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    Bungie declara guerra à batota em Marathon com bans permanentes

    Bungie publicou um documento detalhado a explicar como vai proteger Marathon e a mensagem é clara

    Marathon chega a 5 de março de 2026, mas a Bungie já começou a preparar o terreno para um dos maiores desafios de qualquer extraction shooter: manter os batoteiros fora do jogo. Num blog post publicado esta semana, o estúdio detalhou as medidas técnicas e de segurança que vai implementar, com especial destaque para uma política de tolerância zero que não deixa margem para dúvidas.

    “Estamos a tomar uma posição firme contra a batota e qualquer pessoa que for apanhada a fazer batota ou a desenvolver cheats será permanentemente banida do Marathon para sempre, sem segundas oportunidades”, lê-se no comunicado oficial. Haverá um sistema de recursos para casos em que a deteção falhe, mas a postura geral é de tolerância zero à primeira infração.

    Por trás desta política, há uma arquitetura técnica construída especificamente para dificultar a vida aos batoteiros. O Marathon vai funcionar com servidores dedicados que têm autoridade total sobre as ações mais críticas do jogo: movimento, disparo, inventário e interações com o ambiente. Isto significa que o servidor, e não a máquina do jogador, decide o que acontece em cada momento, tornando cheats como teleportação, munição infinita ou manipulação de dano muito mais difíceis de executar.

    O segundo pilar da segurança é um sistema de fog of war que corre do lado do servidor e limita as regiões do mapa que cada cliente conhece em cada momento. Na prática, isto serve para combater os wall hacks e os ESP cheats (cheats que revelam a localização de itens ou inimigos através de paredes), um dos problemas mais persistentes no género. O anticheat BattlEye, já utilizado em jogos como Fortnite, Rainbow Six Siege e Destiny 2, também está integrado.

    Chris Butcher, diretor técnico do jogo, sintetizou o objetivo: “Queres saber que o campo de jogo é nivelado. Toda a informação que recebes tem de ser precisa e exata”.

    E Eamon McKenzie, diretor de engenharia, foi mais direto ainda: “O mundo de Tau Ceti IV é um lugar perigoso. Deves morrer porque Tau Ceti IV e outros jogadores te apanharam, ou porque tomaste uma má decisão. Estas são as coisas que temos de acertar se estamos a fazer um jogo neste género. É inegociável”.

    Arc Raiders e problemas do género

    O timing deste anúncio não é coincidência. O Arc Raiders, da Embark Studios, o principal concorrente direto do Marathon no mercado dos extraction shooters, tem estado no centro de várias polémicas recentes, desde exploits de duplicação de itens até críticas à forma como o estúdio lida com os batoteiros.

    A política da Embark funciona por etapas, primeiro banimento de 30 dias, segundo de 60 dias, e só ao terceiro é que o banimento se torna permanente. Muitos jogadores consideram esta abordagem demasiado permissiva, e a Bungie parece estar deliberadamente a posicionar-se como a alternativa mais severa e, para muitos, mais credível, nesta matéria.

    Para além das medidas anti-cheat, o comunicado abordou outro problema recorrente nos extraction shooters: as desconexões a meio de uma run. Marathon vai suportar reconexão durante a partida, se um jogador perder a ligação, o seu personagem permanece no mundo e pode ser protegido pelos companheiros de equipa enquanto o jogador tenta voltar.

    Num cenário em que a desconexão seja causada por problemas nos servidores da própria Bungie, o estúdio comprometeu-se a tentar devolver o equipamento inicial a todos os jogadores afetados. Não o espólio recolhido durante a run, mas pelo menos o que o jogador levou para dentro, o que, em extraction shooters onde o equipamento representa horas de investimento, já é uma garantia significativa.

    O comunicado termina com um compromisso que soa a promessa de longo prazo: “A segurança e as redes serão uma conversa contínua com a comunidade do Marathon”.

    Antes do lançamento oficial a 5 de março, os jogadores terão a oportunidade de experimentar o jogo no Server Slam, um evento de teste aberto que começa a 26 de fevereiro. A recepção a estas medidas de segurança tem sido positiva entre os fãs do género, embora, como em todos os jogos online, o verdadeiro teste só se faça quando os servidores encherm.

    Helder Archer
    Helder Archer
    Fundou o OtakuPT em 2007 e desde então já escreveu mais de 60 mil artigos sobre anime, mangá e videojogos.

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