Cavaleiros do Zodíaco: Saint Seiya (Temporada 2) – Análise Anime

Nesta quinta-feira (23) a Netflix disponibilizou em seu catalogo a temporada 2 (a série está sendo divulgada atualmente desta forma) do anime Cavaleiros do Zodíaco: Saint Seiya (Knights of the Zodiac: Saint Seiya), o remake do anime Cavaleiros do Zodíaco (Saint Seiya) de 1988 e baseado no manga de mesmo nome criado por Masami Kurumada.

A série é animada pela Toei Animation, a direção foi entregue a Yoshiharu Ashino (D.Gray-man Hallow, Tweeny Witches, Cross Ange, First Squad), o design de personagens é de Terumi Nishi (JoJo’s Bizarre Adventure) e as armaduras são da responsabilidade de Takashi Okazaki (Afro Samurai). Já a história está cargo de Eugene Son (Avengers Assemble, Ben 10, Ultimate Spider-man).

Na temporada 2 da série vemos o embate entre os quatro Cavaleiros de Bronze contra os Cavaleiros de Prata enviados pelo Santuário e o ataque de Vander Graad na tentativa de impedir que a profecia de Atena se cumpra.

Os primeiros seis episódios de Cavaleiros do Zodíaco: Saint Seiya serviram muito bem para introduzir o universo da série, os conceitos das armaduras, do Cosmo, e os personagens centrais. Nesta temporada 2 do anime, também com seis episódios, temos novamente temos uma mescla de coisas baseadas diretamente no manga de Masami Kurumada no decorrer dos acontecimentos das lutas contra os Cavaleiros de Prata, porém os momentos clássicos que ocorrem no manga original são minimizados nesta versão da série por motivos de ritmo. Este pode ser um ponto negativo em alguns momento nesta segunda parte pois durante as lutas um momento que era extremamente dramático no manga acabam se tornando sendo algo sem nenhum peso dramático nesta versão do anime.

Nesta temporada temos um foco maior em desenvolver de forma mais incisiva a personalidade de Seiya, Saori Kido e a trama envolvendo a profecia de que Atena será a responsável por causar a destruição da humanidade. Isso acabou sendo um ponto muito bom para a série se desvencilhar bastante de muitas coisas ruins que existem no material base e ainda da mais personalidade aos dois personagens. Esta versão de Saori Kido possui muito mais questionamentos sobre sua missão como Atena e sobre a profecia, mas isso acaba proporcionando momentos onde ela mesma busca correr atrás da resposta e se coloca a frente de seus inimigos. O desenvolvimento de Seiya ocorre no mesmo ritmo ao de Saori e isso acaba trazendo mais personalidade e um pouco mais de peso a história do personagem. Infelizmente os outros Cavaleiros de Bronze acabam sendo deixados um pouco de lado nesta temporada 2, o que acaba sendo algo necessário para preservar o ritmo da série e ao destaque dado a Seiya e Saori.

Nesta versão da obra a profecia de que Atena será a responsável por causar a destruição da humanidade acaba sendo o principal item original do anime e ponto de cisão com o material original. As motivações de Vander Graad e Mitsumasa Kido giram em torno desta profecia, que é vislumbrada pelo Mestre do Santuário em um artefato que apareceu poucas vezes na mitologia criada por Kurumada. Isso acaba sendo algo extremamente positivo para a história, pois Vander Graad acaba sendo um tipo de personagem que em seus negócios com Mitsumasa Kido acaba descobrindo que deuses e seres poderosos andam sobre a terra e acredita friamente que a profecia irá se cumprir com a reencarnação de Atena estando viva. Em contraponto Mitsumasa Kido acaba sendo um personagem que acredita que Saori vai se tornar a deusa que irá quebrar a profecia. É interessante notar que a forma como os dois personagens fizeram suas fortunas é algo que faz eles serem pessoas completamente dúbias.

No geral, esta temporada 2 de Cavaleiros do Zodíaco: Saint Seiya (Knights of the Zodiac: Saint Seiya) pela Netflix consegue ser muito divertida, respeitando bastante do material do manga de Masami Kurumada, mas atualizado a historia e os personagens centrais da série. Minha opinião sobre a animação e a trilha permanece a mesma de quando produzi o texto da temporada 1 da série. Acho que o ritmo da adaptação está muito boa, mas alguns acontecimentos que foram mais dramáticos no material base ficaram sem peso nesta adaptação.