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    10 animes perfeitos para quem gosta de Stranger Things

    O episódio final de Stranger Things chegou a 31 de dezembro de 2025, deixando milhões de fãs em todo o mundo com aquela sensação de vazio que só o fim de uma grande série consegue provocar. A boa notícia? O mundo do anime tem produzido histórias que capturam exatamente aquilo que tornou Stranger Things tão viciante.

    10
    The Promised Neverland

    The Promised Neverland anime visual

    Imagina acordar um dia e descobrir que a tua infância inteira foi uma mentira cuidadosamente orquestrada. É exatamente isso que acontece a Emma, Norman e Ray quando descobrem a verdade sobre o orfanato Grace Field House. Aquelas crianças felizes, com as suas rotinas diárias e testes de inteligência, estão na verdade a ser engordadas como gado para servir de refeição a criaturas demoníacas.

    O primeiro episódio tem um dos plot twists mais brutais do anime moderno. A pequena Conny, que todos achavam ter sido adotada, aparece morta, pronta para ser servida como jantar. A partir daí, a série transforma-se numa corrida contra o tempo onde crianças de 11 anos têm de usar a inteligência para sobreviver num mundo que literalmente quer devorá-las.

    O que torna The Promised Neverland tão próximo de Stranger Things é essa sensação constante de perigo iminente. Tal como Eleven e os amigos nunca sabem quando o Mundo Invertido vai voltar a atacar, Emma e o grupo vivem sob vigilância constante de Isabella, a “mãe” do orfanato que é simultaneamente carinhosa e absolutamente aterradora. A diferença é que aqui não há adultos de confiança, não há Hopper para salvar o dia. São só eles contra um sistema inteiro.

    9
    Elfen Lied

    Elfen Lied

    Há anime que marcam uma geração, e Elfen Lied fez isso em 2004 pelos piores e melhores motivos. Nos primeiros cinco minutos, a protagonista Lucy escapa de uma instalação científica deixando um rasto de corpos desmembrados. Não é para os fracos de coração.

    Lucy tem poderes que fazem Eleven parecer uma amadora. Os seus “vetores” invisíveis conseguem cortar um corpo humano como se fosse manteiga, e ela não hesita em usá-los. Mas aqui está a reviravolta, Lucy não é a vilã desta história. Durante anos foi tratada como um animal de laboratório, sujeita a experiências dolorosas, sem nunca receber um pingo de humanidade.

    Quando bate com a cabeça durante a fuga e desenvolve uma segunda personalidade infantil chamada Nyu, a série ganha camadas inesperadas. De repente, estamos perante uma jovem que só quer ser amada, que não percebe porque é que o mundo a trata como um monstro. É brutal, é sangrento, mas tem um coração partido no centro da história.

    A comparação com Stranger Things é óbvia, ambas têm jovens com poderes sobrenaturais que escaparam de laboratórios. Mas Elfen Lied vai muito mais fundo no trauma e nas consequências psicológicas de ser tratado como uma cobaia. Não há final feliz garantido aqui.

    8
    Fullmetal Alchemist: Brotherhood

    Fullmetal Alchemist anime visual

    Se há um anime que toda a gente concorda que é obrigatório, é este. Fullmetal Alchemist: Brotherhood não é só considerado um dos melhores anime das últimas décadas por acaso. É storytelling no seu melhor, com uma mistura perfeita de ação, emoção e temas complexos.

    Edward e Alphonse Elric cometeram o pecado supremo da alquimia: tentaram ressuscitar a mãe morta. O preço? Edward perdeu um braço e uma perna, Alphonse perdeu o corpo inteiro e agora existe apenas como uma alma presa numa armadura. Têm 11 e 10 anos quando isto acontece.

    A partir daí, os irmãos embarcam numa jornada para recuperar os seus corpos, mas descobrem uma conspiração que envolve o governo, experiências humanas e uma criatura que se quer tornar Deus. Soa familiar? Tal como em Stranger Things, temos crianças a enfrentar ameaças que vão muito além da sua compreensão, governos corruptos a fazer experiências desumanas, e segredos que vão sendo revelados camada a camada.

    O que separa FMA: Brotherhood é a maturidade com que trata estes temas. Há um episódio sobre uma criança transformada num monstro pelo próprio pai que vai ficar na tua cabeça durante semanas. A série não tem medo de mostrar as consequências reais das escolhas das personagens, mesmo quando essas consequências são devastadoras.

    7
    Tokyo Ghoul

    Tokyo Ghoul começa como um thriller urbano e transforma-se numa descida ao inferno psicológico. Ken Kaneki é um estudante universitário normal até ao dia em que um encontro romântico corre terrivelmente mal. Rize, a jovem por quem estava interessado, revela-se uma ghoul, uma criatura que se alimenta de carne humana.

    Após um acidente que quase o mata, Kaneki acorda num hospital e descobre que recebeu um transplante de órgãos de Rize. Agora é meio-humano, meio-ghoul, incapaz de comer comida normal e atormentado por uma fome crescente por carne humana. É aqui que a série se torna verdadeiramente interessante.

    O primeiro arco de Tokyo Ghoul explora a luta interna de Kaneki para manter a humanidade enquanto o corpo literalmente implora por sangue. Mas é na segunda temporada que a série mostra as suas verdadeiras cores. Kaneki é capturado e torturado durante dias por um ghoul sádico chamado Jason, numa sequência tão brutal que mudou completamente a personagem.

    O Kaneki que sai daquela sala não é o mesmo rapaz tímido do início. É algo muito mais escuro, muito mais perigoso. A série usa referências constantes a obras literárias sombrias para sublinhar o estado mental deteriorado de Kaneki. Quando ele começa a citar “No Longer Human” de Osamu Dazai, percebes que estás perante alguém que perdeu o rumo.

    Há aqui paralelismos claros com Stranger Things. Tal como Eleven foi moldada pelas experiências do laboratório, Kaneki é produto do trauma que sofreu. A diferença é que Tokyo Ghoul não tem medo de mostrar até onde uma pessoa pode ir quando é empurrada para além dos limites.

    6
    Parasyte: The Maxim

    Parasyte The Maxim anime visual

    Uma noite, criaturas alienígenas caem na Terra com um objetivo simples: invadir cérebros humanos e tomar controlo dos corpos. Shinichi Izumi quase se torna mais uma vítima, exceto que algo corre mal. O parasita que tentava chegar ao seu cérebro fica preso na mão direita.

    O resultado é Migi, provavelmente um dos aliens mais fascinantes da ficção científica moderna. Frio, lógico, sem emoções, mas preso a um adolescente humano que é o seu oposto completo. A dinâmica entre os dois é o coração da série.

    No início, Shinichi quer livrar-se de Migi. Mas quando outros parasitas começam a caçá-los, percebe que precisam um do outro para sobreviver. É nesta tensão que Parasyte: The Maxim encontra o seu ritmo. Não é uma história sobre bem contra mal, é sobre sobrevivência e sobre o que estamos dispostos a fazer para continuar vivos.

    A série levanta questões desconfortáveis. Os parasitas estão errados por quererem sobreviver comendo humanos? Não é exatamente isso que os humanos fazem a outras espécies? Quem são os verdadeiros monstros nesta equação? Enquanto em Stranger Things os demogorgons são claramente vilões, em Parasyte as linhas estão muito mais esbatidas.

     

    5
    Erased

    Erased anime visual

    Satoru Fujinuma tem um poder estranho que chama de Revival. Quando algo de mau está prestes a acontecer, o tempo rebobina alguns minutos e dá-lhe a oportunidade de prevenir a tragédia. É útil para salvar crianças de atropelamentos, mas quando a mãe é assassinada mesmo à sua frente, o Revival faz algo sem precedentes: manda-o 18 anos para trás.

    De repente, Satoru está de volta ao corpo dos seus 10 anos, em 1988, pouco antes de três das suas colegas serem sequestradas e mortas. Uma delas era Kayo Hinazuki, uma jovem que sofria abusos em casa e que ninguém conseguiu salvar. Agora, Satoru tem uma segunda oportunidade.

    O que torna Erased tão viciante é a forma como constrói tensão. Satoru sabe o que vai acontecer, mas está preso num corpo de criança, sem poder, sem credibilidade. Como é que convences adultos de que um serial killer anda à solta quando tens 10 anos? Como proteges alguém quando mal consegues proteger-te a ti próprio?

    A série funciona como um thriller psicológico disfarçado de anime. Cada episódio termina com um cliffhanger que te obriga a ver o próximo. E tal como em Stranger Things, há essa sensação constante de que o tempo está a esgotar-se, de que um passo em falso pode custar vidas.

    A relação que Satoru desenvolve com Kayo é particularmente tocante. Ele está a tentar salvá-la, mas ao mesmo tempo está a dar-lhe algo que ela nunca teve: uma infância feliz. São esses momentos de humanidade no meio do suspense que elevam Erased acima da maioria dos thrillers.

    4
    Deadman Wonderland

    Ganta Igarashi está numa aula normal quando algo vermelho aparece à janela. Segundos depois, todos os seus colegas estão mortos, despedaçados por uma força invisível. Ganta é o único sobrevivente e, naturalmente, torna-se o principal suspeito.

    O julgamento é uma farsa. Ganta é condenado e enviado para Deadman Wonderland, uma prisão que funciona como parque temático onde reclusos são forçados a participar em jogos mortais para entretenimento do público. É grotesco, é cruel, e é exatamente o tipo de distopia que faria o Vecna sentir-se em casa.

    Mas há mais. Ganta descobre que o ataque lhe deixou uma capacidade estranha: consegue manipular o próprio sangue como arma. Não é o único. Deadman Wonderland está cheio de prisioneiros com poderes semelhantes, todos forçados a lutar uns contra os outros enquanto cientistas estudam as suas habilidades.

    A série não romantiza a prisão nem os seus habitantes. São pessoas quebradas, muitas delas genuinamente perigosas, algumas inocentes como Ganta. O ambiente é tóxico, violento, e não há heróis claros. Há apenas pessoas a tentar sobreviver mais um dia num sistema desenhado para as destruir.

    No meio deste caos aparece Shiro, uma jovem albina misteriosa que parece conhecer Ganta de algum lado. A relação entre os dois adiciona uma camada emocional inesperada a uma série que, à superfície, parece apenas sangue e violência. Não é para todos, mas se gostas do lado mais sombrio de Stranger Things, Deadman Wonderland leva isso ao extremo.

    3
    Darling in the Franxx

    DARLING in the FRANXX terá 24 episódios

    No futuro distante, a humanidade vive em cidades móveis chamadas plantations, isolada de uma superfície devastada e infestada de monstros gigantes conhecidos como Klaxosaurs. Para combater estas criaturas, foram desenvolvidos mechas chamados Franxx, pilotados por pares de adolescentes criados especificamente para este propósito.

    Hiro era um prodígio até ao dia em que perdeu a capacidade de pilotar. Sem utilidade no sistema, está prestes a ser descartado quando conhece Zero Two, uma piloto meio-humana, meio-Klaxosaur com reputação de matar os seus parceiros. Hiro decide pilotar com ela mesmo sabendo dos riscos.

    O que começa como um anime de mechas revela-se uma história sobre identidade e livre arbítrio. Estas crianças foram criadas sem famílias, sem infância real, apenas treinadas para lutar. Não sabem o que é amor, não entendem reprodução, foram despojadas de tudo o que as tornaria humanas exceto a capacidade de pilotar máquinas de guerra.

    Zero Two é particularmente fascinante. Tratada como um monstro pela sua herança Klaxosaur, usa a sua sexualidade e violência como armadura. Mas por baixo está uma jovem desesperada para se tornar humana, para pertencer a algum lado. A relação dela com Hiro é o centro emocional da série.

    Darling in the Franxx não tem medo de fazer perguntas difíceis. Quem são os verdadeiros monstros: os Klaxosaurs ou os adultos que transformam crianças em armas? É manipulação quando te ensinam a amar o teu opressor? A série tropeça um pouco no final, mas a jornada até lá vale cada minuto.

    2
    Made in Abyss

    À primeira vista, Made in Abyss parece um anime fofo sobre uma jovem chamada Riko que vive numa cidade construída à volta de um buraco gigante e misterioso. O design das personagens é adorável, as cores são vibrantes. Depois vês o primeiro episódio e percebes que foste completamente enganado.

    O Abismo é um poço aparentemente sem fundo repleto de criaturas estranhas e artefatos antigos. Exploradores descem para trazer tesouros, mas há um problema: quanto mais fundo vais, mais difícil é subir. Na sexta camada, a subida causa hemorragias e perda de humanidade. Na sétima, morte certa.

    Riko quer encontrar a mãe, uma lendária exploradora que desceu e nunca mais voltou. Quando descobre um rapaz-robo chamado Reg com poderes misteriosos, decide descer também. Ela tem 12 anos. Reg aparenta ter 12 anos. E o Abismo não tem piedade de crianças.

    A série ganha reputação de controversa por boas razões. Há momentos de violência contra as crianças protagonistas que são difíceis de ver. Riko tem um braço perfurado por um espinho venenoso e a solução é amputar antes que o veneno se espalhe. Acontece no ecrã. Não é sugerido, é mostrado.

    Mas é precisamente esta brutalidade sem filtros que torna Made in Abyss tão poderoso. O Abismo é bonito e aterrorizante em igual medida. Cada camada revela novos horrores, mas também nova beleza. A descida de Riko é uma jornada sem retorno, e a série não te deixa esquecer isso.

    Se Stranger Things te fez sentir mal por ver crianças em perigo, Made in Abyss vai amplificar isso por mil. Mas se conseguires lidar com o peso emocional, é uma das histórias mais bem construídas do género.

    1
    The Summer Hikaru Died

    The Summer Hikaru Died anime main visual 2

    Este é provavelmente o anime mais recente da lista, estreado em julho de 2025, e já está a causar ondas enormes. The Summer Hikaru Died faz algo que poucos anime conseguem: mistura horror genuíno com romance de forma que funciona perfeitamente.

    Yoshiki e Hikaru são melhores amigos desde a infância. Vivem numa aldeia pequena e isolada no Japão rural, o tipo de lugar onde toda a gente conhece toda a gente. Quando Hikaru desaparece numa montanha e regressa alguns dias depois, algo está diferente. Yoshiki percebe imediatamente, mas não consegue identificar o quê.

    A verdade é revelada cedo: Hikaru morreu na montanha. A coisa que voltou está a usar o corpo dele como fato. Deveria ser aterrorizante. Yoshiki deveria fugir, gritar, fazer alguma coisa. Em vez disso, continua a passar tempo com a criatura. Porque a criatura age como Hikaru, fala como Hikaru, tem as memórias de Hikaru.

    A série explora território psicológico fascinante. Yoshiki sabe que está errado, sabe que deveria estar em luto, mas a criatura preenche o vazio deixado pelo amigo. É conforto ou é negação? É amor ou é desespero? The Summer Hikaru Died não dá respostas fáceis.

    O horror aqui não vem de sustos ou sangue. Vem da lenta percepção de que algo está profundamente errado, da forma como a criatura às vezes esquece-se de piscar, ou como os olhos não refletem luz da maneira certa. São pequenos detalhes que se acumulam até que fiques genuinamente desconfortável.

    Para fãs de Stranger Things que gostaram da relação entre Eleven e Mike, ou de Will e o Mind Flayer, esta série vai ressoar. É sobre amar algo que não deverias, sobre escolher ilusão em vez de realidade dolorosa. E faz isso melhor do que qualquer série recente.

    SourceCBR
    Helder Archer
    Helder Archer
    Fundou o OtakuPT em 2007 e desde então já escreveu mais de 60 mil artigos sobre anime, mangá e videojogos.

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