InícioAnimeDemon Slayer: Kimetsu no Yaiba quase teve um nome bem diferente

Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba quase teve um nome bem diferente

Editor revela que Gotouge queria usar um termo mais agressivo no título do mangá, mas foi forçada a suavizar a escolha para publicação na Shonen Jump

Numa entrevista recente, Katayama, o editor de Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba explicou que uma das maiores dificuldades de Koyoharu Gotouge, a autora original do mangá, foi encontrar um título para a sua obra.

Quando traduzido para português a frase Kimetsu no Yaiba significa algo como “a espada destruidora de demónios”.

Inicialmente, a mangaká tinha pensado em Kisatsu no Yaiba. Contudo, como o termo “Kisatsu”, que significa “matar”, foi considerado demasiado pesado para a Shonen Jump. Por isso, a autora teve de dar algumas voltas à cabeça e decidiu substituí-lo por “Kimetsu”, que pode ser traduzido como “perecer” ou “destruir”, termos mais suaves para a demografia base da revista.

Num excerto da entrevista podemos ler:

Originalmente íamos usar ‘Kisatsu no Yaiba‘, mas sentimos que o kanji para ‘satsu’ (殺, que significa matar) era demasiado pesado. Discutimos formas de o substituir e surgiram algumas ideias. Uma delas foi ‘kimetsu‘ (鬼滅, sendo que o segundo ideograma significa perecer), pareceu-nos a mais fácil de compreender. Embora ninguém utilize a palavra ‘kimetsu’, a Gotouge-sensei achou que seria interessante se o título fosse abreviado dessa forma. ‘Kimetsu’ soa estranho, não soa? Apesar de ser fácil de pronunciar, tem uma característica invulgar. E foi assim que surgiu o título ‘Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba‘. Quanto a ‘yaiba’, o termo não se refere a qualquer espada antiga, mas especificamente a uma espada japonesa, por isso decidimos usá-lo.

No resto do mundo a obra também adotou outro nomes como é o caso da Espanha onde foi intitulada “Guardianes de la Noche” (Guardiões da Noite).

Bruno Reis
Bruno Reis
Vindo de vários mundos e projetos, juntou-se à redação do Otakupt em 2020, pronto para informar todos os leitores com a sua experiência nas várias áreas da cultura alternativa. Assistiu de perto ao nascimento dos videojogos em Portugal até à sua atualidade, devora tudo o que seja japonês (menos a gastronomia), mas é também adepto de grandes histórias e personagens sejam essas produzidas em qualquer parte do globo terrestre.

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