Minha primeira vez no Festival do Japão de São Paulo

Realizado entre os dias 15, 16 e 17 de julho na cidade de São Paulo, ocorreu mais uma edição do Festival do Japão. O evento retornou em sua versão presencial após dois anos por causa da pandemia e existia uma grande expectativa para o retorno do público ao evento. Essa expectativa também existia em mim, afinal está foi a primeira vez em que fui ao evento.

Existem diversos eventos que levam o nome Festival do Japão em diversas cidades e estados no Brasil, porém o principal evento com este nome ocorre na cidade de São Paulo, um dos principais redutos da colônia japonesa no Brasil, é em sua 23° edição teve a oportunidade de trazer o lado tradicional e da modernidade do Japão para um público que estava ansioso para o retorno dos eventos.

Como dito no final do primeiro parágrafo, esta foi a primeira vez que fui presencialmente para o Festival do Japão de São Paulo. Já conhecia a popularidade do evento e de sua grande organização que envolve muitos voluntários e tive a oportunidade de ver pessoalmente que a organização do evento funciona como um relógio. Logo quando cheguei no local dos ônibus do evento, no período da tarde de sábado,fiquei impressionado com o tamanho da fila para subir nos transportes. Já estava na expectativa de ter de esperar muito tempo até chegar ao São Paulo Expo, mas fui surpreendido pela velocidade em que o público era acomodado nos ônibus, que rapidamente saiam. Da mesma forma ocorreu quando o transporte chegou ao local do evento, o público recebia logo a indicação de onde deveria ir e, dependendo do tipo de ingresso ou credenciais, o voluntário já falava abertamente para onde qual fila a pessoal iria pegar. 

Diferente de um evento de anime ou de um evento voltado a cultura pop, o Festival do Japão é plenamente voltado a um misto do lado cultural e do lado comercial do Japão. O lado cultural pode ser visto por todo o evento através da ambientação e dos adereços usados, também havia estandes com conteúdos específicos da cultura japonesa. Em um estande havia, com uma certa frequência, a realização de uma cerimônia do chá ocorrendo diante do público. Em um outro local havia uma exposição de flores em estilo Ikebana, um estilo de arranjo de flores originário da Índia mas que possui grande destaque no Japão. 

Cerimônia do chá sendo realizada diante do público.

A comida japonesa também possuía um grande destaque dentro do evento. Além de uma grande praça de alimentação, que estava bem movimentada, havia um pequeno local em que algumas pessoas estavam recebendo um tipo de palestra sobre a história e os tipos de arroz. Achei interessante o pouco que assisti desta palestra por também haver um momento de degustação de uma pequena porção do alimento. Além de alimentos para serem comidos na hora, havia também diversos estandes vendendo produtos que poderiam ser consumidos em casa.

O lado musical da cultura japonesa também possuía seu destaque no evento, foi possível ver uma apresentação de Taiko sendo realizado no meio do pavilhão do evento e com todo o público entusiasmado com o ritmo e as batidas dos tambores. Já no final do pavilhão havia uma área mais fechada com um grande palco, neste local estavam sendo realizadas apresentações musicais, incluindo temas de animes e Tokusatsu. Logo que cheguei ao local tive a oportunidade de ver um pouco da apresentação do cartor Anísio Mello Júnior cantando a versão de português brasileiro do tema da série Kamen Rider Kuuga e depois a música We Gotta Power, abertura do anime Dragon Ball Z.

Posso dizer que o lado comercial estava em todo o lado do Festival do Japão, haviam estandes de diversas marcas japonesas famosas. Além dos estandes de comidas, havia muitos estandes de produtos diversos, alguns produtos tenho certeza que não tinham nenhuma relação com a temática do evento. Achei interessante que no evento havia também produtos de comida brasileira e até portuguesa.

Apesar deste evento ser voltado a cultura japonesa, o lado pop acabou sendo deixado um pouco no cantinho do evento. Conhecido como Akiba Space, a área de cultura pop do Festival do Japão era relativamente bem pequena e com poucos estandes. Mesmo com um estande reduzido da Editora JBC, em comparação com o grande estande da editora no Anime Friends SP, a área pop do evento tinha até bastantes cosplayers circulando. Ainda assim, achei estranho que (mesmo com diversas empresas de animes, mangas e jogos no Brasil) a área que poderia atrair o público jovem ao evento acabou sendo justamente o ponto baixo dele.

Um arranjo de flores em estilo Ikebana que estava em exposição no Festival do Japão.
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KibaD
Kiba
18 , Julho , 2022 20:18

estava incrivel !