OtakuPT Staff Awards — Weslley de Sousa

Nesse ano tivemos grandes lançamentos que dariam procedimentos a obras muito fortemente reconhecidas em seu ano anterior, uma delas inclusive batalhou arduamente para que conquistasse não somente a sua posição de um dos melhores animes deste ano nas votações da OtakuPT Awards, como também seu enriquecimento em sua fanbase ao redor do mundo. Alguns estúdios arriscaram e outros decidiram se manter no que já estava sendo confortável para as suas bandas – podendo-se dizer de alguns casos que sua escolha fora a correta a se realizar. Apesar disso e um dos motivos que ainda me dá graça de acompanhar uma mídia que eu, pessoalmente, não gosto em seu âmbito geral é o quão diferenciado algumas obras costumam ser e o como ela consegue abranger a sua mídia irmã – mangás, e trazer seus elementos para si própria no intuito de expandir o conhecimento que algumas pessoas possuem de determinadas obras. E esse ano, devo dizer que as suas realizações foram de muito agrado… apesar de algumas ainda me deixarem muito decepcionado.

Como iniciado no ano passado, eu – Weslley de Sousa, ao tomar a iniciativa de dar vida ao projeto OtakuPT Staff Awards, projeto esse encabeçado inicialmente pelas ideias de um dos membros da Staff Lúcio e esse ano contribuído pelo nosso outro membro Felipe Soares, eu buscarei convencê-lo das minhas escolhas para cada categoria representando de iguais colocações as votações, do porque esses animes escolhidos foram considerados os Melhores do Ano de 2017. Antes de prosseguirmos, gostaria das minhas mais profundas desculpas se o seu anime favorito não está dentro da minha colocação, mas eu espero poder convencê-lo dessas obras sobre o quão importantes elas foram, seus acertos e erros e, principalmente, SEM SPOILER.

Existem poucas obras que eu guarde um amor tão profundo no meu coração em mesmo nível que Berserk, sendo considerado por meus gostos pessoais um dos melhores mangás já criados na história dessa mídia de entretenimento. Portanto, o coração estará sempre construindo um determinado hype em torno daquela experiência vindoura relacionada as suas adaptações. Eu sou um daqueles que o primeiro contato com a obra foi através de uma adaptação, a sua trilogia de filmes, que inclusive é uma das melhores coisas em animação que eu já assisti na vida, eu não sinto nenhum defeito vindo dela e a minha absorção do seu conteúdo foi extremamente gratificante a ponto de chamar minha atenção para a obra original. Porém, após absorver seu conteúdo eu descobri da existência do anime de 2016 que vocês poderão verificar na Staff Awards do ano passado onde acabou como consequência se tornar a maior decepção daquele ano para mim, perdendo a posição de pior anime para um outro que me recuso a citar nomes. Mas eu nunca esperaria que esse ano ele pudesse estar nessa posição, porque Berserk (2017) ele sem exageros algum, consegue piorar a história de Berserk.

O Desenvolvimento em torno dos personagens, por receber cortes na sua adaptação e pela maneira escolhida para transportar aqueles sentimentos e mensagens através da sua péssima escolha de design com a utilização das animações via o CG, torna tudo muito difícil de se engolir principalmente por eles serem muito longe do que estamos acostumado a ver no mangá que é uma verdadeira excelência de traços por parte de Kentaro Miura. Não temos a verdadeira background story que acompanha os nossos protagonistas que adentrarão a Party, nós temos a existência dos capítulos adaptados para a televisão que contariam com uma verdadeira profundidade narrativa porque eles são quem são, qual o passado deles e através da narrativa presente, como se dá a dinâmica de interação deles com Guts que, por si só, não recebe o cuidado de ser desenvolvido propriamente ao redor desse ambiente onde ele está cercado por mais pessoas nos quais pode confiar, assunto tratado com delicadeza nesses capítulos do mangá mas que no anime, parece artificial por não temos presente toda a profundidade que deveria ser respeitada ou no mínimo, adaptada de outras formas. Elas não EXISTEM. Além disso, nós temos uma trilha sonora repetitiva que se utiliza muitas vezes das músicas orquestradas nos filmes – mais uma vez, e as repetindo de forma aleatória e não condizentes com as quais elas deveriam aparecer. A Profundidade de uma possível cena que ganharia maior impacto por parte da direção em torno dela com a utilização da música, acaba sendo não só perdida por ser mal editada, mal roteirizada e mal animada, como a sua trilha se mostra deslocada, não pertencente aquele ambiente. Honestamente, eu não consigo recomendar as animações para anime de Berserk que vieram pós Trilogia Golden Age, porque é nítido que a escolha estética adotada pela direção desse anime tornou ele uma das coisas mais degradantes que podiam ser feitas em nome do trabalho de Kentaro Miura, degradando ainda mais a imagem que a obra poderia ter no meio dos animes.

Provavelmente você não lembra mas Akira Amano realizou um trabalho posterior após a sua criação e finalização de Katekyo Hitman REBORN, em seguida trabalhando ao lado de Gen Urobuchi para o Character Design dos personagens em Psycho Pass onde acabou por deixar a sua marca estética no anime de uma maneira muito integral a todo aquele mundo que nos dias atuais é quase difícil não pensar em seus personagens como algo advindo do mundo de REBORN de tão marcante que seu Design acaba sendo. Porém, pouco se sabia que e a autora e escritora também possuía um projeto principal em foco que seria o lançamento do seu trabalho original chamado elDLIVE que acabara por receber uma adaptação para anime um pouco mais tarde, visto a sua boa recepção como uma Web Comic e a aposta do estúdio Pierrot. Mas percebam como o nome utilizado do estúdio para adaptar essa obra acabou sendo a “Pierrot”? Pois bem, como de esperado, a adaptação consegue ser fiel até quando o seu dinheiro permite, porque as cenas que serão desenvolvidas propositalmente (o que não torna isso em algo bom) para enrolar o seu público e estender o anime estão presentes. Porém, a maior infelicidade, foi a obra não ter conseguido dar um sobressalto com o público e sequer ter ido além do que a obra poderia ter sido.

A Decepção em parte desse anime é sobre o seu imenso carisma nos personagens, uma ótima direção, porém outros elementos que contribuirão para transformar esse anime em algo muito “mais do mesmo”. A Escolha estética da direção para os enquadramentos de câmera e até mesmo atuações dos personagens acabaram sendo muito rasas, muitas vezes diálogos transpostos de maneiras muito bidimensionais que não conseguem vender personagens que possam ter algo a mais a mostrar, passando um pouco de surrealismo que aquele mundo tem a apresentar, acabando que tudo ao seu redor ficou colorido demais e focando mais nas interações dos personagens e a inexistência de um desenvolvimento linear das suas interações entre si, e mais nas cores, nas piadas e no quão “fofinho” ele acabara sendo. Não é um anime ruim, não tem uma trilha sonora ruim, não tem uma animação ruim – surpreendentemente, mas nada nele acaba marcando e para uma pessoa que vinha de obras como REBORN e PSYCHO PASS, onde a segunda não foi escrita pela própria dita mas apenas o Character Design, as consequências dessa ambientação muito próxima do que pode ser considerado as piores partes de REBORN, elDLIVE acaba sendo um anime difícil de indicar, caindo mais no famoso: “Se você não tiver nada para fazer, arrisca.”

Esse ano foi algo repleto de surpresas para os animes pois a qualidades narrativas de animes que eu sem dúvida alguma carregarei comigo ao longo dos anos, como Made in Abyss, finalmente se mostraram presentes após anos e anos de mesmice e coisas monótonas onde toda temporada de animes por durante 2 anos seguidos eu não possuía nenhuma paciência para escolher sequer uma única obra e tirar divertimento daquilo, por mais “bobo” que fosse. Apesar disso, não somente os animes me surpreenderam como um peculiar filme com conceitos extremamente interessantes para mim acabou surgindo a minha frente que foi o inusitado “Hirune Hime: Shiranai Watashi no Monogatari”. Apesar da estranha dublagem, o sotaque e as animações inconstantes porém estranhamente bonita, Hirune Hime mostra a partir de dois planos de existência que de uma primeira instância parece ser sonhos mas que entram em conflito com a realidade, a aventura de uma personagem misteriosa que está em busca inicialmente de fugir do seu palácio em busca de algo quando em retrospectiva, nós temos no que parece ser a nossa realidade, uma personagem que ações de seu passado e presente acabam refletindo e conversando indiretamente com eventos que vemos no outro plano. Apesar do seu dia a dia pouco intrigante e seus relacionamentos mundanos, nós notamos um ar de surrealidade acontecendo não somente naquela cidade que por si só possuí um excelente plano de fundo, como também através da trilha sonora e da excelente escrita, vamos que algo a mais está correndo por debaixo dos panos naqueles dois mundos que podem acabar se interligando a qualquer momento. E em meio a isso, ocasionalmente veremos momentos de perseguição que são de encher os olhos!

As animações são inconstantes pelo fato de a fluidez ganhar atenção sobre a qualidade, recurso facilmente utilizado para se baratear e acelerar uma produção de cena mas que acaba, pelo menos nesse caso em específico, fazendo toda a diferença no final das contas quando percebemos o quão eloquente consegue ser as interpretações de alguns personagens, em principal a sua protagonista que é muito expressiva não somente através da sua voz que remete um pouco a dublagem de Viagem de Chihiro, mas que também possuí excelentes falas corporais que correspondem as situações de perigo constante que ela viverá. Não somente na realidade como no outro plano de existência. A Melhor maneira de descrever esse filme seria justamente a “surrealidade” que ele possuí, e eu peço perdão por não estar me aprofundando tanto mas eu sinto que tudo relacionado a esse filme, precisa ser omitido e as primeiras experiências precisam ser sentidas pelo telespectador sem que ele absorva qualquer spoiler. Eu definitivamente recomendo Hirune Hime, pois será uma experiência muito diferente de muitas coisas que você já viu.

Definitivamente, uma coisa que eu estava sentindo falta nessa temporada eram figuras que não se mostrassem bidimensionais, personagens que fossem além dos seus arquétipos genéricos de anime e que me demonstrassem mais sobre seus potenciais individuais, sobre seus relacionamentos e o quão cinzas esses personagens podem ser. Por mais que Elias Ainsworth não seja um personagem tão misto quanto eu esperaria ser, eu fico surpreendido com o quão bem desenvolvido a sua beleza interna consegue ser passada tão bem através de outros personagens que ele interage ao longo do anime – principalmente a protagonista que chegou muito perto de ganhar o prêmio de Melhor Personagem Feminina comigo. Porque as pessoas podem interpretar mal ou vê-la com olhos rasos e acreditar que até mesmo essas palavras vazias vem de algo muito superficial: MAS SÃO BONS PERSONAGENS! E PRINCIPALMENTE: HUMANOS! Talvez uma das maiores surpresas que eu poderia ter tido com esse anime através dos seus trailers fosse o quão “humanos” esses personagens verdadeiramente seriam. Expectativa inicialmente acreditada como algo que poderia se mostrar falso a partir do ponto de que todos esses personagens iriam ser humanos com diálogos interessantes a acrescentar não somente para a obra em si como para mim, telespectador. Porque os trailers desse anime e principalmente os três primeiros episódios querem muito fazer você acreditar no potencial que essa figura poderá ter em cima dessa personagem e sobre como ela deve ser fortemente uma figura a ser amada, quase como se fosse empurrado barriga a baixo. Mas acabar se mostrando uma verdade presente no anime do início ao fim era algo que eu não esperava, principalmente quando analisado friamente a perspectiva do Elias.

Você tem essa figura que parece compreender inicialmente como os sentimentos humanos funcionam a partir de uma única perspectiva e tenta as reproduzir, buscando compreender mais dessas experiências profundas e cinzas que carregamos em nossos corações, entender os sentimentos e até onde podemos ir os carregando conosco. E são partes desses objetivos dele como um ser inumano ou meio humano, que conseguimos entender ainda mais a sua falta de interação com alguns humanos e o quão difícil para ele é tentar ser visto na perspectiva de um ser bom para eles, pela sua inabilidade em se socializar com o resto do mundo ao seu redor. E você ter um personagem com tamanha ambiguidade dentro dele, ainda que ele pareça a primeira vista como o maior exemplo de bondade aos nossos olhos, nós temos como perspectiva separada e ao mesmo tempo interligada a narrativa aos nossos olhos, o que aos olhos de Elias é tentar compreender o ser humano e seus sentimentos. E essa correlação criada sobre Elias e os seres humanos, principalmente a protagonista, e os telespectadores e a sua figura misteriosa e cinza dentro dele, são um dos elementos mais mágicos dessa obra e é o que mais me chama atenção na obra. O quão “cinza”, apesar de tudo, os seus personagens acabam sendo, mostrando como estopim e também o pináculo mais alto de narrativa o próprio personagem Elias.

Antes de mais nada, eu gostaria de tirar essa frase do meu peito: EU ODEIO A HANABI! Eu odeio essa pessoa, eu odeio o que ela representa, eu odeio o que ela almeja, eu odeio o seu papel no anime, eu odeio as suas falas e eu odeio a sua forma de pensar… mas que personagem DELICIOSAMENTE AMARGURANTE de acompanhar! Meus companheiros da Staff provavelmente me viram falar disso durante um bom tempo nas nossas conversas privadas seja no chat da Staff ou em raros momentos que eu aparecia pelo Discord, pois assim que eu terminei Kuzu no Honkai eu já estava cantando a pedra: “Esse provavelmente vai ser o meu anime do ano e essa provavelmente é a melhor personagem desse ano para mim”. E para ser justo: Made in Abyss chegou MUITO PERTO desse posto, porque igualmente possuí personagens excelentes e muito bem desenvolvidos em seus respectivos papéis na sua trama. Porém, Hanabi Yasuraoka assumiu o posto no momento que ela foi apresentada aos meus olhos e o quão horrível como pessoa não somente ela, mas como diversos personagens naquele anime acabam sendo e como Kuzu no Honkai entrou para o meu TOP 5 facilmente após seu término. Hanabi ela não somente tem uma excelência em seu desenvolvimento como uma figura presente na vida de diversos personagens e na construção da maneira como eles pensam naquele cenário, mas também seus pensamentos e a sua personalidade é constantemente bem desenvolvida a partir das suas interações pecaminosas com esses personagens. Pecaminosas porque você sente constantemente que essa personagem está se utilizando de outros víeis para preencher o vazio que ela jamais será capaz de preencher dentro de si a partir dos desejos de se obter algo que ela é incapaz de obter. E se vendo prensada contra a parede pela sua incapacidade, ela começa a se utilizar de outros personagens para tentar preencher esse vazio, ao mesmo tempo que também é constantemente usada por outras pessoas e você ter esse contraste, suas reações e o impacto desses acontecimento alterando a personagem conforme a progressão da obra que cada vez mais vai entrando em uma ambientação menos romântica e muito mais depressiva: É NECESSÁRIA E MUITO BEM UTILIZADA quando você compara ele com tudo que vinha sendo lançado na indústria até então.

Uma personagem que se dá início na obra cometendo atos que já são muito discutíveis em sua questão moral, mas que gradualmente vai se mostrando ser mais complexo e cinza do que isso. Apesar de eu detestar a personagem, de forma alguma eu colocaria a mão no fogo para qualquer uma dessas pessoas e o que me faz amar não somente essa personagem como essa obra como um todo que eu descreverei ainda mais em detalhes daqui a pouco, é o quão terrível todas essas pessoas conseguem ser de uma maneira REAL! Personalidades humanas, ações humanas, racionalizações humanas, objetivos humanos, o pouco almejado pelo alto, o acima buscando derrubar o baixo, a busca por diminuir os outros ao seu redor somente pela construção do e enaltecimento do seu próprio ego. E digo mais…

Kuzu no Honkai não somente faz esses absurdos narrativos de transformar todos os seus personagens em seres “cinzas” e alguns “horríveis”, como ele faz isso com um primor narrativo que nenhum anime desse ano conseguiu fazer para mim. Transpor todas as mascarás que esses personagens se utilizam, adentrando nos sentimentos de cada um deles e intercaladamente fazer toda essa obra ser interligada dentro de seu próprio escopo, sem aumentar para tramas muito além do que simplesmente pessoas apaixonadas em busca de seus amores, algumas com inveja buscando conquistar o que elas sentem ser delas e pertencerem unicamente a elas, outras apenas buscando o prazer em derrubar aqueles ao seu redor, algumas sentindo-se vazias e buscando se utilizar dos outros para preencher o vazio que possuem dentro de si. A Excelência com o qual isso é construído, a magia com a qual a história progride tão bem intercalando entre os outros personagens e a perspectiva de Hanabi quanto a tudo isso que está acontecendo, suas faltas de reações, seu corpo sendo utilizado por conquistas e objetivos vazios que as vezes ela sequer se importa quanto a isso, apenas buscando ser uma peça que adentrará em um espaço vazio capaz de preencher algo que ela não foi capaz de dar para si própria.

Peso de ações e consequências! Algo que todas as obras contidas no meu TOP 5 possuem em comum e que apesar dos seus diversos gêneros diferentes entre si e variados, sempre acabam conversando em comum e que no fim das contas é o elemento narrativo que eu sempre irei mais dar valor acima de tudo, ações determinadas a partir de qualquer ponto, se resultarem em uma consequência a partir daquilo. Kuzu no Honkai sabe mostrar com maestria aos meus olhos o quão bem essas ações realizadas pelos personagens constroem consequências impactantes seja para aqueles a sua volta ou para si próprio, e mesmo quando apenas algo interno o machuca e este é forçado a engolir o seco e progredir, outros a sua volta são afetados pelo seu silêncio e sua inabilidade de se comunicar e se abrir, culminando em um dos melhores encerramentos que eu poderia ter visto de um anime nessa temporada que representa bem o quão “vazio” são, no fim das contas, todas aquelas pessoas e transposto isso de uma maneira não direta, não expositiva. Mas sim “vazia”, combinando perfeitamente com a temática que eu acredito ser o tema principal em torno dessa obra, “sentimentos vazios”.

E assim encerramos mais um Staff Awards, esse ano tivemos a participação de outro membro contribuindo com suas opiniões nesse quadro que foi inicialmente uma ideia do nosso outro membro que ainda não contribuiu, Lúcio, mas que acabou gerando um quadro que eu aprecio e me divirto escrevendo sobre ele pois as sessões de comentários são sempre interessantes para se debater e interagir com o público, portanto, é sempre bom criar essas postagens no intuito de estabelecer opiniões e continuar discutindo com as outras pessoas se elas concordam, sobre o que elas gostaram e se discordam, debater pontos e tentar chegar em um acordo ou não. E, baseado nisso que a OtakuPT dará início ao desenvolvimento de planejamentos em torno de um projeto de áudio! SIM! Podcasts estão se aproximando mais rápido do que você imagina.

Estamos pensando em desenvolver uma coluna mensal onde nós conversamos com vocês leitores entre nós, membros da Staff, sobre as notícias mais relevantes da semana ou do mês e aproveitamos para conversarmos sobre o que nós estamos consumindo: Assistindo animes, lendo mangás, vendo filmes ou jogando alguns videogames, quem sabe? Isso tudo dependerá da sua recepção quanto ao nosso projeto e, além dele, baseado e inspirado na ideia dos DASHs da equipe do JOGABILIDADE: Programas focados em apenas um único ponto ou uma única obra e destrinchá-las de maneira completa com opiniões embasadas em um modelo de story telling, contando sua história cronológica e mostrando os pontos que gostamos ou não de maneira técnica segundo as nossas opiniões. 2018 virá com mudanças e dependemos das suas opiniões para trazer esses novos projetos, por isso, talvez os próximos Staff Awards possam ser em áudio? Vamos torcer! Mas até lá, eu espero vocês nas minhas próximas análises e que esse ano, voltaremos a ter análises em torno de animes por minha autoria… começando por um anime que eu estou muito interessado em falar sobre. Tentem adivinhar.

Até a Próxima!

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Charles
11 , Julho , 2019 21:20

O maior mérito de Kuzu no Honkai é sua realidade mesmo. O quanto aqueles personagens são críveis, pois muitos de nós conhecemos pessoas que são daquele jeito. Mesmo se você não conhece, você sabe que existem pessoas daquela forma. Não acho que foi o melhor do ano, mas com certeza foi um dos mais memoráveis.

Weslley de Sousa
Reply to  Charles
12 , Julho , 2019 0:28

Kuzu no Honkai hoje em dia, definitivamente, ocuparia o meu TOP 4, ultrapassando School Days e Jigoku Shoujo muito facilmente. Porque o que ele faz de bom, é MUITO BOM. As discussões em torno dos relacionamentos e o quão bem ele desenvolve aqueles seres humanos HORRÍVEIS, é fantástico.

Hoje em dia ficaria: “6º School Days / 5º Jigoku Shoujo / 4º Kuzu no Honkai”.

Charles
Reply to  Weslley de Sousa
12 , Julho , 2019 2:10

Não concordo com seu gosto, mas estou começando a entender mais sobre ele. Haha!

Weslley de Sousa
Reply to  Charles
12 , Julho , 2019 3:40

Todos os animes do meu TOP 5 tem algo em comum: Desenvolvimento de Relações Humanas e Personagens Humanos. Nunca você vai encontrar um maldito CÂNCER como Love Live, Ecchi, Moe ou essas porcarias que deveriam parar de existir de tão cancerígenas que todas elas onde eu me sinto cada vez mais burro assistindo elas.

Tem que ter algo para dizer, por mais que seja: “Ow, guerra é mó bad vibe” pode ser só isso, tenha algo a dizer e não somente seja um imecilóide que foi criado só para gerar brinquedos, mulheres para Otaku bater punheta e travesseiros que…

Enfim. É só pensar no motivo desses animes que eu gosto que eu vou para outro víeis e meu ódio por animes volta.

Angel -chan
Angel -chan
11 , Julho , 2019 21:20

Primeiramente:excelente post, por mais que meu top e escolhas sejam bem diferentes das suas kkkk.mas pelo meu gosto ser bem diferente. Kuzu no honkai não é pra mim, eu realmente não consegui gostar de quase nada nele,muitas coisas me incomodam, como a sexualição das personagens femininas e principalmente a professora… E o final dela com o professor achei pior ainda. Minha personagem favorita é a Moka, porque me identifico muuuito com o drama dela!acho que meu anime favorito do ano foi tsuki ga kirei, porque os outros foram mais continuações mesmo. Personagem feminina é a Hanamaru de love live. E masculino… O único que me veio a mente foi o protagonista de neet-juu no susume, gosto muito dele! Mas enfim, ficou muito bom o texto.

Weslley de Sousa
Reply to  Angel -chan
12 , Julho , 2019 0:28

A Sexualização não é exacerbada, eu sinto, porque a sexualidade é constantemente utilizada como um ponto degradante daquelas pessoas, sejam por personagens masculinos, seja pelos femininos, porque no fim das contas todo mundo é um ser humano terrível naquele anime e a discussão em torno dessa “ditadura do sexo” (Aliás, existe uma análise sobre isso, excelente, eu linkarei depois aqui) torna tudo no anime mais rico do que somente um soft porn. Ele tem algo a dizer.

Tsuki Ga Kirei eu não consegui gostar tanto porque me pareceu… “bonitinho demais” e com pouca coragem para ir além? Apesar de eu gostar quando obras são fechadas em seu próprio escopo – como por exemplo, Kuzu no Honkai. E nos personagens você me perdeu, eu não assisti esses animes, honestamente.

Otavio Sabino
Otavio Sabino
11 , Julho , 2019 21:20

de certa forma eu concordo com vc ate agora foi o melhor e mas bem elaborado

OtakuPT Staff Awards , minhas escolhas são diferentes , mas de certa forma eu concordo com suas escolha tbm , todas ali foram viáveis ficaram no mínimo no meu top 5 os citados acima , a única coisa pra mim que não tem discussão , e a surpresa do ano que pra mim foi sakurada reset.

Weslley de Sousa
Reply to  Otavio Sabino
12 , Julho , 2019 0:28

Eu a partir desse ano vou incrementar mais elementos de votações como o Felipe Soares fez, como Surpresas do Ano. E se eu tivesse que classificar uma como Surpresa do ano seria Made in Abyss, completamente.

Eu sou uma pessoa que vê plot twists vindo de longe e Made in Abyss não era surpresa, eu esperava. Mesmo assim, quando acontece, você não está preparado.

Otavio Sabino
Otavio Sabino
Reply to  Weslley de Sousa
12 , Julho , 2019 2:10

made in abyss pra mim não foi uma surpresa , eu meio que ja esperava que ele fosse muito bom.

Weslley de Sousa
Reply to  Otavio Sabino
12 , Julho , 2019 3:40

Ser bom ou não é relativo, eu nunca vou esperar algo ser bom mas pelo menos ter algo a dizer e comigo Made in Abyss desde o início parecia “fofo demais” para ser verdade e eu já estou vacinado desse estilo. Mas mesmo assim, as surpresas que ele faz ao longo da história são muito grandes.

Mr Zeidam
Mr Zeidam
11 , Julho , 2019 21:20

Agora sim uma análise interessante. Não concordo com certas escolhas, algumas por não ter assistido o anime, caso de Berserk, outras por não compartilhar da mesma opinião, como no caso do Ainsworth, mas consegui compreender os motivos e isso torna para mim uma premiação válida da Staff. Muito boas escolhas, parabéns pelo prêmio.

Weslley de Sousa
Reply to  Mr Zeidam
12 , Julho , 2019 0:28

Quais seriam as suas escolhas?

Baka Kawaii
Baka Kawaii
Reply to  Weslley de Sousa
12 , Julho , 2019 2:09

Pior anime do ano: Sem considerar alguns animes de 4 minutos, Ousama Game;
Anime decepcionante do ano: Gostei muito da escolha de elDLIVE, foi bem o que eu senti também, mas para mim o mais decepcionante foi Chain Chronicle: Haecceitas no Hikari;
Melhor filme/OVA do ano: Não tive contato com muitos filmes esse ano que passou, tanto é que só fui assistir No Game No Life: Zero esses dias, mas entre os que assisti, o melhor sem dúvidas foi Kizumonogatari III: Reiketsu-hen;

Melhor personagem masculino: Para mim, o melhor personagem masculino foi o Araragi Koyomi, de Kizumonogatari III e Owarimonogatari 2nd Season;

Melhor personagem feminina: Na minha opinião, foi a Sagiri Izumi, de Eromanga-sensei;

Melhor anime do ano: Eu nem precisei pensar muito para a escolha deste, que desde seu lançamento no inverno,se manteve na posição, e não caiu nem com o lançamento da segunda temporada de Owarimonogatari… Estou falando de Shouwa Genroku Rakugo Shinjuu: Sukeroku Futatabi-hen. Teve uma qualidade de direção maravilhosa, que trouxe o excelente enredo original do mangá ao seu apogeu, assim como sua prequela, do ano anterior.

A título de curiosidade, o melhor anime do ano sem levar em consideração as sequelas, foi para mim Juuni Taisen, adaptação da light novel do autor de Monogatari, com sua inigualável apresentação dos personagens a cada episódio.