
No mês de fevereiro de 2026 chegou ao Brasil o mangá O 11º Tripulante. Esta obra é de autoria da lendária Moto Hagio, considerada uma das pioneiras dos mangás shojo modernos, que está sendo publicada pela Editora JBC em uma edição especial com formato grande.
Este mangá foi publicado no Japão em 1975 e rendeu para Moto Hagio o Shogakukan Manga Award e se tornou um marco na história dos mangás. A edição brasileira do mangá possui volume único com 288 páginas, em formato 18 X 25.6 cm e acabamento em livro brochura.
Sinopse de 11º tripulante
Dez jovens astronautas, de diferentes espécies da galáxia, estão prestes a começar sua prova final: devem ocupar uma nave espacial vazia e sobreviver com os recursos que encontrarem. Porém, ao fecharem as escotilhas, todos se dão conta que existem onze pessoas no recinto. Quem seria o décimo primeiro tripulante, ou melhor, o impostor? Como se já não fosse suficiente, parece que tem algo de errado com a nave…

Segundo a Wikipédia, o gênero de ficção-científica tem como cerne de sua criação o romance Frankenstein ou o Prometeu Moderno em 1818 pela escritora Mary Shelley. A criação do termo ficção-científica surgiu em 1920 por Hugo Gernsback e desde então o gênero ganhou milhares de obras e ganhou franquias (como Star Trek) em diversos tipos de mídias que se retroalimentam e que tem muitos subgêneros.
Como escrevi no parágrafo anterior, o gênero de ficção-científica se retroalimenta de diversas formas e em diversos tipos de mídias. Em O 11º Tripulante temos uma história muito bem desenvolvida e que funciona muito bem para quem gosta de histórias desse gênero focado em obras espaciais. Esta obra de Moto Hagio é bastante interessante por trazer assuntos que em 1975 eram tabus dentro da sociedade ao mesmo tempo que trabalha questões humanas e políticas com um texto que é simples, mas que funciona como um todo de uma forma de fácil entendimento do público.
Com um universo bastante similar com outras obras de ficção-científica, a história da obra possui personagens diversos que funcionam como um todo no decorrer do desenvolvimento da história do mangá. O destaque fica com os personagens Tada, que serve principalmente como protagonista da obra, e Frol, que possui um destaque interessante e importante por trazer um assunto que nos de 1970 envolvia preconceitos na época. Outro personagem que tem destaque no decorrer da obra é o Rei Mayan Baceska, este personagem tem um foco na segunda metade da obra e envolvendo uma interessante mistura de política e religião.
A arte de Moto Hagio é um destaque da obra. A arte dela consegue ser atemporal, ao mesmo tempo que traz cenários e personagens com características únicas e que fazem eles serem memoráveis. Existem muitas características no estilo de desenho que são específicas de mangás dos anos de 1970, para quem deseja começar a ler obras mais antigas eu acho que O 11º Tripulante pode ser uma ótima forma de começar.
No geral, O 11º Tripulante é uma ótima obra para quem deseja começar em obras lançadas nos anos de 1970. Com universo bastante similar com outras obras de ficção-científica, o mangá trabalha questões humanas e políticas com um texto que é simples, mas que funciona por ter personagens diversos e uma arte que consegue ser atemporal.











