Shueisha quer processar uma enorme rede de pirataria e pede ajuda ao Google

Mangabank é o alvo da Shueisha

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A editora de mangá Shueisha, com sede em Tóquio, entrou com um requerimento num tribunal dos Estados Unidos a solicitar a ajuda do Google e da Hurricane Electric para identificar supostos infratores de direitos autorais. No centro do caso está o Mangabank, uma enorme plataforma de indexação de mangá com cerca de 80 milhões de visitas por mês.

Com a popularidade do mangá a crescer para além das fronteiras japonesas, editoras como Shueisha, Kadowaka, Kodansha e Shogakukan tomam cada vez mais medidas legais para encerrar plataformas de pirataria, na esperança de enviar uma mensagem dissuasora para operadores de sites e consumidores de conteúdo pirateado.

Recentemente um escritório de advocacia de São Francisco que atua em nome da Shueisha entrou com um pedido num tribunal distrital da Califórnia para uma ordem permitindo a descoberta de informações para uso num processo estrangeiro, o alvo é uma série de sites que estão todos ligados ao Mangabank.org, uma plataforma que de acordo com as estatísticas tem mais de 81 milhões de visitas por mês, tornando-se o 44º site mais popular no Japão.

Os piratas terão utilizado serviços da Hurricane Electric e serviços fornecidos pelo Google, incluindo um endereço específico do Gmail e uma conta de AdSense, pelo que a Shueisha quer agora que tanto Hurricane Electric como Google forneçam os dados dos piratas para assim os identificar e levar a tribunal.

Os endereços IP apresentados pela Cloudflare indicam residências na China, mas isso é problemático. Não é possível solicitar informações pessoais de ISPs chineses com base em alegações de violação de direitos autorais. Mas isso não é um problema nos Estados Unidos, e a Shueisha tenta assim identificar os infratores.

Fundou o OtakuPT em 2007 e desde então já escreveu mais de 40 mil artigos sobre anime, mangá e videojogos.