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    Highguard: estúdio despede quase toda a equipa após lançamento

    Wildlight Entertainment confirma despedimentos em massa apenas 17 dias depois do jogo ter chegado ao mercado. Designer revela que "muito conteúdo" planeado pode nunca ver a luz do dia

    A Wildlight Entertainment confirmou uma vaga de despedimentos que afetou a maioria dos seus colaboradores, apenas 17 dias depois de lançar Highguard, o primeiro jogo do estúdio. A notícia surgiu através de Alex Graner, designer sénior do jogo, que partilhou no LinkedIn ter sido despedido juntamente com “a maior parte da equipa”.

    “Infelizmente, juntamente com a maior parte da equipa da Wildlight, fui despedido hoje”, escreveu Graner no dia 11 de fevereiro. “Isto dói particularmente porque havia muito conteúdo ainda não lançado que eu estava ansioso por partilhar e que eu e outros desenharam para Highguard”.

    A empresa confirmou os despedimentos através de um comunicado nas redes sociais, garantindo que um “grupo central de programadores” continuará a trabalhar no jogo. “Hoje, tomámos uma decisão incrivelmente difícil de nos separarmos de vários membros da nossa equipa, mantendo um grupo central de programadores para continuar a inovar e a dar suporte ao jogo”, lê-se na declaração oficial.

    O estúdio, que conta com aproximadamente 100 funcionários, não revelou quantas pessoas foram afetadas pelos cortes. Fundado pelo CEO Dusty Welch e pelo diretor de jogo Chad Grenier durante a pandemia, a Wildlight é composta maioritariamente por veteranos que trabalharam anteriormente com ambos na Respawn, em projetos como Apex Legends.

    Highguard foi lançado a 26 de janeiro como um shooter free-to-play para PC, PlayStation 5 e Xbox Series X|S, misturando combate FPS com habilidades mágicas e raids de pequena escala em formato 3v3. O jogo teve um arranque complicado no Steam, acumulando críticas maioritariamente negativas logo nas primeiras horas.

    De acordo com dados da SteamDB, Highguard atingiu um pico de 97.249 jogadores simultâneos no dia de lançamento. Contudo, esse número caiu drasticamente nas semanas seguintes.

    A revelação de Highguard aconteceu nos Game Awards 2025, ocupando o cobiçado slot de “mais uma coisa” no final da cerimónia, um espaço tradicionalmente reservado para anúncios de alto perfil. Geoff Keighley ofereceu o espaço gratuitamente à Wildlight, e embora o estúdio planeasse originalmente um lançamento surpresa, não conseguiu recusar a oportunidade de expor o jogo a milhões de espectadores.

    Após o anúncio, a Wildlight manteve-se em silêncio durante semanas até ao lançamento efetivo do jogo no final de janeiro. A resposta da comunidade foi morna, com jogadores a apontarem particularmente o formato 3v3 como problemático para mapas demasiado grandes.

    O estúdio reagiu rapidamente às críticas, introduzindo um modo 5v5 experimental na primeira semana, que posteriormente se tornou permanente no início de fevereiro. Apesar destes esforços de adaptação, os números de jogadores mantiveram-se largamente consistentes após a queda inicial, revelando-se insuficientes para sustentar toda a equipa.

    Vários outros membros da equipa vieram posteriormente confirmar os despedimentos nas suas redes sociais, reforçando que a maioria do estúdio foi afetada. O futuro do jogo permanece incerto, embora a Wildlight tenha garantido que uma equipa reduzida continuará a dar suporte a Highguard.

    Como título free-to-play suportado por compras dentro do jogo, necessitava de uma base de jogadores consistente e em crescimento para se sustentar financeiramente. O facto de os despedimentos terem acontecido tão rapidamente após o lançamento sugere que as métricas internas do jogo ficaram muito aquém das expectativas da empresa.

    Quanto ao conteúdo não lançado mencionado por Alex Graner, permanece por esclarecer se alguma parte do roadmap previsto para 2026 chegará a ser implementada pela equipa reduzida que permanece no estúdio.

    Helder Archer
    Helder Archer
    Fundou o OtakuPT em 2007 e desde então já escreveu mais de 60 mil artigos sobre anime, mangá e videojogos.

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