Descobre como o misterioso logotipo de Bayonetta 3 pode explicar o seu futuro enredo

A Deusa Tríplice pode ser a explicação para muitas revelações

Bayonetta 3, é indiscutivelmente um dos jogos mais aguardados pelos jogadores da Nintendo Switch. Muitos pensavam que a terceira aventura da bruxa nunca veria a luz do dia, pois foram 4 anos (cerca de 1400 dias) deste o seu anúncio na edição de 2017 nos The Game Awards sem quaisquer informações.

Felizmente a bruxa está bem viva! E pudemos finalmente assistir ao seu aspeto na passada quinta-feira mesmo no final da transmissão Nintendo Direct. Como não podia deixar de ser o seu mais trailer deu azo a um sem fim de questões e teorias. Contudo, muito abaixo dos radares de muitos esteve o seu logótipo, cujo foi um dos elementos que mais me surpreendeu. Com base em algumas pesquisas penso que consegui não só decifrar o mesmo com grande parte do enredo do futuro jogo da Platinum Games.

O mesmo é uma alusão movimento Wicca do Paganismo. Esta prática ao contrário de muitas outras, não se centra num só Deus e não são praticadas doutrinas por intermédio de textos ou símbolos. A mesma extremamente politeísta, animista e as suas correntes são essencialmente espirituais. Um dos maiores elementos deste culto é a Deusa Tríplice, ou Hecate (Diana em alguns territórios).

A mesma é conotada e manifestada pelas três fases da lua, em que cada é representado um estágio da vida de uma mulher. Na lua crescente a face é a de uma Donzela jovial que representa a pureza e a busca pelo conhecimento. Na lua Cheia, a Donzela cresceu e tornou-se numa Mãe que ostenta elementos de maternidade e proteção. Finalmente na lua minguante a mão envelheceu e tornou-se numa mulher Idosa, este último estágio conota elementos de sabedoria, dor, e renovação. Adicionalmente estas três fases também são regidas a três planos diferentes, o reino da terra, o reino do paraíso, e o reino do inferno. Trocando por miúdos a sua forma física tem uma lua em fase crescente na esquerda, lua cheia no meio, e lua minguante na direita, representadas por pureza/conhecimento/plano terrestre, proteção/maternidade/paraíso, e sabedoria/dor/inferno respetivamente. O seu aspeto pode adquirir várias formas, mas a mais comum é a seguinte:

Os mais atentos de certeza que já repararam que esta manifestação é extremamente parecida ao logótipo de Bayonetta 3, e que no texto acima não só assenta que nem uma luva em muitos elementos da série como também pode explicar porquê a esta Bayonetta parece mais jovem e bem diferente.

Certamente que se lembram da “little one” a versão criança da nossa amiga do primeiro jogo, caso não se recordem passo a explicar. A Cereza criança é uma versão sua de um mundo paralelo, que deambulou e conheceu a sua versão adulta num dos mesmos. Pegando no que foi dito acima, podemos chegar à conclusão que a Bayonetta que vamos controlar em Bayonetta 3, é, na verdade, a Cerezita que cresceu, o que explica porque usa o mesmo corte de cabelo, tem uma voz diferente, tem um apelo de ídolo, não tem um contrato com a Madama Butterfly e usa pistolas com cores -curiosamente a predominante da sua boneca Cheshire- e formas diferentes.

Se viajarmos para o primeiro jogo, verificamos que a Cereza, foi interpretada como uma “filha” para a Bayonetta -sendo apelidada como Mummy pela criança- o que se pode integrar na fase maternal da Deusa Tríplice.

Finalmente em Bayonetta 2, a nossa bruxa favorita viajou até ao passado e conheceu as suas origens, mas perdeu os seus pais no processo, sendo que no final também pudemos assistir ao nascimento de um novo mundo. Parece-vos familiar? Certamente, pois a Bayonetta neste jogo foi representante de todos os estágios da mulher Idosa da Deusa Lunar.

Com base nestes registos, penso que no terceiro jogo vamos assistir a viagens no tempo, e em algum momento da história a Bayonetta que conhecemos e adoramos vai aparecer para salvar a sua “filha” dos misteriosos monstros que não são desta vez habitantes do Paradiso nem do Inferno, para explicar quem possivelmente são temos novamente de fazer uma viagem para até ao primeiro jogo. O Father Rodin, num dos seus diálogos refere que os seres humanos têm a possibilidade de se transformarem em anjos, ou demónios, contudo quem permanecer neste limbo é transformado numa identidade aparentemente desconhecida. Esta afirmação pode explicar porque o jogo se situa em ambientes mais atuais e os monstros serem bem diferentes do que conhecemos até então. Também pode ser uma realidade onde ambos os olhos juntaram-se e formaram o armageddon, pois essa era a grande motivação de Balder.

Contudo, podemos ir ainda mais longe e pensar, e se as Bayonettas que jogámos até à data são pessoas diferentes? E cada vive e o jogo se passa num mundo alternativo? No primeiro o foco era o Paradiso, no segundo descemos até ao inferno, e este parece ser situado no mundo atual. Será que vamos assistir a três versões da bruxa nesta terceira entrega e a tripla se une para destruir um mal que ameaça todos os reinos? Esperemos ter a resposta para estas e muitas mais questões no fluir de 2022.

Vindo de vários mundos e projetos, juntou-se à redação do Otakupt em 2020, pronto para informar todos os leitores com a sua experiência nas várias áreas da cultura alternativa. Assistiu de perto ao nascimento dos videojogos em Portugal até à sua atualidade, devora tudo o que seja japonês (menos a gastronomia), mas é também adepto de grandes histórias e personagens sejam essas produzidas em qualquer parte do globo terrestre.