1 em cada 5 estúdios de animação está em risco de falência

21,6% dos estúdios de animação estão em situação de défice, representando os 1 em cada 5 em risco de falência devido ao elevado défice e à falta de lucros.

1 em cada 5 estúdios de animação está em risco de falência

Apesar do crescimento continuo da indústria no geral, com o seu valor a superar os 2 triliões de ienes recentemente. O número de animes produzidos por ano já ultrapassa os 300, e isso tem causado vários problemas em várias produções pela falta de tempo e staff. O último grande exemplo foi o caso da  em abril deste ano, que levou o “Escritório de normas laborais” a enviar uma recomendação. Nos últimos anos, principalmente, a partir de 2016 várias produções têm tido episódios adiados múltiplas vezes e até alguns cancelados.

Este gráfico revela o número de estúdios animação que cessaram a suas actividades nos últimos 10 anos.

O site yahoo.jp publicou um estudo hoje em que revela que 1 em cada 5 estúdios de animação estão em risco de falência. Nas circunstâncias atuais, o número de estúdio de animação que têm problemas nas suas produções têm aumentado cada vez mais e devido à bancarrota, cessamento de negócio e dissolvência o número de estúdios que deixaram a indústria tem crescido pelos últimos 3 anos. Em 2018 registaram-se 11 companhias que cessaram atividades, quase o dobro de 2017 (6).

 

 

 

Não obstante do crescimento do número de produções, o negócio de produção de anime continua numa posição confortável por causa da alta e intensa procura por mais produções pelos vários comités de produção. Mesmo que o custo para manter a qualidade (que é baixo na indústria de anime comparado com a indústria de animação no ocidente) seja alto, a receita correspondente à produção geralmente o consegue cobrir na sua totalidade.

1 em cada 5 estúdios de animação está em risco de falência
Número de estúdios de animação nos últimos de 2000 a 2015

Em anos recentes, tem havido um largo número de start-ups a trabalhar na produção de animes, em 2018 o número registado aumentou 1,5 vezes em relação ao registado em 2000. Apesar do crescimento do número de produções, o rápido aumento das companhias de produção parece ter um grande impacto nos pedidos de produção (dos comités), a supressão no aumento dos orçamentos de produção e na dificuldade de assegurar animadores.

 

 

 

De acordo com os resultados do questionário feito pela Teikoku DataBank, 39,6% dos estúdios tiveram um aumento em suas receitas em 2017. Receitas que tiveram o benefício dos títulos populares e rendimentos de copyright que tendem em aumentar. Em termos de lucros, as companhias que registaram um crescimento nos seus ganhos foram 54,9% (primeira vez em 3 anos que se registou um número superior à metade), no entanto as companhias que tiveram uma queda dos lucros foram 40%. Em adição as companhias em défice (excesso de dividas) são 21,6% do total, representando os 1 em cada 5 em risco de falência devido ao elevado défice e à falta de lucros.

A razão pela falta de lucros e défice dá-se pelo aumento nos custos de staff e investimento, tais como contratação de animadores, treino para trabalhadores em full-time e introdução de meios tecnológicos no ambiente de trabalho (tablets, computadores, canetas digitais, etc.) Em adição aos casos em que a o cronograma das produções é alargado e os episódios têm de ser adiados por falta de meios humanos, os custos adicionais ocorrem, especialmente em estúdios especializados em outsourcing (subcontratados), onde a margem de lucro mínimo não pode ser assegurada devido à redução de orçamento e cortes na fonte da produção.


Será que a indústria de animes vai melhorar de forma a ter um crescimento sustentável?

O ministério da economia, comercio e indústria japonês divulgou guias em que mostram as transações apropriadas na produção de anime de 2013 para servir de exemplo para novas companhias e outra que estejam já em dificuldades. O ministério ainda visa em desenvolver esforços para resolver os problemas por toda a indústria, compilando novas leis e regulações, como melhorar o ambiente de negociação, desenvolvimento dos departamentos de recursos humanos e maior gerência de cronogramas das produções.

Tendo em conta essas mesmas circunstâncias, alguns estúdios têm seguido a reorganização da indústria, como fusões e agrupamentos. Por exemplo, a Sunrise adquiriu a Xebec da IG port em abril deste ano. As contas da Xebec já à muito têm estado no “vermelho”, no entanto a sua habilidade de produzir títulos populares é inquestionável. Com a grande falta de recursos humanos por toda a indústria, a Sunrise comunica que irá criar novas produções adicionado o potencial de produção da Xebec aos seus projetos. Tamanha consolidação de negócio e restruturação é esperada na indústria em que novas companhias são criadas uma atrás da outra, e pode ser esperado de evitar o excessivo número de pedidos de produções e a elevada busca de recursos humanos (não disponíveis atualmente na indústria). Alguns estúdios estão a promover uma melhoria no ambiente de trabalha com esforços para introduzir a tecnologia CG em vista a aumentar a eficiência das produções e maior gerência de cronogramas.

Em ordem a continuar a entregar conteúdo que atrai os fãs de anime em todo mundo nos próximos 10 a 20 anos, a indústria terá que enfrentar várias dificuldades como a melhoria e manutenção da sua estrutura e ambiente de trabalho, como também desenvolver uma forma de “devolver” os lucros para os estúdios e seu staff.