O que estamos a ver – 24 Outubro

O que viram na última semana?

Nesta rubrica de forma resumida partilhamos os animes e não só que vimos na última semana e deixamos o convite para em baixo nos comentários dizerem o que viram e jogaram na última semana.

Helder Archer

The Witcher: Nightmare of the Wolf

A 2ª temporada da série live-action de The Witcher na Netflix está cada vez mais perto e esta foi a melhor altura para terminar de ver o filme animado The Witcher: Nightmare of the Wolf.

O (The Legend of Korra, Voltron: Legendary Defenders) esteve à altura do que era exigido e ficamos a conhecer a história bem interessante do passado de Vesemir e do seu interesse amoroso. Os mais atentos no final vão reparar que um jovem Geralt também aparece.

Star Wars Visions

Depois da análise do Felipe Soares assisti a todos os 9 episódios de Star Wars Visions. Esta acaba por ser a prova de que existe muito mais para explorar no universo de Star Wars para além da saga Skywalker. Uns episódios foram mais bem conseguidos que outros, o meu favorito foi “Lop and Ochō” animado pelo , o estúdio que foi criado para terminar  após a falência do estúdio , e que mostra que este estúdio com os recursos certos consegue brilhar.

Outro dos meus favoritos foi The Ninth Jedi da Production I.G. Já os dois episódios animados pelo Science SARU foram uma desilusão e deixam alguma preocupação sobre o futuro do estúdio após o seu fundador abandonar a companhia.

Squid Game

Lá terminei de ver os últimos dois episódios, foi um pouco previsível qual seria o desfecho, principalmente a identidade de quem estaria por de trás de tudo, talvez ver muitos animes já nos prepare para este tipo de plot e atenção aos detalhes. Claramente ficou aberta a porta a uma continuação.

Bruno Reis

The Vampire Dies in no time:

Foi interessante assistir a um foco maior (ainda que diminuto) às personagens da brigada anti-vampiros. O vilão da semana também foi hilariante, o Ronaldo fez alguma coisa de jeito, e o Draluc morreu cerca de 17 vezes neste episódio.

Takt Op. Destiny:

Finalmente podemos ver mais uma Musicart, e assistir aos efeitos que a metamorfose da Cosette produziu em si. Embora seja uma entidade diferente, os seus amigos ainda sentem que a Cosette ainda vive no seu interior. Independentemente de estúdio (acho que foi o Mappa) tivemos boa arte e animação, e interessantes dinâmicas de luta. Adorei quando a Cosette usou o impulso da arma para aumentar a sua velocidade. Mas, porque não consigo deixar de ouvir o Rean e a Altina de The Legend of Heroes: Trails of Cold Steel, nas personagens principiais?

Scarlet Nexus:

O termo “encher chouriço” não podia ser melhor empregue neste episódio. Numa cena onde demoramos apenas uns minutos no jogo, no anime estenderam para uns GODDAMN 20 minutos! Muito gritou o Yuito e eu para aguentarmos tanta agonia. Esta série sofre de outro grande mal, não foi doseada. A primeira parte foi super apressada e até com muitos acontecimentos e personagens omissas, enquanto a segunda esmuiça o seu tempo para permanecer no ar por mais 7 ou 8 episódios. Para a semana teremos o passado do Karen, por isso já sabem que teremos mais festa do fumeiro.

Sakugan:

As dinâmicas de Tengen Toppa Gurren Lagann não param de surgir. Ao passo que na série da Gainax as mesmas eram protagonizadas por irmãos, aqui são por um pai e uma filha. Embora difiram na sua execução, o fluxo foi essencialmente o mesmo, visto que o Gagumba é o coração e a Memempu a mente. Foi também interessante assistir ao passado da criança, como consegue ser frágil, e ao cliffhanger.



Ousama Ranking: ♕

Onde começo aqui, bem, o episódio foi genial, traumático, e incrivelmente intenso! Foi super interessante perceber porque o Kage, viu no Bojji um amigo e como são reflexos um do outro (metáfora para sombra), as dualidades, interesses humanos, e a descriminação de espécies, que podem metaforicamente também ser comparadas a racismo ou descriminação social. Sem dúvida leva a ♕ do meu episódio da semana.

Dragon Quest: The Adventure of Dai (2020)

O confronto entre Hadlar e os cavaleiros do Dragão continua. Embora a luta tenha prosseguido em menor duração, tivemos alguns desenvolvimentos bem interessantes. As intenções do misterioso Killvearn, o tempo de vida do Hadlar, e claro a relação entre pai e filho dos protagonistas. De salientar o detalhe quando o Baran perde a máscara que cobre parcialmente o seu olho, abraçou o seu lado humano e tornou-se finalmente no pai do Dino (Dai). Até mesmo destrói o objeto como um manifesto de rebelião perante o seu antigo mestre. Cada vez mais esta série a revelar-se como uma das minhas favoritas nestes últimos anos, na minha opinião muito acima de Dragon Ball Super, quer em narrativa como em execução.

Shaman King (2021)

Shaman King, vai finalmente começar a adaptar o que ficou de fora da versão de 2001, e neste episódio os trios das equipas das senhoras (à boa velha maneira de The King of Fighters) mostraram o que valem. Do lado dos rapazes o Dr. Faust não conseguiu operar e o Yoh toma uma dura decisão. A nova abertura está genial, mas julgo que ainda vou precisar de uma lobotomia para apagar a anterior, pois a da Megumi Hayashibara esteve uns bons pontos acima.

Muv-Luv Alternative

Por curiosidade decidi espreitar uns minutos do novo Muv-Luv, e mais valia não o ter feito. Muv-luv Alternative was a mistake! Nunca a teoria dos 3 minutos por episódio foi tão bem empregue.


One Piece

Os 20 minutos (onde pelos menos cinco foram delicados à abertura e ao recap dos episódios anteriores) tiveram como base três acontecimentos. Os Akazaya nine a atravessar o corpo do Kaido, o reencontro da “Goku” e da sua nuvem mágica falante, e o confronto entre o Luffy e a Big Mom. Mais uma vez vimos a realização de Tatsuya Nagamine, a fazer toda a diferença na realização, na arte e na fotografia. De salientar que estamos a 4 episódios de fazer história.

Respeitante a videojogos continuo perpetuamente às portas de Rena nesta run em Tales of Arise, isto porque além de trabalhos, preparo-vos uma análise que será publicada a 2 de novembro de um jogo que decerto vão achar interessante, por isso não tive a oportunidade de dedicar mais tempo ao RPG da Bandai Namco Entertainment.

Eu às portas de Rena desde a semana passada está a ser algo deste género.

Ricardo M.

Sweet Home – Série

Sinopse: Enquanto os humanos se transformam em monstros e espalham o terror, um adolescente problemático e os seus vizinhos lutam pela sobrevivência e pela sua humanidade.

Adaptação do web-toon Sul-Coreano escrito por Kim Carnby e Hwang Young-chan foi uma agradável surpresa depois do segundo episódio. Apesar de ter refletido sobre a pouca qualidade visual e os efeitos especiais da série da Netflix e momentos de fundo bizarros que podiam ter um outro tato, foi interessante observar as personagens e as suas histórias que destacam temas como violência, diversidade e empatia que contribuíram para repensar nos limites humanos durante as adversidades. Destaco principalmente as personagens Lee Si-Young (Seo Yi Kyung), Kim Hyun (An Seon-Yeong) e Lee Jin Wook (Pyeon Sang-Wook) que foram principais para manter a natureza dramática da série.

Felipe Soares

Shiroi Suna no Aquatope

Mesmo sendo uma obra da temporada passada, Shiroi Suna no Aquatope entrou em sua segunda fase mostrando o lado adulto de se trabalhar dentro de um aquário. É interessante que na primeira parte do anime as protagonistas passam por um ocorrido que faz a transição dos sonhos infantis para os objetivos da vida adulta e isso fica bem claro com os acontecimentos recentes que a obra vem abordando.

Em questões técnicas, eu gosto muito como a série é visualmente colorida e se utiliza bem de artifícios fotográficos e das expressões dos personagens para passar emoção para o público, sem falar da edição de som e trilha que a obra possui.

The Way of the Househusband

Falando ainda em obras de temporadas passadas, a segunda parte da adaptação para série anime do mangá The Way of the Househusband (Gokushufudou) de Kousuke Oono foi bastante divertida.

A segunda parte do anime seguiu o mesmo estilo de produção em questão de animação que a primeira parte. Claramente que a atuação de voz foi novamente o que mantém o bom nível de diversão na série. Acabei assistindo (meio que sem querer) alguns episódios da obra em sua versão dublada em português brasileiro e gostei da atuação e da adaptação do texto.

The Way of the Household Tools

Seguindo ainda na mesma linha do anime Gokushufudou, acabei assistindo uns dois episódios da série live-action protagonizada por Kenjiro Tsuda (ator de voz do personagem Tatsu na série anime).

Diferente da série anime, a série live-action possui um tom bem mais lento e quase reflexivo em volta de pequenos trabalhos domésticos. Nestes episódios eu vi coisas sobre como afiar uma faca, formas de lavar diversos tipos de sujeira na roupa e de como o bicarbonato de sódio serve para limpar diversas coisas.

Komi Can’t Communicate

Para finalizar tenho que falar da minha surpresa em assistir à adaptação para série anime do mangá Komi Can’t Communicate (Komi-san wa, Komyushou desu) de Tomohito Oda.

Não estava esperando ser tão impactado logo nos primeiros minutos da série ao ponto de elevar o anime a uma das minhas favoritas desta temporada (dependendo das coisas, talvez a minha série favorita deste ano). Não tenho como falar sobre as questões psicológicas sobre quem tem fobia social, mas posso afirmar que acabei me identificando com algumas situações apresentadas nestes primeiros episódios do anime. Sem falar que o anime possui uma animação incrível, com uma edição bem dinâmica e elenco de voz que combina muito com os personagens.

Fundou o OtakuPT em 2007 e desde então já escreveu mais de 40 mil artigos sobre anime, mangá e videojogos.