
Três anos separaram a primeira da segunda temporada de Hell’s Paradise, e quando a MAPPA finalmente regressou com a continuação, fê-lo com apenas 12 episódios. Pouco tempo para um arco desta dimensão, e o episódio final fez questão de o deixar bem claro, a chegada de Shugen e da equipa de reforço transformou a situação na ilha numa guerra a várias frentes, com alianças a colapsar, confrontos a esboçar-se em todas as direções e Gabimaru a correr contra o tempo. Tudo parou exactamente no pior momento possível.
Para quem não quer esperar por uma eventual terceira temporada, e, a ser anunciada, dificilmente chegaria antes de 2027 ou 2028, a leitura do mangá é a solução mais direta. E ao contrário de muitas séries em curso, este já terminou, a história está completa e à espera de ser lida.
Por onde começar
A segunda temporada cobriu os capítulos 60 a 89 do mangá, mais o capítulo 94, abrangendo os arcos Lord Tensen e Hōrai até ao ponto em que se encontram agora. O anime reordenou ligeiramente alguns eventos do intervalo entre o capítulo 90 e o 94, o que significa que quem quiser evitar qualquer sobreposição ou confusão de sequência pode começar diretamente pelo capítulo 95, o primeiro que o anime ainda não adaptou.
O que ainda falta adaptar
O mangá de Yuji Kaku, serializado na Shōnen Jump+ entre 2018 e 2021, tem 127 capítulos distribuídos por 13 volumes. Com a segunda temporada a terminar a meio do arco Hōrai, resta ainda uma boa fatia de história por contar:
O arco Hōrai estende-se até ao capítulo 110, e é nele que os conflitos estabelecidos ao longo da segunda temporada encontram a sua resolução, incluindo o confronto com Rien e o destino de vários personagens deixados em suspenso no episódio final. A seguir vem o arco Departure (capítulos 111 a 126), o último da série.
São pouco mais de 30 capítulos para chegar ao fim. Para uma série conhecida pelo seu ritmo intenso, é uma leitura que pode facilmente ser feita num fim de semana.
Hell’s Paradise: Jigokuraku tem algo que poucos shonen oferecem a quem decide migrar para a fonte original, uma história completamente terminada. Yuji Kaku concluiu a serialização em janeiro de 2021, o que significa que não há esperas por novos capítulos, não há hiatos, e não há risco de a história ficar em aberto indefinidamente.
Isso também muda a experiência de leitura. Saber que cada escolha narrativa tem uma consequência resolvida, que os arcos têm um começo e um fim, torna a progressão pelo mangá consideravelmente mais satisfatória do que acompanhar uma serialização em curso.
A arte de Kaku tem uma qualidade própria que o anime inevitavelmente transforma. O traço é mais cru, mais perturbador em certos momentos, e a ilha de Shinsenkyo ganha uma textura visual diferente da que a MAPPA apresentou. Não é necessariamente melhor ou pior, é simplesmente outra camada da mesma história.









