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Sabiam que a versão inicial de Street Fighter II era muito diferente da que conhecemos?

A versão original de Street Fighter II era muito diferente da que conhecemos. Esta começou a ser desenvolvida na CAPCOM durante uma reunião de planeamento em outubro de 1988, mas acabou por ser cancelada devido a uma escassez de ROMs e porque seria muito dispendiosa.

Esta versão de Street Fighter II não incluía nenhuma das personagens que conhecemos e adoramos, nem sequer Ryu ou Ken, mas versões de personagens alternativas que mais tarde apareceram nos jogos.

Por exemplo, a Chun-Li começou por se chamar Zhi Li e, em vez do seu pai ter sido assassinado por M. Bison, tinha sido Gen a tirar-lhe a vida. Contudo, em Street Fighter Alpha, sabemos que Gen foi quem ensinou a mulher mais forte do mundo a lutar.

Esta versão original de Street Fighter II acontecia numa ilha desabitada, comprada especificamente para acolher um torneio de artes marciais. A ilha seria mostrada no jogo através de uma imagem em scroll, com sete níveis pela seguinte ordem: Cidade, Barco, Cascata, Floresta, Caverna, Ponte e Templo no Penhasco.

Este jogo contava com oito lutadores e 7 adversários para vencer, e o sistema de jogo era essencialmente o mesmo da versão final de Street Fighter II, ou seja, um jogo de luta de um contra um. O jogo tinha ainda várias variações de combate, tais como “Lutas contra Monstros”, “Confrontos do Destino” e “Combates com Desvantagem”. Curiosamente alguns destes elementos foram implementados em Mortal Kombat, Bloody Roar e outros jogos de luta ao longo dos tempos.

A cidade do primeiro nível tinha uma plateia ao fundo, semelhante a um cenário que viria a aparecer mais tarde também Street Fighter Alpha, mas no cenário de Charlie existia também uma fase na caverna que apresentava algumas semelhanças com o cenário do Akuma em Street Fighter Alpha 2.

Talvez esta versão fosse demasiado ambiciosa e Street Fighter II não teria evoluído para se tornar num dos jogos mais influentes de todos os tempos.

Bruno Reis
Bruno Reis
Vindo de vários mundos e projetos, juntou-se à redação do Otakupt em 2020, pronto para informar todos os leitores com a sua experiência nas várias áreas da cultura alternativa. Assistiu de perto ao nascimento dos videojogos em Portugal até à sua atualidade, devora tudo o que seja japonês (menos a gastronomia), mas é também adepto de grandes histórias e personagens sejam essas produzidas em qualquer parte do globo terrestre.

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