Finalmente com a Playstation 5 podemos mergulhar na “guerra fria” em Call of Duty: Black Ops Cold War, a sequela do original Call of Duty: Black Ops e uma forte aposta da Activision com a promessa de muito conteúdo gratuito pós-lançamento, eventos para a comunidade e uma forte integração em todo o ecossistema de Warzone.

Desenvolvido pela Treyarch e Raven Software, este é Call of Duty: Black Ops Cold War é o 6º jogo da série Black Ops e o 7º de Call of Duty. O jogo é não só uma sequele direta de Call of Duty: Black Ops (2010) como é igualmente uma prequela direta de Call of Duty: Black Ops II (2012).

Muitas das vezes este tipo de jogos mais vocacionados para o multiplayer têm tendência a deixar de lado uma boa campanha singleplayer mas em Call of Duty: Black Ops Cold War é notório o esforço em criar uma história empolgante e de investigação bem enquadrada com a época em que a ação acontece.

Estamos no início dos anos 80 e tendo inspiração em eventos reais durante a campanha vamos passar por locais emblemáticos como Berlim Oriental, Vietnam, Turquia, e a sede da KGB soviética. Em 1981, Presidente Ronald Reagan toma conhecimento de Perseus, um espião soviético que faz parte de uma suposta conspiração, e autoriza uma operação clandestina, liderada pelo operador da CIA Russell Adler e pela sua equipe SAD/SOG, para capturar Perseus.

Na sua equipa encontramos os veteranos da CIA Alex Mason, Frank Woods e Jason Hudson aos quais se junta o jogador que dá pelo nickname de Bell. Depois de uma breve introdução ao contexto do jogo somos convidados então a traçar o nosso perfil, sendo dada a opção ao jogador de escolher o seu nome, sexo, passado e até características de comportamento sendo que algumas se traduzem em “perks” no campo de batalha, como por exemplo mais estabilidade ou velocidades de disparo aumentada.

Sem dar spoilers, ao bom estilo da guerra fria, nem tudo é o que parece e somos convidados a participar numa operação de investigação sendo dada a liberdade ao jogador de repetir algumas das missões que já fez anteriormente, aliás vamos ter flashbacks de missões executadas no passado e que servem não só para percebermos melhor o que está a acontecer como também para conhecer a história dos nossos companheiros de armas e com eles criar laços. Fiquem também atentos ao ambiente pois detetamos muitos easters eggs escondidos no jogo e até um personagem de um outro jogo da franquia.

A história é tensa, envolve o mundo da espionagem e enquadra-se muito bem com a paranoia vivida nos anos 80. Não é a campanha mais longa num jogo deste género, mas é divertida e interessante.

Os jogadores que gostarem de roleplay vão apreciar todos os mistérios e enigmas que podem resolver no jogo, alguns mais óbvios, outros vão implicar um pouco mais de imaginação. Ao longo do jogo vai ser dada a hipótese de fazerem algumas escolhas e por isso devem saber que o modo campanha tem múltiplos fins de acordo com as escolhas que fazem.

Graficamente na Playstation 5 com o ray tracing ativado Call of Duty: Black Ops Cold War é bem competente em recriar as selvas do Vietname ou os subúrbios da Turquia, indo o destaque para a sua iluminação. As armas estão bem recriadas e transmitem uma sensação bem diferenciada entre elas.

Outros dos destaques vai para a sonoplastia de Call of Duty: Black Ops Cold que está excelente. Para além de faixas musicais da época que muitos de vocês vão reconhecer imediatamente, todos os efeitos sonoros do jogo estão muito bem conseguidos criando um impacto no gameplay.

Como estamos a falar da Playstation 5 é com agrado que vemos que o seu Dualsense não foi esquecido. Para além dos impactos que nos são transmitidos pelo feedback háptico, os gatilhos adaptaveis são uma das estrelas do gameplay. Diferentes armas transmitem diferentes sensações nos gatilhos, sendo até possível distinguir a arma que estamos a utilizar pela resistência do gatilho e o ritmo de fogo e dificuldade em controlar a arma são muito bem replicados nos gatilhos.

Claro está que os gatilhos adaptáveis contribuem muito para a imersão, mas muito provavelmente os jogadores competitivos vão querer desativar essa opção no menu de jogo, já que a simulação de resistência dos gatilhos significa um acréscimo de milésimos de segundo que vão demorar a pressionar o gatilho.

Outra coisa que Call of Duty: Black Ops Cold vai permitir também na Playstation 5 e que será muito útil no multiplayer é a modificação do Field of View (FOV) permitindo assim aumentarem a área que estão a ver e ganhar uma maior perceção do que está à vossa volta.

Por falar em multiplayer, Call of Duty: Black Ops Cold é basicamente mais um Call of Duty, se já jogaram os anteriores, já fazem uma boa ideia do que vão encontrar. Temos a personalização e gameplay típicos sendo que num jogo deste género será a própria comunidade a fazer o julgamento final se este modo vai fazer sucesso ou nem por isso, principalmente no que toca a mapas e equilíbrio das armas. Ficamos também com a impressão de que os movimentos estão mais rápidos e ainda falta fazer alguns ajuste de poder de fogo em algumas armas..

E claro temos Zombies!!! A história não está tão rebuscada, a ação está mais assustadora, diremos até com mais gore que anteriormente, e claro pegam no vosso operador e tentam sobreviver aos mortos vivos.

Em conclusão Call of Duty: Black Ops Cold War está bem conseguido, a campanha single player é interessante e não vão querer passar ao seu lado, graficamentre é bem competente com o ray tracing e a parte sonora está ainda melhor, é imersivo, mas tal como todos os jogos de Call of Duty a palavra final é agora da comunidade que vai ditar se o jogo é um sucesso ou vai ser mais um daqueles que vai cair no esquecimento.