InícioJogosWe Were Here Tomorrow chega em 2026 com cenário retro-futurista

We Were Here Tomorrow chega em 2026 com cenário retro-futurista

Nove anos depois do primeiro jogo, a Total Mayhem Games apresenta o quinto capítulo da saga cooperativa mais original dos últimos anos e desta vez troca os castelos medievais por uma instalação misteriosa cheia de tecnologia estranha e segredos enterrados sob aço polido

Desde que o primeiro We Were Here apareceu gratuitamente na Steam em 2017, a Total Mayhem Games construiu uma das franquias cooperativas mais sólidas do mercado independente. Vinte e cinco milhões de jogadores depois, e com quatro jogos no catálogo, o estúdio de Roterdão anunciou We Were Here Tomorrow, o quinto capítulo da saga, previsto para 2026 para PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC via Steam. O anúncio foi acompanhado de um trailer revelação que deixa bem claro, esta entrada é a mais diferente de todas.

Quem conhece a série sabe que o seu cenário de eleição tem sido o medievalismo sombrio, castelos, masmorras, magia, inimigos de outro mundo. We Were Here Tomorrow corta com essa tradição de forma deliberada. Os dois Exploradores acordam dentro da instalação Norcek, um complexo retro-futurista repleto de maquinaria avançada, corredores e experiências cujo propósito ninguém explica. Uma voz calma e confiante guia-os através de uma série de tarefas. Separados desde o início, equipados com ferramentas diferentes, têm de comunicar pelo walkie-talkie para perceber onde estão, o que aconteceu e porque é que foram levados para ali.

O cenário retro-futurista não é apenas uma mudança de cenário cosmética, numa série onde o ambiente dita diretamente o tipo de puzzles, trocar o medieval pelo sci-fi abre um leque completamente diferente de mecânicas possíveis. O trailer já deixa ver passagens com gravidade alterada e indícios de manipulação temporal, algo inédito na saga.

A grande novidade: habilidades assimétricas

A marca de água da série sempre foi a comunicação forçada, cada jogador vê coisas diferentes, tem informação que o outro não tem, e o puzzle só se resolve quando os dois partilham o que sabem. We Were Here Tomorrow mantém essa estrutura, o walkie-talkie continua a ser o instrumento central, mas acrescenta uma camada nova: pela primeira vez, cada Explorador tem habilidades únicas que o outro não possui.

Não é apenas uma questão de ter chaves diferentes. Cada tarefa apresenta puzzles assimétricos concebidos especificamente para tirar partido dessas capacidades distintas, o que significa que a cooperação já não é só sobre comunicar o que se vê, mas também sobre coordenar o que cada um consegue fazer. É a evolução mais substancial do sistema de jogo desde o lançamento original.

Um detalhe importante para quem nunca jogou a série, We Were Here Tomorrow é uma entrada standalone, sem ligações narrativas aos jogos anteriores. Não é preciso ter jogado nenhum título anterior para entrar neste, a história começa do zero, com dois personagens novos numa situação nova.

Esse modelo standalone tem sido uma das razões do sucesso da série, cada jogo funciona como ponto de entrada para novos jogadores, sem exigir continuidade de uma narrativa que poderia afastar quem chega pela primeira vez. Com 25 milhões de jogadores acumulados ao longo de nove anos e cinco títulos, é uma aposta que continua a justificar-se.

A Total Mayhem Games passou de um projeto universitário lançado gratuitamente em 2017 para uma equipa de mais de 40 pessoas com sede em Roterdão. A cronologia da série reflete esse crescimento: We Were Here (2017, gratuito), We Were Here Too (2018), We Were Here Together (2019), We Were Here Forever (2022) e We Were Here Expeditions: The Friendship (2023). No ano passado, as três primeiras entradas chegaram à Nintendo Switch, embora a Switch ainda não figure na lista de plataformas confirmadas para We Were Here Tomorrow.

A data de lançamento exata dentro de 2026 ainda não foi revelada, mas a Steam, a PlayStation Store e a Xbox Store já têm páginas disponíveis para adicionar à lista de desejos.

Helder Archer
Helder Archer
Fundou o OtakuPT em 2007 e desde então já escreveu mais de 60 mil artigos sobre anime, mangá e videojogos.

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