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    Jujutsu Kaisen: o que o Studio Mappa não nos disse no episódio 5 do Culling Game

    Jujutsu Kaisen 3 Episódio 5 screenshot

    Como todos sabem no quinto episódio de Jujutsu Kaisen: Culling Game Arc – Part I choveram críticas pela forma como a adaptação se distanciou da obra original. No entanto, o que alguns podem não saber é do facto que as intenções do estúdio MAPPA (Dororo, Yuri!!! on Ice, In This Corner of the World, Rage of Bahamut Genesis) foram totalmente intencionais.

    A polémica interação entre Yuji e Hakari, que ocorre perto do final foi integralmente realizada através de uma técnica conhecida como rotoscopia, um método avançado que permite criar animações extremamente realistas.

    Esta técnica consiste em filmar atores reais a executar determinados movimentos, que são posteriormente utilizados como referência para desenhar cada fotograma da animação. O processo pode ser realizado manualmente, através de tracing, ou digital com o apoio de programas como o Adobe After Effects para garantir maior precisão nas expressões corporais e na representação dos movimentos. Como resultado, obtém-se uma fluidez impressionante e uma sensação de naturalidade pouco comum e difícil de alcançar apenas com a animação tradicional. O nosso colega de redação, Felipe, disse algo que achei muito interessante não tinha me apercebido, a perspectiva da cena “filmada” em apenas uma cena parece que se trata de uma câmara de vigilância, algo que reforça ainda mais a tensão entre as personagens.

    A rotoscopia é frequentemente utilizada em cenas emocionalmente intensas ou com coreografias complexas, tais como combates e interações físicas detalhadas, pois permite transmitir com maior eficácia a tensão, o peso dos movimentos e a linguagem corporal das personagens. No entanto, trata-se de uma técnica exigente, que requer mais tempo, planeamento e recursos humanos especializados.

    Infelizmente, a maioria dos fãs ficou cega com uma adaptação fiel e não teve presente que anime e mangá são duas media completamente diferentes e que podem tomar liberdades criativas diferentes.

    Na minha ótica a utilização deste recurso reforça o compromisso do estúdio MAPPA para inovação e demonstrar a sua preocupação em oferecer uma experiência cinematográfica de elevada qualidade… mesmo que quebre o molde e as espetativas dos fãs.

    Bruno Reis
    Bruno Reis
    Vindo de vários mundos e projetos, juntou-se à redação do Otakupt em 2020, pronto para informar todos os leitores com a sua experiência nas várias áreas da cultura alternativa. Assistiu de perto ao nascimento dos videojogos em Portugal até à sua atualidade, devora tudo o que seja japonês (menos a gastronomia), mas é também adepto de grandes histórias e personagens sejam essas produzidas em qualquer parte do globo terrestre.

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