4 anos depois eis que finalmente chegou a continuação de God of War na forma de God of War Ragnarok, um jogo que promete continuar a epopeia de Kratos e Atreus num mundo que não perdoa.

Desenvolvido pelo Santa Monica Studio e publicado pela Sony Interactive Entertainment, encontramos os nossos protagonistas 3 anos mais velhos, num mundo onde o Fimbulwinter se aproxima perigosamente do seu final trazendo consigo o fatídico Ragnarök.

Para quem não acompanhou a anterior aventura de Kratos e do seu rapaz, God of War Ragnarok apresenta uma opção de “Recapitulação de God of War”, que é basicamente um curto vídeo com alguns dos acontecimentos marcantes que aconteceram na história, no entanto, é um vídeo muito curto que definitivamente poderia ser melhor executado e que deixará os novatos na franquia um pouco confusos e acreditem God of War Ragnarok é melhor apreciado se tiverem um bom conhecimentos do que aconteceu anteriormente, principalmente do estado psicológico e contexto em que encontramos os protagonistas nesta nova aventura.

Na mitologia nórdica, Ragnarök representa a escatologia nórdica, marcado por uma série de eventos que conduziriam ao fim do mundo.

Começamos a nossa aventura em God of War Ragnarok ao encontrar Kratos e Atreus a viverem aparentemente em tranquilidade, mas muito rapidamente as coisas mudam. Kratos luta com o seu passado, com a sensação ambígua de se preparar para o Ragnarok e vivenciar aquele período aparentemente tranquilo com o seu rapaz, e a necessidade de sair da sua zona de conforto e encarar a dura realidade que envolve o seu Atreus e o que os espera.

Atreus, tem energia para dar e vender, com a sua curiosidade mais aguçada que nunca e rebeldia em dose igual, desafiando Kratos e procurando a sua identidade neste mundo e o que o seu passado esconde.

Uma Aventura Épica

Preparem-se assim para uma aventura épica que não vos vai deixar desapontados, pegando no já familiar conceito do God of War (2018) o Santa Monica Studio pegou no que fez desse jogo especial e ampliou ainda mais as suas características indo de encontro ao que já esperávamos. Temos assim o conforto de mecânicas de jogo que já conhecíamos polvilhadas com algumas novidades e que agora se tornam ainda mais gratificantes.

Sem dar spoilers, o sentimento de jornada com dois personagens únicos está lá, a agressividade dos combates está mais que presente estando agora ainda mais viscerais, os eventos Quicktime Events voltam em força em combates impressionantes para testar os reflexos dos mais atentos, vamos encontrar uma variedade de ambientes interessantes e bem detalhados, mais e diferentes inimigos, adversários imponentes e uma história emocionante cheia de encontros e desencontros.

No que diz respeito à parte técnica, God of War Ragnarok é um jogo que para garantir um bom ritmo de história continua a “empurrar” o jogador em determinada direção, não dando ao jogador grande liberdade de exploração, sendo que o ambiente é desenhado de maneira a não permitir grandes desvios da história, existem claro desvios para missões secundárias que enriquecem não só a experiência mas também o lore da história, mas God of War Ragnarok quer proporcionar aos jogadores uma experiência cinematográfica e para tal tende a ter maior controlo sobre as ações do jogador. Vão claro encontra algumas áreas mais abertas para resolver quebra-cabeças utilizando até as habilidades das personagens e encontrar alguns itens escondidos.

Ao longo da aventura Kratos e Atreus vão ganhando pontos de experiência que vão poder utilizar para em árvores de habilidade irem desbloqueando técnicas e vantagens de combate, nada extremamente complexo, mas que vão querer maximizar para terem mais opções nos combates

Temos também opção para equipamento e o seu melhoramento, embutir gemas rúnicas para atribuir mais características às armas, incluindo diferentes escudos, e no menu temos até acesso a um “Códice” para ficarmos a par de tudo com que nos vamos cruzando. Esta possibilidade de melhoramento e atribuição de diferentes características ao equipamento acaba por abrir a porta a uma maior variedade de abordagens e estilos de gameplay.

Quanto a dificuldade temos desde “Quero História” (equivalente ao muito fácil) ao “Quero o God of War”, para aqueles que se consideram deuses do combate. O Santa Monica Studio pegou nas mecânicas de combate anteriores, aprimorou, e acaba por criar algo que acima de tudo é divertido e gratificante.

Quanto aos gráficos, são muito belos e detalhados, mas tal como em Horizon Forbidden West, saio deste God of War Ragnarok com a sensação de que o jogo poderia ter atingido patamares ainda maiores e que terá ficado “refém” da Playstation 4, onde sim, nessa plataforma é um dos jogos mais detalhados. Os produtores já tinham referido que para eles era importante a comunidade de jogadores fãs de God of War na Playstation 4 e isso foi palpável, com a Playstation 5 a oferecer um melhor desempenho, melhores gráficos e a utilizar a sua arma secreta, o Dualsense, sim, este God of War Ragnarok é algo que deve ser experienciado de Dualsense nas mãos, os poderosos ataques, o ambiente, a fricção de uma simples corda a passar pelas mãos do personagem, é algo que vão querer experimentar.

Já aqui no OtakuPT falamos anteriormente sobre os modos gráficos de God of War Ragnarok e na Playstation 5 temos:

  • Favorecer Resolução: 4K/30 FPS
  • Favorecer Desempeno: 60 FPS
  • Favorecer Resolução (framerate mais alto): 4K/40 FPS (HDMI 2.1)
  • Favorecer Desempeno (framerate mais alto): até 120 FPS (HDMI 2.1)

Temos claro ao longo da nossa aventura áudio e legendas em português, com um grande nível de personalização.

No que diz respeito à Acessibilidade, é notório o enorme cuidado que o Santa Monica Studio teve em God of War Ragnarok, são imensas as opções, nunca vi um jogo que oferece-se tantas opções, desde predefinições de acessibilidade visual, auditiva, movimento e motora, passando por gestão detalhada de cada um dos componentes das predefinições que referi em cima.

God of War Ragnarok é assim um digno sucessor de God of War, e um jogo obrigatório que soube pegar no que resultou anteriormente e construiu em cima disso, aprimorando a experiência do jogador e oferecendo assim uma experiência que não vai desapontar.

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Hugo Pereira
Hugo Pereira
3 , Novembro , 2022 17:15

isto em PT PT é só rídiculo. Não percebo a necessidade de dobrar um jogo destes