Porque devemos dizer Animé e Mangá

Mangá ou manga? Animé ou Anime?

Ao longo destes anos sempre foi algo que me questionaram, quer nos vídeos ou até em eventos, a maneira como escrevo ou pronuncio Animé e Mangá.

Como podem constatar as editoras utilizam sempre o termo “mangá” e emissoras como RTP e Netflix nas suas descrições utilizam “animé”, tal não está relacionado com “achismos” mas sim com o facto de estas identidades seguirem as regras do português.

Quem melhor explica a utilização desta grafia é a própria Sendai Editora (nova editora portuguesa que podem visitar aqui), onde no seu site podemos ler:

Na língua japonesa, a sílaba tónica é oxítona. Como a língua portuguesa tem acentos para indiciar a tonicidade, é melhor usarmos para definir a palavra.

O mesmo se aplica a “animé” como podem constatar no dicionário português aqui, sendo que a grafia no Brasil passa para “animê”.

Aliás no dicionário podem constatar que “animé” é uma palavra masculina, razão pela qual dizemos “o animé” e não “a anime”.

O termo anime para designar um meio é um estrangeirismo relativamente recentemente importado do japonês. Fica a nota que também pode ser utilizada a palavra anime, no entanto, esta deve ser colocada em itálico ou entre aspas, de forma a indicar o seu estatuto de estrangeirismo, ao mesmo tempo que se lhe atribui a pronúncia com e final aberto.

Anime é um desenho à mão e animação digital originária do Japão. No Japão e em japonês, anime (um termo derivado da palavra inglesa animação) descreve todas as obras animadas, independentemente do estilo ou origem. No entanto, fora do Japão e em inglês, anime é coloquial para a animação japonesa e refere-se especificamente à animação produzida no Japão. A animação produzida fora do Japão com estilo semelhante à animação japonesa é conhecida como animação influenciada por anime.

Fundou o OtakuPT em 2007 e desde então já escreveu mais de 40 mil artigos sobre anime, mangá e videojogos.