
Dia 18 de março a Marcador vai publicar A Filha do Samurai de Etsu Inagaki Sugimoto em Portugal. Podem comprar aqui com desconto.
A Filha do Samurai oferece um retrato elegante de um mundo que quase desaparecera quando Etsu Inagaki Sugimoto deu início à sua escrita. Nesta memória cativante, Sugimoto narra a sua infância na gelada região de Nagaoka, no Japão, onde cresceu numa família samurai de alto estatuto, no rescaldo da Restauração Meiji, que retirou à classe samurai muitos dos seus privilégios.
Embora inicialmente destinada a tornar-se sacerdotisa budista, aos doze anos fica noiva, por decisão familiar, de um comerciante japonês residente em Cincinnati, no Ohio. Para se preparar para a nova vida nos Estados Unidos, Etsu Sugimoto frequenta uma escola metodista em Tóquio, onde estuda inglês. Em 1898, embarca num navio e abandona a única terra que conhecia.
Emissária da sua cultura de origem, mesmo quando se sente fascinada pelos costumes americanos, Etsu Sugimoto observa com grande lucidez os dois mundos que passa a habitar. As suas reflexões profundas, tocantes e, por vezes, irónicas continuam, ainda hoje, a ressoar com autenticidade e acuidade.
A Filha do Samurai de Etsu Inagaki Sugimoto
- ISBN: 9789897548918
- Idioma: Português
- Dimensões: 155 x 233 x 26 mm
- Encadernação: Capa mole
- Páginas: 288
Etsu Inagaki Sugimoto
Etsu Inagaki Sugimoto nasceu em 1874, em Nagaoka, na província de Echigo, no seio de uma família de samurais de elevado estatuto, num Japão em plena transformação após a Restauração Meiji, que marcou o declínio definitivo da classe samurai. Educada segundo os rígidos códigos de honra, disciplina e hierarquia próprios dessa tradição, estava inicialmente destinada à vida religiosa.
A morte precoce do pai alterou o seu percurso. A família organizou então um casamento com um comerciante japonês radicado em Cincinnati, nos Estados Unidos. Para se preparar para essa nova vida, Etsu estudou numa escola metodista em Tóquio, onde aprendeu inglês e teve contacto com valores completamente distintos dos que conhecia.
Em 1898, partiu para a América, onde se casou e teve duas filhas. Viúva ainda jovem, regressou ao Japão, mas acabou por se fixar definitivamente em Nova Iorque. Aí dedicou-se ao ensino e à divulgação da cultura japonesa, lecionando literatura e escrevendo sobre o Japão tradicional para o público ocidental.
Em 1925, publicou a sua autobiografia, onde relata com lucidez e sensibilidade a sua infância no seio da família samurai e a experiência de viver entre dois mundos – o Japão feudal em declínio e a modernidade americana em ascensão. A obra tornou-se um bestseller internacional e permanece um testemunho raro sobre a condição feminina, a identidade cultural e o choque entre Oriente e Ocidente no início do século XX.









