
No Reino Unido a Ubisoft apresentou um retrato sombrio da atual indústria num documento oficial entregue à Companies House a 13 de novembro. O relatório, que analisa os “desenvolvimentos futuros” da empresa, revela uma mudança de paradigma que está a transformar radicalmente o mercado.
Segundo a empresa, os jogadores estão a comprar menos jogos, mas a dedicar-lhes muito mais tempo. Esta alteração de hábitos está a criar um cenário difícil para novos lançamentos, que enfrentam cada vez mais dificuldades em conquistar as vendas que teriam no passado.
“Os consumidores estão a jogar menos jogos, a jogá-los durante mais tempo e, como resultado, com exceção de alguns casos notáveis, muitos novos jogos estão a lutar para se destacar e alcançar as vendas que poderiam ter tido no passado, enquanto o mercado está mais volátil e o potencial para qualquer título específico menos previsível como resultado”, refere o documento oficial.
O modelo tradicional em declínio
A Ubisoft reconhece que o modelo clássico de venda de jogos completos por 50 a 60 libras está a perder terreno. Serviços de subscrição com múltiplos jogos, títulos live-service de longa duração, jogos free-to-play e ofertas de cloud streaming estão a oferecer formas mais atrativas de aceder a conteúdo de gaming.
Como consequência desta transformação do mercado, a Ubisoft prevê uma queda de receitas no ano fiscal de 2026, em parte devido a um calendário mais reduzido de lançamentos físicos.
O tom do relatório soa quase como uma lamentação, especialmente quando se considera que a própria Ubisoft possui um dos jogos live-service mais duradouros da indústria, Rainbow Six Siege, lançado em dezembro de 2015 e ainda hoje com uma base de jogadores ativa. O título continua a receber atualizações regulares e celebrou recentemente o seu 10.º aniversário.
A empresa parece estar a reconhecer uma realidade que ela própria ajudou a criar. Jogos como Fortnite revolucionaram a forma como a indústria funciona, e esse modelo está a ser replicado por inúmeros outros jogos. Os serviços de subscrição e os jogos gratuitos estão, em muitos casos, a poupar dinheiro aos jogadores quando comparados com a compra de vários lançamentos premium ao longo do ano.
Enquanto algumas criadores da jogos se adaptaram rapidamente a este novo mercado, a Ubisoft parece ainda agarrada aos “velhos métodos” de lançamentos únicos suportados por algum conteúdo DLC.









Que maneira de dizer “Ninguém gosta de jogar jogos da treta que nem se deviam chamar jogos”, quando antigamente os jogos eram feitos com tempo e dedicação, hoje em dia qualquer coisa saí só para eles terem algo no mercado, notar que antigamente também havia jogos maus mas até esses eram engraçados de conhecer antes
O problema é que os jogos são cada vez piores, sou jogador desde 1996, e esta geração de consolas com todo o seu potencial, foi a menos aproveitada até agora. É a era do embrulha baralha e volta a dar. E a ubisoft que cansou os seus jogadores com jogos iguais ano após ano sem imaginação suficiente para prender os jogadores sabe muito bem disso. Façam jogos a pensar nos jogadores e vão ver se os jogadores compram ou não.
Curioso como Clair Obscure quebra totalmente está narrativa. Façam bons games e compramos, simples.
Eu ia até fazer um comentário criticando e descascando a Ubisoft mas como o pessoal já fez esse trabalho aqui nos comentários eu não preciso fazer isso