Janeiro e fevereiro foram meses decentes, Resident Evil Requiem chegou mesmo no final, com críticas muito positivas. Mas março é outra coisa. O calendário de lançamentos do próximo mês é um dos mais carregados em anos, com pelo menos cinco títulos que têm sérias hipóteses de figurar nas conversas de fim de ano, mais uma série de remakes, remasterizações e spin-offs que vão ocupar qualquer tipo de jogador. Há algo para quem joga em PC, PS5, Xbox, Switch 2 e até nos equipamentos mais antigos.
World of Warcraft: Midnight — 2 de março (PC)
A décima primeira expansão de World of Warcraft é também aquela que mais parece um regresso às origens desde Legion. Midnight leva os jogadores de volta a Quel’Thalas, a pátria dos Elfos do Sangue, uma das zonas mais aguardadas da história do jogo, num contexto de invasão que ameaça mudar tudo para sempre. A Blizzard prometeu uma reformulação profunda da progressão, novos sistemas de aprendizagem para jogadores novos e um enredo que vai finalmente dar aos Blood Elves o tratamento narrativo que a comunidade há muito exige.
Para quem abandonou WoW há anos, Midnight pode ser a desculpa para regressar. Para quem nunca saiu, é provavelmente o lançamento de expansão mais antecipado desde Wrath of the Lich King.
Legacy of Kain: Defiance Remastered — 3 de março (PS5, Xbox, PC)
Legacy of Kain: Defiance foi lançado em 2003 como a grande conclusão de dois arcos narrativos paralelos, Raziel e Kain, ambos a convergir para um confronto prometido durante anos. O jogo original tinha os seus problemas de câmara e combate, mas a narrativa escrita por Amy Hennig (mais tarde criadora de Uncharted) era considerada um dos pontos altos de toda a saga.
Esta remasterização chega depois do relançamento de Soul Reaver 1 e 2, completando a trilogia de remasters da Crystal Dynamics. Para quem ainda não conhece a série, há uma razão pela qual os fãs levam décadas a pedir o regresso de Legacy of Kain: poucas sagas do género envelheceram tão bem a nível de escrita.
Scott Pilgrim EX — 3 de março (PS5, Switch, Xbox, PC)
Scott Pilgrim vs. The World: The Game foi um dos beat’em up mais amados do início da década de 2010, e também um dos jogos mais difíceis de encontrar durante anos, depois de ter sido retirado das lojas digitais por razões de licenciamento. Scott Pilgrim EX é a versão expandida e definitiva desse jogo, com conteúdo novo, melhorias visuais e o regresso da banda sonora original dos Anamanaguchi.
Para quem nunca jogou, é a oportunidade perfeita. Para quem já jogou, é a versão que devia ter existido desde o início.
Marathon — 5 de março (PS5, Xbox, PC)
Marathon é, provavelmente, o lançamento mais arriscado de março, e talvez de todo o primeiro semestre de 2026. A Bungie, depois de anos de turbulência interna e da venda à Sony, está a apostar a sua reputação num extractor shooter que revive o nome de uma das franquias fundadoras dos FPS nos anos 90 e traz com ela décadas de expectativa acumulada. O jogo decorre em Tau Ceti IV, onde jogadores no papel de Runners vão em busca de equipamento e dados num planeta cheio de outros Runners igualmente motivados a não deixar sair ninguém vivo.
A arte visual é inconfundível, uma estética cyberpunk marcada e distinta. O gunplay da Bungie é, por consenso, um dos melhores da indústria. A questão é se Marathon consegue sustentar uma base de jogadores num género cada vez mais saturado, especialmente depois do impacto de Arc Raiders. O lançamento a 5 de março vai responder a isso depressa.
Planet of Lana 2: Children of the Leaf — 5 de março (PS5/4, Xbox, Switch 1/2, PC)
Planet of Lana, lançado em 2023, foi uma das surpresas mais agradáveis desse ano: um jogo de plataformas e puzzles com uma direção artística belíssima, uma narrativa emocional sobre invasão alienígena e uma relação entre protagonista e companheiro que conseguiu o que poucos jogos conseguem, fazer o jogador preocupar-se genuinamente com ambos.
Children of the Leaf retoma a história dois anos depois, com Lana e o seu companheiro felino Mui de volta a enfrentar ameaças que desta vez tocam na alma do próprio planeta. Para quem jogou o primeiro, já sabe o que esperar em termos de qualidade.








