InícioAnime9 piores animes do Inverno de 2026 que desapontaram

9 piores animes do Inverno de 2026 que desapontaram

Uma temporada histórica também teve o seu lado negro e estas são as séries anime que mais falharam as expetativas.

9
Dark Moon: The Blood Altar

Dark Moon The Blood Altar visual anime (2)

À primeira vista, Dark Moon: The Blood Altar tem os ingredientes certos para funcionar. Sooha é uma jovem com poderes sobrenaturais e uma aversão profunda a vampiros, o que torna bastante irónico o facto de os sete rapazes que a rodeiam na Decelis Academy terem sede de sangue. A animação é cuidada, a premissa tem gancho suficiente para segurar a curiosidade inicial, e o arranque não é mau.

O problema é que, à medida que os episódios avançam, torna-se cada vez mais evidente que a série não tem muito mais para oferecer além do visual. A narrativa não sabe bem para onde quer ir, as personagens não evoluem, e os conflitos surgem e resolvem-se sem qualquer peso real. Há também um elefante na sala difícil de ignorar, cada vampiro da série corresponde a um membro do grupo de K-pop Enhypen, e Dark Moon parece existir sobretudo como extensão da marca do grupo. Pode funcionar para fãs dedicados do Enhypen, mas como anime autónomo deixa muito a desejar.

8
Kunon the Sorcerer Can See

Kunon the Sorcerer Can See anime visual 2 (1)

A ideia por detrás de Kunon the Sorcerer Can See Through (Majutsu-shi Kunon wa Mieteiru) é genuinamente interessante, um feiticeiro cego que usa a magia como extensão dos sentidos, com o objetivo de um dia criar olhos funcionais através da magia da água. É um ponto de partida com potencial dramático real, e nos primeiros episódios até parece que a série vai explorá-lo com seriedade.

Não vai. Kunon Gurion supera todos os obstáculos com uma facilidade desconcertante, nunca hesita, nunca falha, nunca parece verdadeiramente ameaçado por nada nem ninguém. A cegueira, que devia ser o eixo central da narrativa e a fonte de tensão dramática, acaba por funcionar apenas como um detalhe biográfico. Um protagonista que não encontra resistência real não tem arco, e sem arco não há razão para continuar a investir na história. É uma série que desperdiça a sua própria premissa.

7
Hana-Kimi

Hana-Kimi anime new visual (1)

Hana-Kimi chegou com alguma expectativa, sobretudo entre quem tem ligação ao mangá original de Hisaya Nakajo. A história de Mizuki Ashiya, que se faz passar por rapaz para entrar numa escola masculina e estar perto do saltador em altura Izumi Sano, tem charme genuíno e tensão dramática suficiente para sustentar uma série.

O problema está na velocidade a que tudo acontece. A adaptação tenta compactar demasiado em demasiado pouco tempo, e o resultado é uma narrativa que corre quando devia caminhar. Um dos pontos mais ricos do mangá é a hesitação de Sano em regressar à competição, um conflito interno que a série resolve em poucos episódios, sem dar ao espectador tempo para sentir o peso da decisão. O triângulo amoroso entre Mizuki, Sano e Nakatsu existe, mas não tem espaço para respirar. Hana-Kimi acaba por ser uma versão apressada de algo que merecia mais cuidado.

6
Roll Over and Die

Roll Over and Die tinha tudo para ser uma das estreias mais marcantes da temporada. Flum Apricot é vendida como escrava depois de a sua habilidade, o Reversal, ser considerada inútil, até descobrir que consegue transformar energia negativa em força real. A partir daí, acompanhada por Milkit, uma escrava que salva, começa a construir a sua própria sobrevivência. A relação entre as duas tem camadas emocionais genuínas, e o trauma partilhado que evolui para algo mais próximo do amor é tratado com sensibilidade suficiente para prender.

O que desmorona a série é a qualidade de produção nas cenas de ação, precisamente os momentos em que mais importa que tudo funcione. As sequências de combate são descuidadas ao ponto de se tornarem difíceis de acompanhar, e é exatamente nesses momentos que acontecem os desenvolvimentos mais importantes da trama. É frustrante ver uma história com substância real ser prejudicada por uma execução técnica que não está à altura do que exige.

5
Trigun Stargaze

Trigun Stargaze main visual 1

O regresso ao universo de Trigun era um dos momentos mais aguardados por uma parte significativa do público. Trigun Stargaze situa-se 18 meses após o incidente de Lost July, com Vash e o irmão Millions Knives em lados opostos de um conflito que promete escalar. Para quem chega à série sem conhecimento das obras anteriores, há entretenimento suficiente para justificar o investimento.

Para os fãs de longa data, porém, a experiência é mais dolorosa. A série ignora ou contradiz linhas narrativas já estabelecidas, e essa falta de respeito pela continuidade é difícil de engolir para quem tem ligação emocional à franquia. Há também uma sensação persistente de que Trigun Stargaze não tem um propósito narrativo claro, existe, avança, e chega ao fim sem deixar a impressão de que havia algo importante a dizer. Para uma franquia com tanto peso, isso é um desperdício considerável.

4
Wash It All Away

Wash it All Away anime visual 2

Uma série centrada na gestão de uma lavandaria numa estância costeira não é o tipo de premissa que aparece todos os dias, e Wash it All Away tinha aí uma oportunidade real de se destacar como um slice-of-life diferente. Wakana Kinme gere o seu negócio há dois anos com calma e competência, e havia espaço para explorar essa rotina com subtileza.

Em vez disso, a série deriva rapidamente para um excesso de fan-service que engole tudo o resto. Pior do que isso, há situações recorrentes envolvendo personagens claramente menores de idade que tornam a série genuinamente desconfortável. O que podia ter sido um retrato tranquilo e interessante de uma mulher a construir a sua vida transforma-se em algo que é difícil de recomendar a quem quer que seja.

3
Dead Account

Dead Account anime visual 2

Do ponto de vista visual, Dead Account é um dos títulos mais impressionantes da temporada. A história de Souji Enishiro, um streamer que fabrica conteúdo provocatório para financiar o tratamento da irmã, tem camadas suficientes para despertar curiosidade, e nos primeiros episódios a série faz um trabalho razoável a apresentar o seu mundo.

Mas a qualidade da animação acaba por funcionar quase como uma distração daquilo que realmente falha, os diálogos são ocos, as interações entre personagens soam a fórmula, e a série nunca consegue desenvolver ninguém além do protagonista de forma convincente. É o tipo de anime que se vê sem esforço numa tarde livre, mas que não deixa qualquer rasto quando termina. Para quem procura algo com substância real, Dead Account fica aquém.

2
Yoroi-Shinden Samurai Troopers

Yoroi Shin Den Samurai Troopers anime visual

O Studio Sunrise chegou a esta série com as ferramentas certas. A animação é sólida, os combates têm energia visual, e a componente musical cumpre bem o seu papel em momentos-chave. Para quem cresceu com Yoroiden Samurai Troopers, só o facto de a franquia estar de volta já era razão de entusiasmo.

O problema é que a série parece ter pressa em chegar a um destino que nunca define claramente. Os arcos narrativos principais avançam a um ritmo que não deixa as personagens ganhar peso, são rostos com poderes, não personagens com motivações. Os confrontos, que num anime de ação desta natureza deviam ser o ponto alto de cada episódio, acabam por ser funcionais sem serem memoráveis. Yoroi Shin Den Samurai Troopers tinha a nostalgia do seu lado, mas não soube convertê-la em algo à altura das expetativas.

1
Noble Reincarnation: Born Blessed, So I’ll Obtain Ultimate Power

Noble Reincarnation Born Blessed anime visual 2 (1)

Protagonistas com poder desmedido são uma fórmula que continua a encontrar audiência, e Noble Reincarnation: Born Blessed, So I’ll Obtain Ultimate Power aposta nessa carta de forma assumida. Noah Ararat tem seis anos, é absurdamente poderoso, e vai acumulando habilidades ao longo da série com uma regularidade quase mecânica. Para quem procura entretenimento descomprometido, há aqui alguma coisa.

O que falha é quase tudo o resto. A personalidade de Noah é forçadamente sombria de uma forma que cansa depressa, o ritmo não dá espaço a nenhum arco para se desenvolver com consistência, e as personagens secundárias existem sobretudo para reagir ao protagonista. A série acumula ideias sem as desenvolver, e cada episódio tende a dispersar-se em direções que raramente convergem de forma satisfatória. Há animes de protagonistas overpowered que funcionam, Noble Reincarnation não é um deles.

ViaCBR
Helder Archer
Helder Archer
Fundou o OtakuPT em 2007 e desde então já escreveu mais de 60 mil artigos sobre anime, mangá e videojogos.

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