
Passaram 35 anos desde que o ouriço azul chegou às consolas, mas Takashi Iizuka, responsável pela Sonic Team, garante que a história está longe de acabada.
Quando a equipa original criou o primeiro Sonic the Hedgehog, a meta era ambiciosa, chegar ao nível da Disney. Três décadas e meia depois, Takashi Iizuka admite que esse objetivo ainda não foi cumprido, mas acredita que a marca está a percorrer o caminho certo. As declarações foram feitas à revista japonesa Continue.
Questionado sobre o futuro da série após o 35.º aniversário, celebrado este ano, Iizuka foi direto:
Para ser sincero, acreditamos que o Sonic ainda só está a meio caminho de atingir todo o seu potencial. Quando criámos o primeiro Sonic the Hedgehog, a equipa de desenvolvimento da altura costumava dizer: Vamos apontar à Disney. Quando entrei para a Sega, também me disseram para sonhar em grande… coisas como Usa o Sonic para ultrapassar a Disney e Um dia, vamos construir um parque temático.
Passaram trinta e cinco anos, mas ainda não chegámos lá. Agora que trouxemos o filme à vida, queremos partilhar o encanto do Sonic com ainda mais pessoas que ainda não jogaram a série de jogos Sonic.
Desde o lançamento do primeiro filme, em 2020, a franquia tornou-se uma franquia de mil milhões de dólares. Segundo a Sega, só o licenciamento gera atualmente mais de mil milhões de dólares por ano, um resultado notável para uma marca que, de acordo com declarações recentes do próprio Iizuka, a empresa chegou a ponderar cancelar.
Sega quis acabar com Sonic, mas o sucesso de um filme salvou o ouriço azul
A surpresa vinda da Ásia
Na mesma edição da Continue, o diretor criativo Kazuyuki Hoshino, criador de personagens como Amy e Shadow, contou que ficou surpreendido com a popularidade do Sonic na Ásia. A descoberta aconteceu durante uma digressão recente de promoção de um projeto editorial: “Até agora, não tínhamos realmente uma noção concreta de quão conhecido e estabelecido o Sonic era em locais como a Tailândia, a Indonésia e a Malásia”.
Hoshino notou ainda diferenças entre mercados. Na Tailândia e na Coreia do Sul, por exemplo, há notoriamente muitos fãs mais jovens que descobriram o Sonic depois dos filmes Sonic the Hedgehog. Em Taiwan, por outro lado, o que me impressionou foi quantos fãs já lá estavam desde a era Mega Drive.
Em declarações à License Global, Alex Gomez, vice-presidente de licenciamento e parcerias da Sega, afirmou que a empresa está a apostar em públicos que considera insuficientemente servidos, com destaque para as mulheres:
O Sonic já foi considerado uma propriedade para rapazes, mas expandimo-nos tanto através de jogos, cinema, televisão e produtos de consumo para chegar a novos públicos. Agora é considerado uma verdadeira marca familiar com algo para todos.
No entanto, segundo Gomez, o público feminino jovem adulto continua a ser um espaço interessante, com potencial para programas criativos e apelativos. “As nossas fãs estão entre as maiores fãs do Sonic, ansiosas por expressar o seu fandom de formas divertidas e criativas“, afirmou.
O responsável acrescentou que a Sega quer que essas fãs saibam que a empresa está a pensar nelas: “Estrategicamente, queremos garantir que sabem que estamos a pensar nelas e nos seus gostos e preferências, especialmente à medida que criamos programas de produtos de consumo para o futuro. E sabemos, por programas anteriores, como colaborações de moda e maquilhagem, joias e mais, que existe certamente apetite neste espaço“.









