Crítico de cinema japonês prevê o impacto da Netflix no Anime

No vídeo em cima que publiquei no início do mês falei um pouco sobre o impacto que a poderá ter no mundo anime tal como o conhecemos (esta é uma boa altura para subscreverem o nosso canal de youtube).

Recentemente o crítico de cinema e argumentista, Tomohiro Machiyama, revelou numa entrevista que acredita que a  pode potencialmente mudar a maneira como o anime é produzido.

Machiyama afirmou:

É incrível, mas nenhum dinheiro está a ser investido em anime. Mesmo o diretor de In This Corner of the World estava a fazê-lo ao ponto de passar fome. Ele estava a fazer o filme durante cinco anos sem dinheiro com a sua esposa…

O Japão esmagou e faz pouco dos seus criadores anime há muito tempo até agora, vai ter grandes retaliações da Netflix.

Ele acredita que a habilidade da em dar aos criadores um orçamento elevado, liberdade criativa e lançamentos globais simultâneos dos seus originais podem ser grandes mudanças positivas.

Existe agora uma grande mudança de paradigma na indústria do entretenimento. Até agora, as pessoas que fazem filmes e anime no Japão sofreram vidas de pobreza. De repente apareceram as pessoas com dez ou vinte vezes o orçamento, e está a tornar-se um mundo onde dizem: “Está correto fazê-lo, não importa quanto dinheiro gaste”.

Machiyama nota ainda que em média as séries live-action da recebem cinco vezes o orçamento de um filme japonês apenas para o primeiro episódio. No entanto, tenham em mente que isso não significa que a mesma proporção será dada às produções de anime.

Ele acredita igualmente que a pressão sobre os comités e estúdios japoneses pode escalar para um “guerra total”. Ele sente que algumas pessoas podem ver o envolvimento da como uma “invasão militar americana”.

Ele chega mesmo a dar o exemplo do Festival de cinema de Cannes que recentemente anunciou que vai banir os filmes produzidos pela pois fazem reduzir a exibição de cinema francês no evento. Ele diz que este é um exemplo de um país a “evitar a invasão americana”.

O crítico termina a sua entrevista ao afirmar que, embora o anime seja um meio maravilhoso visto em todo o mundo, o seu desenvolvimento tem sido atrofiado porque não houve investimentos significativos.