9 Animes que foram erros terríveis

9 Animes que foram erros terríveis

Por vezes um anime pode ser um erro, um grande erro. Apesar de boas intenções estes animes denegriram a reputação dos seus diretores, estúdios e género. Alguns deles até fizeram com que algumas carreiras terminassem.

Em baixo ficam 9 animes que foram claramente um erro e nos comentários não se esqueçam de dar a vossa opinião e dizer quais animes se deveriam juntar também a esta lista.

 

1. 

Yutaka Yamamoto já foi considerado o rosto futuro do anime. Ele ganhou reconhecimento ao coreografar a sequência de dança do tema de ending de The Melancholy of Haruhi Suzumiya. A dança de sucesso deu-lhe um emprego na Kyoto Animation para dirigir Lucky Star. Ele foi demitido após de 4 episódios.

Amargado com a experiência, Yamamoto foi trabalhar numa série original chamada Fractale. Ele disse à imprensa que iria matar o género moe, inaugurar uma nova era anime, e fazer com que a Kyoto Animation se arrepende-se de o ter despedido. Armado com grandes palavras e apoio da A-1 Pictures, Fractale foi exibido no popular bloco Noitamina.

No entanto, Fractale foi um fracasso. A série é ainda o anime menos visto na história do bloco Noitamina. Yamamoto tentou desculpar-se com os números baixos devido ao terremoto de Touhoku em 2011, mas a audiência já era baixa antes do trágico evento. Pior ainda, a série só conseguiu vender 705 cópias.

O fracasso foi um duro golpe para a reputação de Yamamoto. Ele conseguiu um pequeno regresso com Wake Up Girls! em 2014, mas já deixou a indústria anime.

 Fractale

 

2.

Blood-C tem um culto de seguidores na comunidade internacional por ser uma comédia, não intencional de uma série de “horror”. No Japão, é considerado o maior fracasso das CLAMP.

Blood-C tem a distinção de ser o primeiro e último trabalho anime original das CLAMP. Desde o início, a série foi criticada por ter uma história absurda e recorrer ao gore para se destacar. Como resultado, o anime vendeu apenas 1.588 cópias em 2011.

As CLAMP tentaram salvar Blood-C com um filme, mas foi um fracasso na bilheteira. O grupo desapareceu da cena anime e reduziu drasticamente a sua produção de manga. No entanto, o retorno do Cardcaptor Sakura poderá impulsionar novamente as suas carreiras.

Blood-C

 

3. Martian Successor Nadesico: The Prince of Darkness

Vamos fazer uma viagem de volta a 1996. Os fãs lembram-se de Neon Genesis Evangelion por desconstruir o género mecha, mas Martian Successor Nadesico foi igualmente popular por celebrar o género mecha.

Nadesico era um rival próximo a Evangelion em termos da audiência, de popularidade de personagens e de vendas. No entanto, a sua popularidade morreu em 1998 com o filme Prince of Darkness.

O que foi anunciado como o primeiro filme de uma trilogia acabou por matar Nadesico e a sua popularidade. O estúdio Xebec decidiu atenuar o humor e aumentar o drama numa tentativa de rivalizar com Evangelion. A reação dos fãs foi tão forte, que os dois futuros filmes foram cancelados, e Nadesico raramente é mencionado pela Xebec.

Para dar aos fãs atuais uma ideia do desastre que o filme foi, imagem Ataque em Titan a ser cancelado por causa dos filmes live-action.

Martian Successor Nadesico: The Prince of Darkness

 

4.

Sabem o quão difícil é matar um género inteiro? Pois foi exatamente isso que Himegoto fez.

O género otokonoko é aquele que se concentra num crossdresser masculino que ou recebe a atenção das meninas ou outros meninos devido à sua aparência feminina. A comunidade refere-se a eles como “traps”, e o género é dirigido para homens.

De volta a Himegoto, a série foi considerada altamente homofóbica pelos padrões japoneses, acabando por matar todas as tentativas de criar animes do género. Apesar disso ainda encontramos atualmente alguns personagens que se encaixam no molde.

Himegoto

 

5. Cosprayers

Cosprayers é infame por ser uma terrível série devido ao seu ritmo estranho, uma história sem sentido, e animação terrível. Cosprayers foi considerado um embaraço para o guionista principal, que pediu para que o seu nome fosse removido da série.

Cosprayers

 

6.

Precisam de um tema fácil para um anime de sucesso? Façam uma série de romance numa escola secundária de mágica e está garantido. A menos que decidam fazer Magical Warfare.

A adaptação pela Madhouse do romance semi-popular foi um dos animes com piores reviews de 2014. Magical Warfare teve números baixos da audiência, mesmo para os padrões da Madhouse, e vendeu somente 422 cópias.

Na verdade, o criador da light novel chegou mesmo a afirmar que o anime foi “um erro terrível” e desejou que tivesse resistido mais contra a adaptação do seu trabalho.

Magical Warfare

 

7. : Phantom Blood (2007)

JoJo’s Bizarre Adventure: Phantom Blood foi um erro. O estúdio A.P.P.P. adaptou o manga para filme em 2007 para celebrar o 25º ano como mangaka de Hirohiko Araki.

Mas, Araki odiou o filme. Até à data, o filme de Phantom Blood nunca foi lançado em DVD / Blu-ray, e apenas imagens parciais podem ser encontradas na internet. Um boato revela que Araki fez de tudo para impedir que o filme fosse lançado após a exibição inicial.

Aqui está o pior presente de aniversário de sempre.

JoJo's Bizarre Adventure: Phantom Blood (2007)

 

8.

Katsura Hoshino odiou o trabalho que a TMS Entertainment fez ao adaptar D.Gray-man. Desde os fillers até à mudança da personalidade das personagens, ela tornou bem publica a sua desaprovação do anime.

A TMS Entertainment teve que praticamente implorar para que fosse lançado em 2016, mas Hoshino foi inflexível e garantiu que ela yinha a palavra final em cada episódio.

 D. Gray Man

 

9. Warriors of the Wind (Nausicaä do Vale do Vento)

A New World Pictures foi um dos primeiros estúdios de cinema a localizar um dos filmes do Studio Ghibli para o inglês. Em 1985, Nausicaä do Vale do Vento foi editada e re-trabalhado em Warriors of the Wind, que foi classificado como um filme de aventura para crianças.

Hayao Miyazaki ficou irritado ao ponto de se recusar a permitir que qualquer um dos filmes do Studio Ghibli fosse localizado. A Disney teve de fazer vários acordos contratuais, para reverter a opinião de Miyazaki. Agora, cada filme do Studio Ghibli tem uma cláusula de “não cortar”, afirmando que o filme tem de ser fiel, sem cenas reprocessadas.