
Em 2025, os habitantes de Tóquio entregaram à polícia metropolitana um total de 4,59 mil milhões de ienes (25 milhões de euros) em dinheiro esquecido ou perdido, o valor mais elevado de sempre, segundo dados da Fuji News Network. O ano anterior já tinha sido recorde, com 4,49 mil milhões de ienes, mas 2025 voltou a superar essa marca.
Do total entregue, cerca de 3,2 mil milhões de ienes foram devolvidos aos respetivos donos. Aproximadamente 590 milhões de ienes foram atribuídos a quem encontrou o dinheiro, como prevê a lei japonesa, que garante ao descobridor uma recompensa entre 5% e 20% do valor caso o proprietário apareça, e 680 milhões de ienes reverteram para os cofres do governo metropolitano.
O número total de objetos entregues à polícia chegou aos 4,54 milhões, o mais alto desde que existem estatísticas, em 1940. O aumento de turistas estrangeiros e a proliferação de pequenos dispositivos eletrónicos, como auriculares sem fios, são apontados como dois dos principais fatores para este crescimento. O número de pessoas que apresentaram queixa de objetos perdidos também atingiu um máximo histórico, com cerca de 1,1 milhões de registos.
Entre as esquadras, a do Aeroporto de Tóquio foi a que recebeu mais objetos entregues (128.892), seguida da esquadra de Tachikawa (122.597) e da de Shinjuku (100.839). Já em termos de dinheiro, foi a esquadra de Shibuya que registou o montante mais elevado: 148 milhões de ienes.
Quanto ao tipo de objetos mais frequentemente perdidos, os cartões de crédito, cartões bancários e cartas de condução lideram a lista, com cerca de 820.000 itens. A seguir surgem títulos e certificados de valores mobiliários (cerca de 470.000), vestuário e calçado (460.000), aparelhos elétricos (400.000) e carteiras (340.000).
Os dados reforçam aquilo que vários estudos internacionais têm vindo a documentar: o Japão está entre os países com maior taxa de honestidade cívica no que toca a objetos perdidos. Mais de 70% dos casos de dinheiro entregue à polícia tiveram origem em espaços públicos, incluindo situações em que clientes se esqueceram do troco em caixas de self-checkout em supermercados.








