O documentário sobre Hiroshima e Nagasaki que os U.S.A queriam esconder

Fazem hoje 65 anos desde que foi realizado o primeiro ataque com uma bomba atómica. O alvo? A cidade japonesa de Hiroshima.

Hoje em Hiroshima pelas 08:15 cumpriu-se 1 minuto de silêncio pelas mais de 140000 pessoas que a bomba lançada pelos Estados Unidos em 1945 matou. Este ano, pela primeira vez passados 65 anos esteve presente nas cerimónias um representante dos U.S.A.

O que muitos não sabem é que os U.S.A. tentaram durante décadas manipular os acontecimentos e consequentemente a opinião pública

Logo após os ataques a Hiroshima e Nagasaki os japoneses começaram imediatamente a realizar um documentário sobre os efeitos de um ataque nuclear a humanos. Quando as tropas americanas chegaram a Nagasaki, encontraram um operador de câmara da legendária companhia Nippon Eiga Sha a filmar no meio dos escombros, prenderam-no e confiscaram o filme. Quando os americanos permitiram a continuação das filmagens garantiram que eles seriam os produtores, adquirindo assim os direitos sobre o filme e claro o direito de esconder o filme durante décadas.

O documentário “The Effects of the Atomic Bomb on Hiroshima and Nagasaki” foi assim o único documentário filmado imediatamente após os ataques, mostrando a realidade dura e crua e as milhares de pessoas envenenadas por radiação que ainda estavam vivas.

Quando o filme foi terminado tinha 22 minutos e era narrado em inglês tentando relativizar os acontecimentos.

Só passadas muitas décadas é que o filme foi descoberto, no entanto o material original e os negativos ainda estão por descobrir.

O que muitos não sabem é que entre 1945-1998 aconteceu em média uma explosão nuclear a cada 96 dias (2,053 explosões), em baixo fica um vídeo de Isao Hashimoto que compila as explosões que ocorreram entre 1945-1998.