
Com a Sony a aumentar os preços da PS5 precisamente hoje, 2 de abril de 2026, a edição standard passou para €649,99 (antes: €549,99), a Digital Edition subiu para €599,99 (antes: €499,99) e a PS5 Pro chegou €899,99 (antes: €799,99), a questão que muitos fãs da Nintendo fazem é inevitável: a Switch 2 está a salvo?
Para um antigo responsável de vendas da Nintendo a resposta curta é: por agora, sim. A longo prazo, provavelmente não.
O que disse o ex-funcionário
Sean foi convidado do episódio 216 do Kit & Krysta Podcast, apresentado por Kit Ellis e Krysta Yang, eles próprios ex-funcionários da Nintendo of America na área de marketing, onde foi questionado diretamente sobre se a Nintendo seguiria o caminho da Sony.
A sua resposta foi cautelosa, mas clara: “Infelizmente, acho que eventualmente o preço do hardware vai ter de subir. Acho que há coisas que podem e parecem estar a fazer para tentar mitigar isso, mas também vejo esta mudança no software, se a estiver a ler corretamente, como uma forma de tornar um aumento de preço do hardware um pouco mais palatável”.
Sean acrescentou que a Nintendo tem algumas ferramentas para adiar o inevitável. Ao contrário da Sony ou da Microsoft, a empresa japonesa gera receitas significativas a partir de produtos complementares, amiibo, merchandising licenciado, sets de Lego, vestuário, o que lhe permite absorver margens mais apertadas no hardware durante mais tempo. Ainda assim, na sua visão, há demasiadas pressões externas a convergir ao mesmo tempo: inflação, tarifas alfandegárias dos EUA, procura de chips por parte da indústria de inteligência artificial e até o aumento dos preços do petróleo, que afeta os custos de logística e produção.
“Podem conseguir adiar o aumento do preço do hardware por algum tempo, mas acho que é inevitável que suba pela primeira vez. E sabes, já passámos por várias fases com a Nintendo em diferentes conjunturas económicas, mas desta vez em particular parece mesmo que há demasiadas forças externas que, de certa forma, lhes estão a forçar a mão”, disse Sean.
Antes de chegar ao tema do hardware, Sean começou por abordar uma mudança recente anunciada pela Nintendo: a partir de 21 de maio de 2026, com o lançamento de Yoshi and the Mysterious Book, todos os títulos first-party para a Switch 2 terão preços distintos consoante o formato. A versão digital ficará mais barata do que a física, os pré-lançamentos do Yoshi no My Nintendo Store já refletem esta estrutura, com a versão digital a $59,99 e a física a $69,99.
Sean classificou a medida como “pró-consumidor” e acredita que representa uma descida real no custo dos jogos digitais, e não um aumento disfarçado dos físicos. Mas leu também nesta decisão um segundo propósito, se o preço da consola subir, a mensagem para o consumidor torna-se mais fácil de engolir, pagas mais pelo hardware, mas poupas nos jogos se optares pelo digital.
O raciocínio faz sentido tendo em conta o estado atual do mercado. A escassez de memória é um fator central em toda a indústria, os fabricantes de chips estão a priorizar os centros de dados de inteligência artificial, deixando menos oferta disponível para a eletrónica de consumo. Foi precisamente esta pressão que levou a Sony a agir e analistas não descartaram que a Nintendo e a Microsoft possam seguir o mesmo caminho.
Nintendo avalia com cuidado aumento de preço da Switch 2 devido a custos de memória
O próprio presidente da Nintendo, Shuntaro Furukawa, confirmou em fevereiro de 2026 que a empresa estava a monitorizar de perto a situação económica e a escassez de memória, admitindo que, embora não houvesse impacto imediato nos resultados, um aumento de preço da Switch 2 não estava fora de hipótese.









