Kate – Análise

Filme lançado na Netflix mistura a tradição dos filmes de ação, modernas coreografias de luta e cultura pop japonesa.

Lançado mundialmente no catálogo da Netflix no dia dez de setembro, o filme Kate foi uma grata surpresa para os fãs de filmes de ação e da cultura pop japonesa.

O longa possui direção de Cedric Nicolas-Troyan (diretor de segunda unidade de Maleficent), roteiros de Umair Aleem, produção de David Leitch (Jonh Wick), fotografia de Lyle Vincent, edição e montagem de Sandra Montiel e Elísabet Ronaldsdóttir e trilha de Nathan Barr.

No elenco do filme temos Mary Elizabeth Winstead como Kate, Miku Martineau como Ani, Woody Harrelson como Varrick, Tadanobu Asano como Renji, Jun Kunimura como Kijima, Michiel Huisman como Stephen, Miyavi como Jojima e Kazuya Tanabe como Shinzo.

Após ser envenenada de forma irreversível, uma assassina implacável tem menos de 24 horas para se vingar.

KATE (2021) Mary Elizabeth Winstead (“Kate”), Miku Martineau (“Ani”)

“Japão, um país que mistura tradição e modernidade”. A frase que inicia esse texto é um dos maiores clichês em reportagens relacionadas ao país asiático, mas imagine um filme que mistura a tradição dos filmes de ação junto de modernas coreografias de luta. Rapidamente vem em mente filmes como Jonh Wick, Atômica e Bourne, mas a produção, roteiro e a cultura pop japonesa fazem com que Kate consiga o seu lugar ao sol junto a nova geração de filmes de ação.

O longa se utiliza do clássico plot em que o protagonista parte em busca de vingança em uma missão suicida e descobre seu lado humano junto a um personagem que salvou em sua jornada, mas a temática sobre família acaba sendo algo que o filme consegue abordar muito bem no seu decorrer. O filme possui um roteiro muito bem amarrado e de certa forma mistura os diversos conceitos de família, incluindo a forma familiar da Yakuza japonesa. Tudo isso em volta de diversas cenas de ação envolvendo muito tiroteio e lutas bem coreografadas. O único ponto negativo em relação ao roteiro foi uma determinada bebida que a protagonista queria no decorrer do longa aparecer do nada antes da missão final, mas isso é um incômodo particular meu e que em nada reduz o quão boa a história do filme é.

Em questões técnicas Kate consegue ser impecável. A fotografia do longa é bastante colorida em ambientes do Japão moderno, já em ambientes tradicionais a fotografia possui uma coloração mais limpa e clara. O filme também se utiliza de câmeras mais abertas em diversos momentos, sendo possível ver todo o ambiente em que o personagem se encontra e gerando imagens muito bonitas. O tradicional e o moderno também estão na trilha sonora do longa, que vai desde as tradicionais músicas, ao JPop e o JRock. Sem falar que quem é fã de animes ou de JRock vai ficar surpreso em duas cenas do longa.

Mesmo não sendo baseada em nenhuma obra de anime e manga, Kate merece ser assistido por quem gosta da cultura pop japonesa ou por quem deseja ver um simples filme de ação. Com uma história envolvendo vingança e família, o longa possui um roteiro muito bem amarrado, cenas de ação bem produzidas e com lutas bem coreografadas. Sem falar da trilha sonora que mistura a música tradicional, o Pop e o Rock japonês.

Um fã de animes, cinema, games, séries e com um gosto musical incomum. Membro brasileiro do OtakuPT e formado em Processos Fotográficos.