The Ascent é o primeiro jogo dos developers suecos Neon Giant, estúdio independente criado por ex-membros da Machine Games (responsáveis pelos mais recentes jogos da série Wolfenstein) e que conta com uma equipa de apenas 12 membros. A distribuição ficou ao cargo da britânica Curve Digital, que nos tem trazido excelentes títulos de vários estúdios indie.

Desta feita, The Ascent é descrito como um Action-Shooter RPG com uma campanha a solo e possibilidade de jogar em modo co-operativo, com a câmara principalmente em modo top-down, onde a comparação com o clássico Diablo acaba por ser inevitável, mas deixando para trás o estilo de fantasia medieval e passando para um futurístico pós-apocalipse cyberpunk que certamente deixa alguns AAA’s com inveja.

Os gráficos são extremamente polidos como já vem sendo típico de jogos em Unreal Engine 4 e apesar dos cenários extremamente complexos em termos visuais, é relativamente fácil de navegar as dungeons, especialmente com a ajuda do Navigation Trail implementado, que nos guia directamente ao objectivo da quest escolhida.

A criação e customização de personagens está ao nível do que seria de esperar de um jogo deste género, não havendo classes com que nos prender, com novos pontos a serem distribuídos pelos vários stats da personagem a cada level up, que afectam determinados atributos e que por sua vez afectam a eficácia dos skills que vamos aprendendo. A juntar com o loadout de armaduras e armas, assim como os típicos augments presentes em universos cyberpunk, é assim possível adaptar cada vez mais a personagem ao nosso estilo de jogo.

Falando no estilo de jogo, é com base numa mecânica relativamente simples que The Ascent vai buscar algo genuinamente original no género. Jogando num gamepad, o stick direito corresponde à direcção para a qual apontamos, ao género de um twin-stick shooter. Um dos gatilhos do comando no entanto, faz a personagem apontar a arma em vez de disparar “da cintura”, ao mesmo tempo elevando a altura dos tiros, o que poderá ser benéfico ou não dependendo do tipo de inimigos que enfrentamos. No entanto, é possível fazer a nossa personagem agachar-se e até usar paredes baixas como cover, em cujo caso, usar o botão de apontar, fará com os disparos saiam por cima desse cover, criando assim um sistema de covers perfeitamente funcional.

The Ascent é assim uma experiência que consegue acertar em muito daquilo a que se propõe em vários géneros – dungeon crawler, twin-stick shooter, aventura cyberpunk e action-shooter RPG… No entanto, é de notar que neste momento a campanha (contando com as side-quests opcionais) é uma experiência que ronda as 20 horas de jogo (tempo estimado pelos developers), sem noticias de momento sobre possíveis expansões…

De notar também que pelo menos ao momento desta análise, os modos co-operativos ainda estão com alguns problemas já reconhecidos e que provavelmente serão alvo de correção nos próximos patches.

Review por Tiago Vasconcelos.

Fundou o OtakuPT em 2007 e desde então já escreveu mais de 40 mil artigos sobre anime, mangá e videojogos.