançoso e divertido do que o de Chainsaw Man, sem gore nem horror, mas ambos usam a energia frenética para tratar os seus temas com mais profundidade.
1Monogatari
É a série com menos semelhanças à superfície. Chainsaw Man é uma fantasia centrada na ação, e Monogatari, produzido pela Shaft, também decorre num mundo urbano onde o sobrenatural perturba a vida de pessoas comuns, mas inclina-se mais para o drama psicológico, a comédia e o mistério.
O que a define são os diálogos rápidos e inteligentes e as relações complexas entre as personagens, que contrariam os clichés habituais do anime. Há também uma vontade comum de experimentar com o estilo.
Fujimoto já contou que a trilogia de filmes Kizumonogatari foi uma inspiração importante para o seu mangá. O confronto final dessa trilogia mistura o ridículo, a brutalidade e a emoção crua de uma forma muito próxima da que marca a ação de Chainsaw Man. Em termos de temas, as duas séries falam de identidade, desejo e trauma através de protagonistas que, à primeira vista, parecem superficiais, mas têm uma enorme profundidade emocional.









