Pacific Rim: The Black – Análise

Série anime que tem como base a franquia Pacific Rim estreou nesta quinta-feira (04) na Netflix.

Nesta quinta-feira estreou no catálogo da Netflix o anime Pacific Rim: The Black, série anime que tem como base a franquia de filmes live-action Pacific Rim (Batalha do Pacífico/Circulo de Fogo).

Esta série anime tem animação pela Polygon Pictures (Drifting Dragons , Transformers: Robots in Disguise, Ajin, Knights of Sidonia) e produção de Craig Kyle e Greg Johnson são os produtores da série na Legendary Entertainment.

A história da série segue dois irmãos – um adolescente idealista e a sua irmã mais nova ingénua – que são forçados a pilotar um Jaeger abandonado numa paisagem hostil numa tentativa desesperada de encontrar os seus pais desaparecidos.

Diferente dos acontecimentos dos filmes em que esta série se baseia, Pacific Rim: The Black possui uma historia mais contida em seus sete episódios, servindo como apresentação de universo e dos personagens de uma historia que poderá se tornar maior no futuro. Os irmão Taylor e Hayley Travis são como os orelhas do publico para o universo apocalíptico em que se encontra algumas regiões da Austrália e os perigos que envolvem não só os Kaijus. No decorrer dos episódios são deixadas diversos plots que poderão ser explorados no futuro, mas que talvez não agrade a todos por seguir para um lado mais fantástico. Este lado fantástico da anime pode ser inclusive a faca de dois gumes da série, já que ela pode ir para um lado que pode conflitar com o universo da franquia se não for bem desenvolvida.

Pacific Rim The Black screenshot 2

Uma das coisas que mais gostei na série foi a forma como eles exploram algumas coisas que existem no universo dos filmes, mas que no anime estas coisas ganham um destaque maior. Coisas como o uso exagerado da conexão neural entre pilotos e pilotagem solo de um Jaeger, que foram pouco exploradas nos filmes, ganham um peso maior dentro da historia do anime e abrem a possibilidade de serem explorados futuramente na série de uma forma mais incisiva.

A animação destes seis episódios são bastante satisfatórias e em diversos momentos nem cheguei a perceber que era utilizada animação em Cgi. A movimentação dos personagens humanos não é tão truncada em comparação a outras produções recentes nesse estilo, mas chega a incomodar um pouco quando estão correndo. Já as lutas entre Jaeger e Kaijus não são ruins, mas não existe um peso na movimentação deles. Outro ponto negativo foi uma animação muito esquisita nos primeiros episódios quando na cena havia poeira levantando.

Não sei se o que irei relatar aconteceu apenas comigo, mas quando foi assistir ao anime não estava disponível a dublagem da série para a língua japonesa. Assisti ao anime então com a dublagem em inglês e gostei do trabalho de voz que foi realizado nos personagens. Já a trilha sonora da série parece que tenta se utilizar de uma versão bem vaga do tema principal da franquia, porém em nenhum momento existe um tema musical que realmente chama a atenção.

Em seu sete episódios Pacific Rim: The Black traz uma historia original e que apresenta algo que pode se tornar maior dentro do universo dos filmes criado por Guillermo del Toro, ainda assim alguns coisas dentro da historia pode não agradar a todos por trazer uma lado mais fantástico para a franquia. A animação da Polygon Pictures é bastante satisfatória, apesar dos personagens se moverem de forma menos truncada que outras produções e da entre Jaeger e Kaijus não terem peso. No geral, está produção conseguiu ser muito melhor do que esperava e traz boas expectativas para a expansão de universo da franquia Pacific Rim.

Série anime Pacific Rim: The Black em 2021 na Netflix

Um fã de animes, cinema, games, séries e com um gosto musical incomum. Membro brasileiro do OtakuPT e estudante de Processos Fotográficos.