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    Nova líder da Xbox promete não encher os jogos de “lixo de IA sem alma”

    Asha Sharma, executiva que vinha da divisão de inteligência artificial da Microsoft, é a nova CEO da Microsoft Gaming, e a primeira coisa que fez foi ir direto ao assunto que toda a gente queria ouvir.

    Asha Sharma screenshot Microsoft

    Foi uma sexta-feira de surpresas para o mundo dos videojogos. A Microsoft anunciou que Phil Spencer está a abandonar a empresa depois de 38 anos, 12 deles à frente da divisão de gaming, e que Asha Sharma, até agora presidente de produto da divisão CoreAI da Microsoft, passa a ocupar o cargo de CEO da Microsoft Gaming. A notícia chegou mais cedo do que estava planeado, o anúncio estava previsto para a semana seguinte, mas leaks levaram a Microsoft a adiantar a comunicação.

    No mesmo comunicado, Sarah Bond, presidente e COO da Xbox, e considerada por muitos a sucessora natural de Spencer,, anunciou a saída definitiva da empresa. Matt Booty, responsável pelos estúdios da Xbox, foi promovido a vice-presidente executivo e chief content officer, reportando diretamente a Sharma.

    O percurso de Sharma até aqui não passa por jogos. Antes de se juntar à Microsoft em 2024, foi COO da Instacart e vice-presidente na Meta. É uma outsider assumida, ela própria o reconheceu, dizendo que entra no cargo com “muito para aprender”. Mas foi precisamente o seu historial em IA que levantou as sobrancelhas da comunidade gamer, já bastante sensível ao tema depois de vários casos polémicos na indústria.

    A resposta de Sharma foi clara e sem rodeios. No memorando interno que enviou à equipa, escreveu que a Xbox não vai “perseguir eficiência de curto prazo nem inundar o nosso ecossistema com lixo de IA sem alma. Os jogos são e serão sempre arte, criados por humanos, e desenvolvidos com a tecnologia mais inovadora disponível. Ela foi ainda mais direta, afirmou ter “zero tolerância para má IA” e reforçou que “as grandes histórias são criadas por humanos”.

    Não ficou por aqui. Sharma deixou também um recado sobre a direção criativa que quer para a Xbox: “Quero regressar ao espírito renegado que construiu a Xbox. Isso vai exigir que questionemos tudo sem tréguas, que revisitemos processos, protejamos o que funciona, e tenhamos coragem de mudar o que não funciona”. O memorando inclui ainda uma advertência sobre a gestão das franquias existentes: “Não vamos tratar esses mundos como IP estáticas para extrair e monetizar”.

    O contexto em que tudo isto acontece é relevante. A divisão de gaming da Microsoft registou uma queda de receitas de quase 10% no último trimestre, uma descida mais acentuada do que a própria gestão tinha antecipado. A Xbox está prestes a assinalar o seu 25.º aniversário, e Sharma já confirmou que haverá novidades no GDC Festival of Gaming em março e anúncios de maior dimensão na Xbox Games Showcase prevista para a primavera.

    Phil Spencer, o CEO da Microsoft Gaming screenshot

    Spencer sai formalmente da Microsoft na próxima segunda-feira, 23 de fevereiro, mas ficará em funções de consultoria até ao verão para garantir uma transição estável.

    Helder Archer
    Helder Archer
    Fundou o OtakuPT em 2007 e desde então já escreveu mais de 60 mil artigos sobre anime, mangá e videojogos.

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