The Last of Us Parte II – As nossas primeiras impressões

Se seguem as nossas redes sociais (instagram / youtube) sabem que aqui no OtakuPT já estamos a jogar o muito aguardado The Last of Us Part II, um jogo que será lançado em exclusivo para Playstation 4 dia 19 de junho, sendo que podem esperar a nossa análise ao jogo uma semana antes, dia 12 de junho.

Esta antevisão será desprovida de qualquer tipo de spoilers e os screenshots aqui exibidos são de uma sequência que decorrerá sensivelmente a meio do jogo e foram fornecidos pela Sony que nos autorizou à divulgação destas nossas primeiras impressões tendo por base uma missão especifica no jogo onde procuramos uma personagem chamada Nora, sendo que não falaremos da história, personagens e outros elementos que vos poderão estragar a experiência.

Como podem ver pelas imagens vão encontrar um mundo altamente detalhado que retrata fielmente uma sociedade em colapso e uma natureza a reivindicar as estruturas criadas pelo homem. Mas para além do bonito efeito visual, a Naughty Dog desenvolveu o gameplay à volta desta característica permitindo não só um confronto aberto, mas também uma abordagem mais pensada permitindo ao jogador utilizar as estruturas à sua volta como vantagem. Vão ter assim múltiplas formas de abordar a missão e adequar a vossa estratégia de acordo com o adversário que vão encontrar, sejam eles infetados ou outros humanos.

The Last of Us Part II vai também compensar os jogadores que gostam de explorar o mapa e embora a missão em causa possa ser feita de maneira relativamente direta, a exploração de casas e do ambiente vai premiar os mais aventureiros com os importantes recursos que terão de gerir para a construção de setas, armas de corpo-a-corpo, itens para a saúde, etc.. abrindo um grande leque de opções.

No final da missão ficamos com aquela sensação de querer voltar a repetir para experimentar, talvez em vez de uma abordagem furtiva, algo mais direto, ou então explorar aquela casa que no meio da confusão não conseguimos explorar ou então utilizar um conjunto de armas diferentes, cocktails molotov, bombas, um tijolo para distrair os inimigos e fazer grande parte do mapa sem matar ninguém. O motor de jogo abre uma enorme panóplia de opções ao jogador.

Não esquecendo claro os inimigos, os infetados têm comportamentos mais previsíveis, mas o derradeiro desafio surge quando enfrentamos humanos, a inteligência artificial está credível e obriga o jogador a pensar a sua estratégia como um todo e não ir de morte em morte até ao final. O que pode parecer uma morte de um inimigo fácil, pode na realidade tornar-se algo bem mais complexo e a melhor opção pode até ser passar pelo inimigo sorrateiramente sem lhe tirar a vida, já que se os outros NPCs encontram um corpo ficam imediatamente de alerta, e um área de jogo relativamente calma rapidamente se transforma num frenesim de NPC à nossa procura.

Quem viu um dos primeiros trailers de The Last of Us Part II poderá ter ficado impressionado com a intensidade de violência presente, mas não é algo exclusivo do trailer, os ataques corpo-a-corpo são completamente viscerais, realistas, não vão sentir que mataram um NPC, vão sentir que mataram outro ser humano e muitas foram as vezes na missão que nos encolhemos na cadeira quando arrancamos uma seta do braço ou nos aproximamos de maneira furtiva de um adversário para lhe dar o golpe final.

Nesta missão temos assim um gameplay intenso de sobrevivência e ação onde todas as nossas decisões têm consequências e onde temos liberdade de progredir da acordo com o nosso próprio estilo e com múltiplas abordagens possíveis.