Série anime Dragon Ball é proibida em Espanha devido a discriminação de géneros e estereótipos sexistas

Um reflexo de era moderna

A série Dragon Ball foi recentemente barrada por um canal de televisão na região espanhola de Valência. Um representante do canal explicou que estes desenvolvimentos foram tomados em consideração à legislação local de género que proíbe a exibição de “conteúdo que incentive a discriminação de género através de estereótipos e papéis sexistas”.

No início de março de 2021, após uma campanha de fãs solicitando que o canal de televisão estatal À Punt voltasse a transmitir a série, a deputada do Compromís Mónica Àlvaro enviou uma carta à Direção-Geral da Sociedad Anónima de Medios de Comunicación para voltar a incorporar no canal regional a série de Bola de Drac, o nome de oficial de Dragon Ball em valência.

A 23 de março, Alfred Costa, o diretor-geral de À Punt Mèdia informou à Comissão de Rádio e Televisão Valenciana que o canal não transmitiria Bola de Drac devido ao elevado custo de licenciamento da série e não corresponder aos regulamentos da região no que toca a respeito da igualdade de género na programação infantil, isto sem contar que também contem momentos de nudez e violência.

De acordo com o artigo 5.º da Lei 6/2016 da Generalitat Valenciana, as redes de televisão devem “adotar autorregulação e códigos de conduta que visem transmitir o princípio da igualdade excluindo conteúdos sexistas, especialmente na programação infantil e juvenil.”

A Generalitat Valenciana também afirma que os meios de comunicação públicos devem apresentar “Igualdade de tratamento e oportunidades entre homens e mulheres, o uso de uma linguagem não sexista e a garantia de uma imagem plural e não plural de estereótipos de homens e mulheres”.

O documento permite ainda a “intervenção profissional especializada no domínio da igualdade e o estabelecimento de filtros e garantias de rejeição de sexistas, com especial atenção para as dirigidas a crianças e jovens, tanto em programas como na publicidade, com a colaboração do Observatório de Publicidade Não Sexista da Generalitat Valenciana.
Também ordena às emissoras que “descartem os conteúdos que incentivem a discriminação de género através de estereótipos e papéis sexistas”.

Apesar de acreditarem que Dragon Ball promove o sexismo e a discriminação de género, a À Punt Mèdia, referiu alguns efeitos positivos como Milk (Chichi/Kika) que se inscreve num torneio de artes marciais, e Bulma, a jovem cientista que ajuda Goku e os seus amigos, dezenas de vezes nesta aventura. No entanto, também destacou efeitos negativos quando esta é abordada pelo Tartaruga Genial e as suas perversidades. Embora Bola de Drac esteja oficialmente barrada na televisão, a mesma continuará a estar disponível em DVD, para já não será proibida a sua venda neste país.

Estes efeitos apenas são referentes à saudosa série original de Dragon Ball de 1986, (que já foi exibida na íntegra várias vezes durante os anos 90 no país), mas é possível que se estendam às seguintes, tais como Dragon Ball Z, Dragon Ball GT, e Dragon Ball Super.

Vindo de vários mundos e projetos, juntou-se à redação do Otakupt, pronto para informar todos os leitores com a sua experiência nas várias áreas da cultura alternativa. Assistiu de perto ao nascimento dos videojogos em Portugal, até à sua atualidade. Devora tudo o que seja japonês (menos a gastronomia), mas é também é adepto de grandes histórias e personagens sejam essas produzidas em qualquer parte do globo terrestre.