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Nvidia adquire a ARM

A Nvidia confirmou que adquiriu a ARM, a arquitetura responsável por praticamente todos os dispositivos móveis do planeta.

O acordo com a SoftBank, o negócio foi fechado em quarenta biliões de dólares, ou seja, oito biliões extra quando comparado com a negociação original do grupo britânico.

Esta acabou também por ser uma via de salvação para a SoftBank, que se está a endividar de forma descontrolada desde o início da pandemia criada pelo COVID-19, ao ponto de especialistas económicos considerarem que o império de Masayoshi Son, pode estar a viver os seus últimos dias. A ARM pode ter sido a sua salvação, já que também permitiu resgatar parte do negócio original, à empresa criada e fundada por Masayoshi-san.

No campo da gigante verde, o panorama é bem mais animador, a empresa atualmente  ultrapassou a Intel e tornou-se a fabricante de chips mais valiosa dos Estados Unidos. Segundo o comunicado oficial da Nvidia, a expertise da ARM em Inteligência Artificial irá potencializar as capacidades da empresa de Santa Clara, e treze mil funcionários da divisão britânica se juntaram aos seis mil da companhia verde.

A ARM, ao contrário da Nvidia não produz chips, mas licencia a arquitetura originalmente desenvolvida pela divisão para uma infinidade de dispositivos, desde telemóveis a tablets, câmaras de vigilância, e até consolas de videojogos como é o caso da Nintendo Switch, que usa o chip Tegra no coração dos seus sistemas.

A aquisição da ARM vai permitir à Nvidia atuar num mercado muito maior, e concorrer com outros colossos como a Apple, TSMC, Samsung, Qualcomm, Xiaomi e muitas outras empresas que usam esta arquitetura nos seus sistemas. No entanto, a Nvidia comprometeu-se a manter a política de licenciamento aberto da tecnologia, logo, nada deve mudar para os parceiros comerciais e clientes finais.

Com esta aquisição, a Nvidia também irá entrar no mercado de processadores para computador, introduzindo a arquitetura ARM em computadores desktop e laptops. Quem sabe se também não acabará por reformar a arquitetura x86 criada pela Intel desde 1976 e é usada no dia a dia em qualquer computador.

Bruno Reis
Bruno Reis
Vindo de vários mundos e projetos, juntou-se à redação do Otakupt em 2020, pronto para informar todos os leitores com a sua experiência nas várias áreas da cultura alternativa. Assistiu de perto ao nascimento dos videojogos em Portugal até à sua atualidade, devora tudo o que seja japonês (menos a gastronomia), mas é também adepto de grandes histórias e personagens sejam essas produzidas em qualquer parte do globo terrestre.

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Stefano Barbosa
Stefano Barbosa
16 , Setembro , 2020 6:06

Nvidia deve ser alusão a “inveja” em espanhol…. (envidia)

Bruno Reis
Bruno Reis
Reply to  Stefano Barbosa
18 , Setembro , 2020 3:32

Por acaso não notaste que o símbolo é um olho

Stefano Barbosa
Stefano Barbosa
Reply to  Bruno Reis
19 , Setembro , 2020 2:24

verdade….
mas mesmo assim… lembra “envidia”….

Febaxmann
Febaxmann
16 , Setembro , 2020 6:06

Novela demorou, mas acabou e a Apple que nunca mais queria fazer negócios com a Nvidia quebrou as pernas xD.

Vale ressaltar que Nvidia não tem a licença x86 e logo não teria como “reformular” o padrão. Só três empresas detém direitos para produzir chips com o conjunto de instruções x86: Intel, AMD e a Centaur Technology, que é um conglomerado tailandês e não vende seus chips para o consumidor comum. O ponto curioso é que tanto AMD quanto a Centaur criaram seus primeiros CPU’s com base em um projeto da Intel.

Muita gente que mexe com Linux tem um fetiche com ARM. A arquitetura cresceu consideravelmente, não é mais um “carroça” e consegue realizar muito mais instruções dentro de um ciclo de forma mais eficiente que o x86. Mas eu não trocaria x86 por ARM, ser eficiente nem sempre resulta em ser “mais rápido” e também não é simples comparar ambas arquiteturas já que um “software x” nunca vai funcionar da mesma maneira em ambas plataformas. Fora o problema de compatibilidade, será pior que sair do Windows e ir para o Linux; cada desenvolvedor precisa, manualmente, reescrever o código para funcionar em ambas plataformas e não é uma via de mão dupla, de ARM -> x86 e de x86 -> ARM exigem um procedimentos diferentes.

No caso da Apple, que pretende substituir a Intel por um projeto ARM deles, eu compartilho da mesma opinião de alguns tech youtubers, eles vão perder performance, porém vão tentar de tudo para compensar isso no software. Como o sistema deles é completamente fechado (bem ditador), é provável que eles consigam espremer cada gota de performance via otimizações de software e até superar os antigos processadores da Intel, mas desenvolvedores third party, especialmente os médios/pequenos, dificilmente vão por o mesmo esforço e money para isso; sem contar a retrocompatibilidade, quantos softwares/aplicativos vão rodar na nova arquitetura?

Com isso teríamos um cenário que as aplicações da Apple e de grandes empresas estariam rodando em um patamar de performance e empresas pequenas/médias teriam que escolher, em qual plataforma eles vão investir mais tempo de desenvolvimento, Windows ou Mac; desenvolvimento de software não é barato, ainda mais quando é feito da maneira correta que incluí a documentação do programa e fase de testes. Nem precisa dizer que, fora jogos de mobile, games nos Mac’s vão ser ainda mais escassos e o mesmo cenário pode se repetir para outras aplicações que estão atualmente nos Mac.

Não sei o quanto a Nvidia vai impactar na ARM e talvez nem mude tanto os rumos da empresa; talvez a Nvidia apenas arrume as contas e amplie o mercado de atuação da ARM, além de baratear o custo de produção dos próprios produtos do time verde (tipo o Nvidia Shield).

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