
Dia 5 de março a Livros do Brasil vai publicar O Som das Vagas de Yukio Mishima em Portugal. Podem comprar aqui com desconto.
Ouviu o som das vagas a fustigarem a costa, e foi como se o tumulto do seu jovem sangue pulsasse a compasso com o movimento das grandes correntes marinhas.
Shinji Kubo é um jovem pescador pobre, que sustenta com o seu trabalho a mãe viúva e o irmão adolescente, na pequena ilha de Uta-jima. Um dia, ao chegar ao porto, ao entardecer, vê na praia uma rapariga desconhecida, que descansa após ajudar a trazer os barcos para terra, e não consegue desviar dela o olhar. A rapariga, Hatsue Miyata, acabara de regressar à ilha, mandada chamar pelo pai, um proprietário de barcos, decidido a adotar o marido com quem ela se casar. Os dois jovens encontram-se e estremecem, mas atingidos pela maledicência dos aldeões, e em particular de um outro rapaz, considerado um melhor partido para Hatsue, restam-lhes os bilhetes secretos, os encontros fugazes e o código moral daquela porção de terra envolta nas trevas para lhes resguardar a felicidade. Sobre o pano de fundo de um Japão tradicional, onde a força do mar ecoa as durezas da vida, O Som das Vagas é uma história de resiliência e honra, sobre o poder redentor do amor puro.
O Som das Vagas de Yukio Mishima
- ISBN: 978-989-711-327-7
- Idioma: Português
- Dimensões: 152 x 235 x 16 mm
- Encadernação: Capa mole
- Páginas: 168
Yukio Mishima
Yukio Mishima, novelista e dramaturgo, pseudónimo de Kimitake Hiraoka, nasceu em Tóquio em 1925 e suicidou-se de forma mediática, praticando o ritual japonês seppuku, a 25 de novembro de 1970, manifestando assim a sua discordância perante o abandono das tradições japonesas e a aceitação acrítica de modelos consumistas ocidentais. O idealismo que enforma a sua obra e conduzirá a sua vida está enraizado no tradicionalismo militar e espiritual dos samurais, e a sua conceção da arte liga-se a um elevado culto da alma e do corpo.
Mishima é um dos mais conhecidos escritores japoneses, várias vezes apontado como candidato ao Prémio Nobel da Literatura, e autor de obras inesquecíveis como Confissões de Uma Máscara (1949), O Templo Dourado (1956) ou O Marinheiro Que Perdeu as Graças do Mar (1963).









