
A Ubisoft anunciou esta segunda-feira, 23 de fevereiro, uma nova equipa de liderança para Assassin’s Creed. O anúncio foi feito através de um post no Reddit, uma escolha de plataforma pouco convencional para este tipo de comunicação corporativa, e oficializado no site da Ubisoft, onde os três nomes surgem com os respetivos cargos e uma breve mensagem de apresentação.
Os três respondem agora à Vantage Studios, a subsidiária criada pela Ubisoft no ano passado, com financiamento da Tencent, para gerir as suas franquias de maior perfil, incluindo Assassin’s Creed, Far Cry e Rainbow Six.
Quem são os três novos responsáveis
Martin Schelling assume o cargo de Head of Brand e ficará responsável pela estratégia global e visão de longo prazo da franquia. É um nome com 22 anos de casa e um percurso que atravessa alguns dos títulos mais marcantes da série, produtor e produtor sénior em Revelations, Black Flag, Origins e Valhalla. Mais recentemente ocupava o posto de Chief Production Officer da Ubisoft.
Jean Guesdon regressa ao Assassin’s Creed como Head of Content, com a missão de liderar a direção criativa, apoiar os projetos individuais e “guiar o futuro do Assassin’s Creed mantendo-se fiel ao seu DNA central”, segundo o comunicado oficial. É o nome mais reconhecível para os fãs da série, foi diretor criativo tanto de Black Flag como de Origins, e os seus créditos na Ubisoft remontam ao jogo original de 2007. Guesdon tinha saído da empresa em 2023 para a Behaviour Interactive, onde esteve envolvido num projeto não anunciado antes de regressar a meados de 2024.
François de Billy fecha o trio como Head of Production Excellence, responsável por “fortalecer as práticas de produção e execução em toda a marca”. Com mais de 20 anos na Ubisoft, foi diretor de produção em Origins e Valhalla e é descrito internamente, segundo o comunicado da empresa, como alguém “reconhecido pela sua capacidade de otimizar processos e eliminar fricção em fluxos de trabalho de produção complexos”.
No comunicado oficial, Guesdon deixou uma nota pessoal que vai ser bem recebida por quem cresceu com a série:
“É maravilhoso estar de volta depois de todos estes anos. O Assassin’s Creed foi uma parte definidora da minha vida profissional e voltar parece como voltar a casa. Este universo, estas personagens, estes mundos, e claro, a comunidade, sempre significaram tanto para mim. Estou especialmente grato por partilhar esta jornada convosco novamente e aguardo com expectativa partilhar mais sobre os próximos passos da franquia. Até lá… Nada é Verdade. Tudo é Permitido”.
A necessidade desta nova liderança não surgiu do nada. O antigo responsável pela franquia, Marc-Alexis Côté, saiu da empresa há cerca de quatro meses. Antes dele, outros nomes históricos também tinham deixado a Ubisoft. Mais recentemente, Luc Couture saiu no início de fevereiro.
A par disso, a Ubisoft atravessa um dos períodos mais difíceis da sua história recente: cancelou seis jogos em desenvolvimento, incluindo o remake de Sands of Time, encerrou o seu estúdio de Halifax pouco depois de este ter formado um sindicato, e despediu funcionários na Massive Entertainment. A empresa está sob enorme pressão dos acionistas e Assassin’s Creed continua a ser a sua propriedade intelectual mais valiosa.
Ubisoft cancela jogo multiplayer de Assassin’s Creed em plena crise interna
É neste cenário que Schelling, Guesdon e De Billy assumem a responsabilidade. A eles juntam-se, nas próximas semanas, Andrée-Anne Boisvert, produtora para as iniciativas transversais da marca e Head of Technological Excellence, e Lionel Hiller, VP de Brand e Go-to-Market Strategy, elementos já presentes na equipa de liderança anterior.
Quanto ao que vem a seguir em termos de jogos, sabe-se que vários títulos de Assassin’s Creed estão em desenvolvimento, mas não há datas nem detalhes concretos. O Assassin’s Creed Shadows, o título mais recente da série, foi lançado em março de 2025 e, apesar da controvérsia que antecedeu o lançamento, acabou por ter uma receção razoavelmente positiva.








