Os videojogos, são indiscutivelmente os media atuais mais bem-sucedidos em todo o mundo. Mesmo perante um mundo pandémico, o seu sucesso não abrandou, pelo contrário, até diríamos que cresceu isto porque o mundo descobriu ou redescobriu o requinte da 8.ª arte na segurança do seu lar. A mesma além de possuir um recorte que a separa de qualquer outra arte -porque semanticamente é uma fusão de todas as 7 artes combinadas- também é detentora de diversos géneros e valores. Ao longo deste artigo, vamos viajar por alguns destes e descobrir quais foram os jogos que transitaram este média para o próximo nível, e receberam mais destaque e consequentemente vendas.

SUPER MARIO BROS. – É impossível falar de qualquer tema relacionado com videojogos sem referenciar, o jogo que não só revolucionou a indústria como a revitalizou, e todo o universo que se gerou desde então foi devido a esta simpática personagem. Super Mario Bros. é possivelmente o jogo mais influente de sempre nos videojogos, criado por Shigeru Miyamoto, e lançado em 1985, foi o responsável pela venda de milhares de Nintendo Famicom (NES nos restantes territórios), e revitalizar a indústria depois do “crash” de 1983 gerado pelo jogo E. T.  The Extra-Terrestrial. Embora o sorridente canalizador, tenha iniciado a sua carreira como carpinteiro, foi com Super Mario Bros. que atingiu a ribalta, o seu emprego como canalizador, e o seu merecido destaque. Super Mario Bros. foi também o responsável por popularizar o scrolling horizontal, e até a introdução dos níveis propriamente ditos, visto que a maioria dos jogos na altura eram apenas jogados num único ecrã. A série Super Mario Bros. ao longo da história também se revelou como um das mais consistentes e revolucionárias. Ao contrário do seu ex-rival azul supersónico, nunca sofreu abalos, soube moldar-se em todas as suas eras, e foi responsável até por popularizar os mundos em 3D, dentro e fora do panorama dos jogos de ação e plataformas. Super Mario Bros. é uma série tão simples, vanguardista e consistente que só mesmo o próprio Shigeru Miyamoto conhece a verdadeira fórmula para o seu sucesso.

Street Fighter – Por mais elogios que deem a esta série, nunca serão suficientes para enaltecer o seu contributo para esta indústria. O primeiro jogo em 1987 conquistou os jogadores nos salões de arcadas e foi considerado um grande sucesso. Contudo, 4 anos mais tarde, nenhuma alma neste mundo estaria preparada para um verdadeiro big-bang que até transitou a franquia para os outros palcos. Indiscutivelmente Street Fighter II, foi o primeiro produto multimédia da indústria dos videojogos, embora tenha sido primordialmente concebido para revitalizar as arcadas, conseguiu também o feito de se tornar numa autêntica marca e era comum encontrar o seu nome em qualquer produto. Dos salões de arcadas até às séries de animação, filmes, comics, autocolantes, roupa, etc. A sua popularidade foi tanta que não parou de crescer de revisão em revisão, e de sequela até sequela principalmente na década de 90. Contudo, no virar e início deste milénio tanto a série como o género perderam o seu fulgor. Se não fosse o contributo incessante de uma pelicular figura, e a emulação do sucesso da sua segunda parte no quarto jogo, os “World Warriors” poderiam já estar esquecidos. Durante o início deste milénio os jogos de combate perderam imenso destaque nesta indústria, pois o mundo descobriu modelos de jogo mais imersivos. Contudo, Yoshinori Ono, o ex-produtor da série, decidiu dar uma última oportunidade à mesma, trazendo os guerreiros lendários da segunda parte de novo para os ringues, porque um dos grandes desdéns de Street Fighter III, foram as suas personagens. O sucesso foi de tal forma esmagador que hoje o que conhecemos como eSports é em grande parte devido a Street Fighter IV. É impossível encontrar uma série de jogos de combate que não retire inspirações de Street Fighter, ou produtos multimédia que não referenciem o jogo responsável por popularizar o termo Cultura Pop.

Mortal Kombat – Com o sucesso gerado por Street Fighter II, outras empresas como a SNK, que tinha no seu rol o próprio criador do Street Fighter original de 1987, Takashi Nishiyama, tentaram replicar o seu sucesso. Contudo, apenas uma ameaçou o trono ocupado pelos “World Warriors”, e curiosamente chegou da outra parte do globo terrestre. Mortal Kombat, foi concebido inicialmente para ser uma adaptação para videojogo do filme Blood Sport. Este quase foi uma realidade, mas o facto da Midway, não ter adquirido os direitos do mesmo, fez com que o projeto fosse cancelado. Porém, os jovens Ed Boon e John Tobias, decidiram criar um jogo com o que reuniram e nada nem ninguém estaria a salvo, pois este foi um dos videojogos mais controversos alguma vez criados! Ao passo que Street Fighter, era retratado como animação, a filosofia em Mortal Kombat era muito diferente. O jogo foi desenvolvido para oferecer o máximo de realismo possível. Foram usados até atores reais, para serem filmados, e digitalizados oferecendo uma via muitíssimo mais realista do que a “cartoonesca” de Street Fighter. No entanto, o efeito controverso, não foi gerado pela inserção de atores reais num videojogo, mas sim a violência gerada no mesmo. Tudo em Mortal Kombat foi desenvolvido para ser brutal o “K” no título foi criado em prol desta filosofia, pois oferecia um som mais agressivo e forte. Em 1992, não existiam controlos de conteúdo para um videojogo, os videojogos eram vistos como entretenimento para crianças. Contudo, Mortal Kombat, abalou este panorama de uma tal maneira que ainda hoje o sentimos. Assim que o jogo saiu nas arcadas foi logo alvo de notícia. A violência, sangue, gritos, e os implacáveis Fatalities -criados para esfregar a vitória no combate no oponente, não deixaram nenhum jogador ou jornalista indiferente, e foram logo destaque nos noticiários ou manchete nos jornais. A situação foi de tal forma extrema, que foi estabelecido o quadro de classificações ESBR nos Estados Unidos da América, e os jogos passaram a receber classificações de conteúdo pouco tempo depois em todos os territórios mundiais. Após uma explosão nas arcadas, não tardaram a chegar às consolas. O jogo era de tal forma requisitado que o seu lançamento recebeu até um dia especial. Num dia escaldante de agosto de 1992, o mundo recebeu o “Mortal Kombat Day“, uma data que assinalou a chegada jogo do jogo às lojas em todas as consolas, (literalmente todas) quer caseiras como portáteis. Contudo, o efeito e vendas foram muito mais fortes na marca azul, porque a SEGA, tinha uma imagem mais adulta e a versão SEGA Mega Drive, escondia um código que introduzia sangue (ao invés de suor) e Fatalities sem censura. Em suma, quem controlava o índice de violência, controlava as vendas do jogo. Com o passar dos anos, Mortal Kombat, assistiu a altíssimos e baixíssimos, chegando mesmo até à sua estagnação. Contudo, com um enormíssimo reboot, conquistou um mercado totalmente novo, e hoje em dia é palco de um dos torneios de eSports mais célebres da indústria, a EVO.

Final Fantasy – Esta lendária série RPG que se inspirou em Dragon Quest, e foi criada como uma última esperança para a softwarehouse situada num pequeno quarto de um estabelecimento de café, apenas recebeu o seu merecido destaque com a sua sétima parte no ocidente. Isto porque o território ocidental anteriormente apenas recebeu os jogos Final Fantasy, Final Fantasy IV, e Final Fantasy VI, e os dois últimos foram renomeados como Final Fantasy II e Final Fantasy III. Devido a este e muitos mais efeitos, o termo RPG, nem era conhecido nesta parte do globo, e os seus jogos não recebiam o seu destaque merecido. Indiretamente esta “novidade” foi também o que condicionou o sucesso de Final Fantasy VII, em todo o planeta. O jogo era descrito como uma novidade, um filme interativo, pois além de ser um regalo para os olhos, apresentava um elemento pouco comum, um enorme foco na história e nas suas personagens. O mundo ficou rendido à AVALANCHE na sua luta ecológica contra a Shinra, fomos apresentados a um dos vilões mais carismáticos da história, e assistimos a um dilúvio de jogos deste género, quer na PlayStation, como nas outras plataformas. Final Fantasy VII, foi o percursor de séries célebres RPG tais como Xeno, The Legend of Heroes, Parasite Eve, entre muitas outras. Depois da sua mais que sucedida sétima parte continuou a produzir enormíssimos sucessos, e gerar a criação de outros produtos, tais como filmes, comics, figuras, etc. Como sabemos Final Fantasy VII, foi um dos jogos mais célebres da história dos videojogos, o seu requinte foi de tal forma imenso que gerou todo um universo próprio e para celebrar este efeito estão a ser produzidos, além da segunda parte de um fantástico remake, outros jogos da série, e uma nova sequela numerada.

Resident Evil – Criado inicialmente para ser um remake, do jogo para NES, Sweet Home. Contudo, à medida que avançou, cada vez mais se distanciou da sua obra original, e depressa evoluiu para um projeto original. Contudo, o seu produtor, Shinji Mikami, inspirou-se noutros elementos previamente estabelecidos na indústria tais como a exploração de ambientes em 3D e os quebra-cabeças de Alone in the Dark. Porém, para se evadir do jogo da Infogrames, polvilhou-os com uma emoção humana, nunca antes explorada no universo dos videojogos, o medo. Em março de 1996, os jogadores da PlayStation viajaram até 1998, e foram convidados a entrar numa mansão assustadora repleta de mortos-vivos e outras criaturas assustadoras. No local e no papel de uma força de polícia de elite, não só batalharam contra estas criaturas, como resolveram o mistério por detrás desta residência do mal. O mundo ficou rendido, a um novo género de videojogos, o survival horror, as vendas foram incrivelmente altas para o seu tempo, e claro não foi preciso esperar muito tempo para o jogo receber as suas inevitáveis sequelas. Contudo, também se gerou uma autêntica “marca” por detrás do sucesso gerado por estas. Comics, figuras, e até longas-metragens foram apenas alguns dos registos desta lendária série que assinala este ano 25 anos de sucesso, e que está novamente a reinventar-se, em várias frentes quer nos próprios videojogos como nas adaptações para o grande ecrã.

Pokémon – O simulador de captura e treino de monstros produzido pela Game Freak recebeu lançamento originalmente em 1996 no Japão. Porém, apenas desfrutou de um sucesso mais extenso no seu país um ano mais tarde com o sucesso gerado por uma série anime baseada nas aventuras de Satoshi e Pikachu na região de Kanto, produzida pelo Studio OLM. No entanto, o seu sucesso literalmente explodiu em 1998 quando a Nintendo, muito inteligentemente resolveu publicar quer os jogos originais para o Game Boy, como a transmissão da adaptação animada no ocidente, e retirando uma página da sua rival SEGA, decidiu criar uma campanha de marketing “agressiva” colocando o Pikachu em tudo o que eram produtos da Nintendo. Sem nos apercebermos e do dia para a noite, mergulhamos no fenómeno Pokémon, e Pikachu, Charmander, Blastoise ou Magikarp, passaram a ser nomes comuns no nosso quotidiano, preenchendo cada vez mais o destaque de revistas, programas de variedades e noticiários. Jogos mais requintados como Metal Gear Solid, Tomb Raider 3 e até os do próprio Super Mario, foram completamente abalados por chiptunes, e grafismos de teletexto destas aventuras de bolso. Sem surpresa e com um sucesso gerado por 150 destas criaturas, que a Nintendo não cessou de lançar novos jogos, em simultâneo com novas temporadas da série animada, e hoje a Pokémon já conta com oito gerações de monstros e o anime com mais de 20 temporadas! Contudo, esta autêntica fábrica de imprimir dinheiro não se restringiu apenas à produção de jogos para portáteis e uma das mais longas -sem fim à vista- produções animadas. Com se já não fosse bastante, a Nintendo conquistou o mundo e alcançou todos os públicos mesmo quem não era fã dos jogos ou da série animada com o jogo para smartphones Pokémon GO. A 6 de julho de 2016, pessoas de todas as idades -desde crianças a idosos- calçaram as suas sapatilhas, colocaram a sua mochila nas costas e partiram à descoberta -através da realidade aumentada- de Pokémons literalmente em todos os sítios -mesmo os mais inóspitos- e do dia para a noite, a humanidade viveu o sonho de Ash Ketchum. Embora o jogo, já não tenha o mesmo fervor, continua a ser jogado religiosamente pelos seus fãs e a receber novas atualizações. O fenómeno Pokémon realmente parece não cessar nem conhece barreiras, além de vários spin-offs, brinquedos, jogos de cartas colecionáveis e de longas-metragens, o Pokémon elétrico amarelo já apareceu junto de estrelas como Katy Perry, ou Ryan Reynolds, e a série prepara-se para explorar novos mundos com o mais que aguardado jogo Pokémon Legends: Arceus para a Nintendo Switch. Realmente o sucesso de Pokémon não conhece culturas, barreiras nem um final.

Metal Gear – A série criada pelo jovem Hideo Kojima apenas recebeu o seu destaque em 1998, ou seja, sensivelmente uma década depois do seu lançamento original para a MSX. Este registo deveu-se (em parte) essencialmente por estarmos perante um jogo muito à frente do seu tempo. Ao invés de uma história simples, apresentava personagens complexas, e em vez de confrontarmos ameaças, tínhamos de as evitar com mestria e alguns engenhos tecnológicos. Estes foram essencialmente os moldes base para a produção de uma das séries de videojogos mais únicas, e que elevaram a fasquia não só nos mesmos como de toda a indústria do entretenimento. Literalmente podemos dividir a indústria antes e depois Metal Gear Solid. O seu requinte visual, e acima de tudo direção, eram muitíssimo superiores a qualquer outro jogo da época, pois este até rivalizou com algumas das mais impressionantes produções de Hollywood. Sem nos darmos conta, o termo “jogo cinematográfico” surgiu nesta indústria. Sequências breves deram lugar a longos minutos de conversas, uma narrativa complexa, e as vozes que acompanharam estes registos foram protagonizadas por atores que mais tarde se afirmaram como autênticos ícones dentro e fora desta indústria de entretenimento, como é o caso de David Hayter, o eterno Snake. Metal Gear Solid, recebeu este último condicionante no seu nome, por apresentar polígonos e mundos 3D pela primeira vez na sua história. Somos introduzidos a Solid Snake um lendário super soldado, que se evadiu dos campos de batalha e vive nas superfícies geladas do Alasca. O seu mentor e amigo, o Coronel Roy Campbell, confia-lhe uma nova e perigosa missão, que consiste no resgate de oficiais militares do governo norte-americano e impedir que um grupo de terroristas lance um ataque nuclear. Pelo caminho Snake descobrirá novos aliados, enfrentará inimigos poderosos e reencontrará quem menos esperava. Este foi apenas o início de uma das mais complexas narrativas alguma vez produzidas num videojogo, repleta de alguns dos momentos mais célebres e que serão eternamente recordados. Além de ser uma das séries mais influentes deste media, também é uma das mais esperadas, pois Snake está ausente do mundo desde 2015, e não param de chover rumores de possíveis remakes das suas anteriores missões, o mundo necessita mesmo do regresso de Snake.

Grand Theft Auto – Se Mortal Kombat, foi controverso que dizer do jogo que mais tinta fez e faz, e deu azo à criação e popularização do subgénero “sandbox”, que mais tarde evoluiu para o atual “open world”. No entanto, o controverso simulador de crime, apenas atingiu o seu destaque com a sua terceira parte, não pelas suas temáticas, mas sim pela sua apresentação e dinâmicas. Grand Theft Auto, recebeu lançamento originalmente em 1997, para a PlayStation e o PC. Este era apresentado numa perspetiva em “bird eye” o que para muitos jogadores e programadores significava uma visão de área muito limitada. Contudo, com a chegada da poderosa PlayStation 2 em 2001, a Rockstar Games, finalmente conseguiu transmitir a sua visão ideal para a sua comunidade. O termo mais apropriado para referenciar Grand Theft Auto III era liberdade, sendo que o seu limite era essencialmente a nossa imaginação. Muita gente, ao invés de seguir a sua história divertia-se durante horas a pintar as ruas de Liberty City de vermelho com o sangue das suas vítimas, roubar os carros mais apetecidos quer das montras, como dos próprios habitantes ou emular o Rambo e causar um motim com toda a força policial da cidade. Estas foram apenas algumas ações que milhares de pessoas realizaram neste jogo. Este oferecia uma capacidade de liberdade abismal, que foi imediatamente comparada à sua controvérsia, e Grand Theft Auto III, passou a ser um nome bem preocupante para muitos pais, que mesmo com um aviso para maiores de 18 na capa, não impediu que muitas crianças lhe pusessem as mãos em cima, e crimes locais foram imediatamente equiparáveis ao jogo. Felizmente -consoante o ponto de vista- a Rockstar Games, não aliviou a carga adulta nos seus jogos, isto porque as seguintes visitas a Vice City, e San Andreas, foram ainda mais polémicas, e para emular o sucesso do jogo da Rockstar Games, assistimos a um sem fim de jogos com as mesmas temáticas, e conteúdo adulto onde era retratada uma vida de crime. Atualmente GTA é um dos títulos mais jogados em todo o mundo, a sua quinta parte, mesmo passada mais de meia década, continua a ocupar os postos de vendas mais altos, e é um dos jogos mais jogados em vários territórios. O único capaz de fazer-lhe frente será GTA VI que não para de receber rumores dia após dia.

Ratchet & Clank – A série de plataformas e ação da Insomniac Games, merece um lugar nesta secção, devido à sua consistência e constante evolução tecnológica. Desde o primeiro jogo que assistimos a uma evolução contínua de personagens e conteúdos. Desde o seu lançamento na PlayStation 2 em 2002, que Ratchet & Clank, é sinonimo de qualidade e evolução técnica e visual nas consolas da Sony, revelando o possível e impossível nas mesmas. Esta afirmação faz ainda mais sentido com o eminente lançamento de Ratchet & Clank – Uma dimensão à Parte. À boa e velha tradição, é o título mais impressionante quer visualmente como tecnicamente da série e em todo o catálogo até à data da PlayStation 5, demonstrando com clareza o verdadeiro salto geracional entre consolas. A excentricidade humorística e caracterização das suas personagens, mundos, e tecnologias, estarão mesmo “numa dimensão à parte” de todas as outras que conhecemos, pois, se a linha que separava videojogo de animação já era difícil de distinguir na PlayStation 4, nesta nova aventura na PlayStation 5 será praticamente inexistente devido a um requinte gráfico de fazer cair o queixo, as emoções e mundos ganharão realmente outra dimensão com o fantástico suporte ao DualSense, e os seus gatilhos hápticos, som 3D, e a unidade NVME que permite viajarmos à velocidade da luz até aos planetas mais longínquos. A história do Lombax e do seu fiel amigo robótico, também contribuiu para muitas outras áreas na indústria e no seu género. Foi uma das pioneiras de personalização de arsenal nos jogos de ação e plataformas em 3D, e marcou o início na viagem da Sony para o grande ecrã, com uma adaptação de luxo aclamada pelos jogadores e pela crítica. Devido a estes e muitos mais valores é seguro dizer que estaremos perante um jogo com uma dimensão à parte de muitos outros jogos dentro e fora do seu género.

Call of Duty – Por muito que se goste, ou até se odeie, o facto é que não podemos negar o facto que esta foi, e é atualmente, uma das séries que mais vendas, destaque e influências trouxe para o género fps e videojogos. Embora Unreal Tournament, e Halo tenham popularizado o género no PC e nas consolas, foi Call of Duty quem os globalizou por todos os territórios e de forma quase imediata. O jogo apenas atingiu o seu estrelato com a série, Call of Duty: Modern Warfare. Embora tenha recebido um grande sucesso com a sua primeira interação em campos militares atuais, foi com a sua segunda parte que atingiu o seu auge, e até conseguiu o impossível. Isto porque Call of Duty: Modern Warfare 2 teve o lançamento day one mais bem-sucedido de todos os tempos na indústria do entretenimento até à sua data, totalizando mais de 401 milhões de dólares nas suas primeiras horas. Este sucesso, deve-se sequencialmente à sua primeira parte, e a um foco nos modos multiplayer, que além de oferecerem as mesmas classes, ofereceram também novos modos de jogo, como “Spec-Ops” ou “Waves”, contribuíram para uma liberdade bem fora do comum, fazendo destes quase um segundo jogo independente, além deste continuar a genial história do primeiro capítulo. Depois da conclusão desta trilogia, a série enveredou por vários mundos, desde futuros a passados, mas gradualmente parece querer voltar aos palcos do jogo que a destacou e encheu de entusiasmo as arenas de eSports por todo o planeta.

Estas foram apenas algumas séries que mais influência trouxeram para a forma de entretenimento que cada dia que passa conquista mais adeptos. Pelo caminho ficaram outras séries passadas como Megaman, Halo, Unreal Tournament, Shenmue, Minecraft, Fortnite, ou Crash Bandicoot, quem sabe noutro top 10 futuro não façam parte do mesmo. Sejam estas ou quaisquer outras séries, o facto que não podemos negar é que os videojogos além de serem influentes nos seus próprios ecossistemas, também estão a revelar-se como influências para qualquer outro “media” e até no nosso quotidiano, os mesmos vieram para ficar…

Vindo de vários mundos e projetos, juntou-se à redação do Otakupt em 2020, pronto para informar todos os leitores com a sua experiência nas várias áreas da cultura alternativa. Assistiu de perto ao nascimento dos videojogos em Portugal até à sua atualidade, devora tudo o que seja japonês (menos a gastronomia), mas é também adepto de grandes histórias e personagens sejam essas produzidas em qualquer parte do globo terrestre.