
Era o jogo de encerramento dos The Game Awards 2025, o slot mais prestigiado de toda a cerimónia. Agora, menos de três meses depois da sua revelação, Highguard vai desligar os servidores a 12 de março de 2026, apenas 45 dias após o seu lançamento no dia 26 de janeiro.
A Wildlight Entertainment confirmou o encerramento definitivo hoje, 3 de março, num comunicado publicado nas redes sociais oficiais do jogo. “Hoje partilhamos uma notícia difícil. Tomámos a decisão de encerrar permanentemente o Highguard a 12 de março. Desde o lançamento, mais de 2 milhões de jogadores entraram no mundo de Highguard. Partilharam feedback, criaram conteúdo, e muitos acreditaram naquilo que estávamos a construir. Por isso, estamos profundamente gratos. Apesar da paixão e do trabalho árduo da nossa equipa, não conseguimos construir uma base de jogadores sustentável para suportar o jogo a longo prazo. Os servidores vão continuar online até 12 de março. Esperamos que se juntem a nós mais uma vez para mostrarem o vosso apoio e jogarem esses últimos grandes confrontos enquanto ainda é possível”, lê-se na declaração.
Um lançamento que nunca funcionou
A história de Highguard é a de um jogo que nunca encontrou o seu ritmo. O shooter free-to-play da Wildlight Entertainment, estúdio fundado por veteranos da Respawn que trabalharam em Apex Legends e Titanfall, atingiu cerca de 97000 jogadores em simultâneo na primeira hora no Steam, um número razoável para um lançamento surpresa. Mas as avaliações no Steam caíram rapidamente e no dia seguinte o pico de jogadores já tinha descido para menos de 20 000. A partir daí, o declínio não parou.
Ironicamente, a Wildlight tinha apostado exatamente na mesma estratégia que fez o Apex Legends um sucesso em 2019, lançar sem aviso, de forma surpresa (shadow drop), confiando que a qualidade do produto falaria por si. A liderança do estúdio estava convicta de que tinha um novo Apex Legends nas mãos, mas tal não veio a acontecer.
Mohammad Alavi, lead designer do jogo, tinha dito antes do lançamento que Highguard não precisava de números “super grandes” de jogadores para ser sustentável: “O que esperamos mesmo é ter um grupo central de fãs que nos amem. Isso vai permitir-nos crescer”. Não foi o que aconteceu.








