A Gaijin Entertainment e a Targem Games têm um historial bem definido: veículos destrutíveis, combates PvP ferozes e sistemas de personalização profundos. Foi assim com War Thunder, foi assim com Crossout e parece ser esse o ADN que querem transportar para Star Wrath, o novo jogo que anunciaram para PC via Steam. O lançamento está previsto para 2026, sem data concreta por enquanto.
O conceito não podia ser mais direto, a Terra foi destruída, a humanidade dispersou-se pelo espaço, e o que resta é a lei do mais forte. Os jogadores assumem o papel de Wanderers, saqueadores espaciais que partem em missões para recolher recursos, enfrentar outros jogadores e inimigos controlados pelo jogo, e regressar ao ponto de extração com o espólio. Quem conhece o género vai reconhecer imediatamente a estrutura, é a mesma tensão de títulos como Escape from Tarkov ou ARC Raiders, mas ambientada em combates nave contra nave, com física de voo realista como ponto central da experiência.
A Targem Games, o estúdio por detrás de Crossout e do cultuado Ex Machina, é quem está a desenvolver o jogo. O projeto foi desenvolvido internamente sob o nome de código “Void Space” antes de ganhar o nome definitivo, e quem participou nos testes anteriores sob essa designação já tem acesso garantido à beta fechada atual, bastando verificar a caixa de e-mail associada à conta Gaijin.
A construção de naves é um dos pilares do jogo. Cada jogador pode montar a sua nave a partir de módulos individuais, cascos, motores, armamento, sistemas internos, seja de forma livre ou com base em blueprints pré-definidos. A massa total da nave, o tipo de motores escolhidos e a configuração dos módulos afetam diretamente a inércia, a velocidade e a manobrabidade em combate. O resultado é um combate no estilo “aviões no espaço”, à semelhança de Star Wars, o que faz sentido dado que a Gaijin construiu a reputação da War Thunder precisamente em torno da autenticidade dos seus modelos de voo.
O sistema de dano é igualmente modular, cada parte da nave pode ser danificada ou destruída de forma independente, com o casco a absorver os primeiros impactos antes de deixar exposto o núcleo interno, o ponto em que a sobrevivência se torna genuinamente difícil. Cada expedição é descrita pelos criadores como “um jogo de azar”, esconder-se em nebulosas para fugir dos scanners inimigos, preparar emboscadas, ou simplesmente tentar escapar com o espólio antes que alguém mais rápido apareça.
O elemento mais invulgar é o sistema de pilotos. Cada um tem competências únicas, e os jogadores podem recolher amostras de DNA dos inimigos abatidos para aceder às suas habilidades. O reverso da moeda é igualmente lógico, se o jogador for eliminado, os adversários podem fazer o mesmo. É uma mecânica de progressão que transforma cada confronto numa decisão de risco calculado.
A beta fechada arrancou esta semana. O acesso pode ser solicitado através de uma conta Gaijin.net, com convites a ser distribuídos por vagas. Quem preferir acesso imediato pode adquirir um dos Founder’s Packs disponíveis no Steam, que incluem blueprints exclusivos de naves, módulos avançados e armas, com versões orientadas para diferentes estilos de combate: exploração, sniper, tanque ou um pacote com três naves e chaves para amigos. A data de lançamento definitiva, segundo a própria equipa no site oficial, dependerá dos resultados dos testes.









